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#11230 From: Farouk Habib Silva <eurochembr@...>
Date: Tue Jan 5, 2010 1:32 am
Subject: Re: O embuste
eurochembr
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Sr. Ferreira,
 
Segue tambem em anexo uma transcrição do autor que se identifica, sobre almah e betulah que pode servir para melhor embasamento do problema:
 

VIRGEM nascimento de uma MISCONCEPTION

Shmuel Silberman Shmuel Silberman

 

"Therefore the L-rd will give you a sign. Behold the young woman (almah) is pregnant and will give birth to a son, and she will call his name Immanuel (Isaiah 7:14)." "Por isso o Eterno lhe dará um sinal. Eis que a jovem (almah) está grávida e dará à luz um filho, e chamará seu nome Emanuel (Isaías 7:14)."
For two thousand years Jews have viewed the Virgin Birth myth as an oddity. Por dois mil anos os judeus têm visto a Virgem mito Nascimento como uma esquisitice. The New Testament reading of Isaiah 7:14 is such a blatant mistranslation and is so wrenched from context that Jews have assured themselves that they do not need missionaries to understand their own Bible. O Novo Testamento, a leitura de Isaías 7:14, como é um erro de tradução é tão flagrante e arrancou a partir do contexto que os judeus terem certificado de que eles não precisam de missionários para compreender a sua própria Bíblia.
The Jewish rejection of "virgin birth" is based on at least ten reasons: A rejeição judaica de "nascimento virgem" é baseada em pelo menos dez razões:
 

1) Betulah definitely means "virgin" (see Leviticus 21:14- the High Priest can marry only a virgin; Deuteronomy 22:14- a groom claims he did not find betulim, signs of virginity, in his bride). 1) Betulah definitivamente significa "virgem" (ver Levítico 21:14 - Sumo Sacerdote só pode se casar com uma virgem, Deuteronômio 22:14 - um noivo diz que ele não encontrou betulim, os sinais da virgindade, a sua noiva). Isaiah 7:14 does not use the word betulah. Isaías 7:14 não usa a palavra betulah.

2) Almah, mentioned in Isaiah 7:14, means "young woman." 2) Almah, mencionado em Isaías 7:14, significa "mulher jovem". It does not mean virgin (Proverbs 30:18-20 speaks of an adulterous almah!). Isso não significa virgem (Provérbios 30.18-20 fala de uma almah adúltera!).

3) Christian claim support based on the Greek translation. 3) apoiar a reivindicação cristã baseado na tradução grega. In fact the Greek word for almah (Parthenos) is used to describe Dinah after she was raped (Genesis 34:2-4)! Na verdade, a palavra grega para Almah (Parthenos) é usado para descrever Dinah depois que ela foi estuprada (Gênesis 34:2-4)!

4) Five times does Isaiah say the word betulah, but not in 7:14, which supposedly speaks of a virgin birth (23:4, 23:12, 37:22, 47:1, 62:5)! 4) Cinco vezes que Isaías betulah palavra a dizer, mas não em 7:14, que supostamente fala de um nascimento virginal (23:4, 23:12, 37:22, 47:1, 62:5)!

5) Context: King Achaz is worried that he will suffer defeat by two foreign kings (7:2). 5) Contexto: Rei Acaz teme que ele vai sofrer derrota por dois reis estrangeiros (7:2). Isaiah reassures the king that a woman will give birth to Immanuel (the name means: Gd is with us) . Isaías garantiu ao rei que uma mulher dará à luz Immanuel (o nome significa: D'us está conosco). The birth of Immanuel is a "sign" of Gd's rescue (7:14-17). O nascimento de Emanuel é um "sinal" de resgate de D'us (7:14-17).

Achaz will not be reassured by a "sign" that Jesus will be born centuries later. Acaz não será tranquilizado por um "sinal" de que Jesus vai nascer séculos mais tarde. He needs Gd's salvation now. Ele precisa de salvação de D'us now.

6) Ha-almah does not mean a young woman but the young woman: someone known to Isaiah and Achaz. 6) Ha-almah não significa uma mulher jovem, mas a jovem mulher: alguém conhecido por Isaías e Acaz.

7) Isaiah 7:16 says that Achaz's enemy kings will fall before the son grows up- not in Jesus' time. 7) Isaías 7:16 diz que os reis Acaz inimigo cairão antes que o filho cresce, não no tempo de Jesus. This prophecy was fulfilled (II Kings 16:5-9, 15:29-30).. Esta profecia foi cumprida (II Reis 16:5-9, 15:29-30).

8) 7:16 says that while the son is growing up he will "not know to reject bad and choose good." 8) 7:16 diz que quando o filho está crescendo ele "não sabe para rejeitar mal e escolher o bem." How can this refer to a divine being? Como isto pode se referir a um ser divino?

9) 7:16 says of the son, "he will eat cream and honey" (enjoy prosperity-see 7:22). 9) 7:16 diz do filho ", ele vai comer creme e mel" (desfrutar de prosperidade-ver 7:22). When did Jesus eat cream and honey? Quando Jesus comer creme e mel?

10) A "sign" must be visible eg a rainbow (Genesis 9:13). 10) Um "sinal" deve ser visível por exemplo, um arco-íris (Gênesis 9:13). Mary's alleged virginity was not visible to anyone. Alegada virgindade de Maria não foi visível para qualquer pessoa.. Isaiah 8:18 says that children are a "sign" for that is visible. Isaías 8:18 diz que os filhos são um "sinal" para que seja visível.

The evidence against the Christian myth is overwhelming, yet Michael Br
own persists in justifying this myth (see Answering Jewish Objections to Jesus vol. 3 pp.17-32 ). As provas contra o mito cristão é esmagadora, Michael Brown, ainda persiste para justificar esse mito (ver responder as objeções judeu para Jesus vol. 3 pp.17-32). We do not fault him for offering unconvincing apologetics, for it is a hopeless task. Nós não lhe falta para a oferta de apologética convincente, pois é uma tarefa impossível.
Brown maintains that both betulah and almah are ambiguous, so either can be used for virgin or non-virgin. Brown defende que tanto betulah e Almah são ambíguos, por isso ou pode ser usado para virgem ou não virgem. Therefore usage of almah in 7:14, maintains Brown, is no reason to reject the virgin birth. Portanto o uso do Almah em 7:14, afirma Brown, não é motivo para rejeitar o nascimento virgem. This a dim view of the Hebrew language that Isaiah can use no term to clearly mean virgin when that is supposedly his entire point. Este ponto de vista um dim do idioma hebraico que Isaías pode usar nenhum termo para dizer claramente que é virgem quando supostamente o seu ponto inteiro.
He cites a few verses that mention betulah although the issue is not virginity per se. Ele cita alguns versos betulah mencionar que embora a questão não é virgindade por si só. Isaiah 23:4 says, "I have never labored, never given birth, never raised young men or virgins." Isaías 23:4 diz: "Eu nunca trabalhei, nunca deu à luz, nunca levantou homens jovens e virgens." Ezekiel 9:6 speaks as: "slay to death old man, young man, virgin, young children and women." Ezequiel 9:6 fala como: "matar a morte do homem velho, jovem, virgem, crianças e mulheres jovens." The word "virgin" is used, but the point is "young woman." A palavra "virgem" é usada, mas o ponto é "jovem".
On this basis, Brown argues that betulah does not necessarily mean virgin. Nesta base, Brown afirma que betulah não significa necessariamente virgem. This is completely false. That "virgin" is a Biblical expression for unmarried woman does not detract from the literal meaning. Isto é completamente falso. Essa "virgem" é uma expressão bíblica para mulher solteira não diminui o significado literal. In Biblical thought unmarried women are expected to be virgins. No pensamento bíblico mulheres solteiras são esperados ser virgens.
Logically, Brown must at least show that betulah can mean a non-virgin. Logicamente, Brown deve conter pelo menos betulah que pode significar uma não-virgem. Rebecca is described in Genesis 24:16 as, "a betulah, whom no man had known." Rebecca é descrito em Gênesis 24:16 como "um betulah, a quem nenhum homem havia conhecido." Brown argues that if betulah clearly means virgin, the rest of the phrase is superfluous. Brown argumenta que, se betulah significa claramente virgem, o resto da frase é supérflua. Even if we disregard that parallel expressions are common in Scripture, Brown provides no reason to reject the traditional view that the double expression is meant to include other types of physical intimacy. Mesmo se nós desconsiderar que as expressões paralelas são comuns nas Escrituras, Brown não fornece nenhuma razão para rejeitar a visão tradicional de que a expressão casal pretende incluir outros tipos de intimidade física.
Job pledges "not to look lustfully at a betulah" (31:1). Promessas de emprego "não se fixaria em um betulah" (31:1). Brown thinks that since Job has no way of knowing who is a virgin, he cannot mean virgin. Brown considera que desde que trabalho não tem como saber quem é virgem, ele não pode significar virgem. When we reiterate that virgin is a Biblical convention for unmarried woman, Brown's point is moot. Quando reiteramos que virgem é uma convenção bíblica para mulher solteira, ponto de Brown é discutível.
Isaiah metaphorically refers to Isaías refere-se metaforicamente Babylon Babylon as a betulah (47:1) and warns como um betulah (47:1), e alerta Babylon Babylon against a false sense of security. contra uma falsa sensação de segurança. Babylon Babylon believes, "I shall not become a widow, or know loss of children" (47:8). acredita, "não passa de uma viúva, ou saber a perda de filhos" (47:8). What could be better for Brown than a betulah who is widowed and missing her children? O que poderia ser melhor para Brown do que um betulah viúvo e falta de seus filhos? He ignores that (1) there is greater fluidity with metaphorical than literal descriptions, (2) Isaiah is referring to Ele ignora que (1) existe uma maior fluidez com metafórico do que descrições literais (2), Isaías está se referindo a Babylon Babylon in the present while enquanto no presente Babylon Babylon is referring to herself in the future. está se referindo a si mesma no futuro.
Finally we come to a verse where betulah and widowhood are explicitly linked: "Lament- like a betulah dressed in sackcloth for the husband of her youth (Joel 1:8)." Here Brown violates a basic rule of interpretation: Scripture in the light interprets Scipture in the dark. Finalmente chegamos a um verso onde betulah e viuvez são explicitamente ligados: "Lament-como um betulah vestidos de saco, pelo marido da sua mocidade (Joel 1:8)." Aqui Brown viola uma regra básica de interpretação: a Escritura à luz interpreta Scipture no escuro. Theoretically this verse could be speaking, metaphorically, of a betrothed virgin or a consummated woman (in ancient Jewish culture betrothal and consummation were months apart). Teoricamente, este versículo poderia estar falando, metaforicamente, de uma virgem desposada, ou uma mulher consumado (em noivado antiga cultura judaica e consumação eram meses de diferença). Scripture elsewhere mentions betulah in full clarity and so reveals Joel's intention: a betrothed virgin. Escritura menciona outros lugares betulah em plena clareza e assim revela a intenção de Joel: uma virgem desposada.
Even if there would be a verse where betulah means non-virgin or a verse where almah means virgin, betulah is certainly a clearer expression of virginity. Mesmo se não haveria um verso onde betulah meios não-virgem ou um verso onde almah significa virgem, betulah é certamente uma expressão mais clara da virgindade. If Isaiah wanted to make a point that a birth would be virginal, undoubtedly he would have not have said almah. Se Isaías queria fazer um ponto de um nascimento virginal seria, sem dúvida, ele teria dito não ter Almah.
What of the objection that Isaiah is in context clearly speaking of a woman in his time- centuries before Mary? O que a objeção de que Isaías está falando claramente no contexto de uma mulher em sua época, séculos antes de Maria? Brown claims that there is "no record of fulfillment" (no verse says "and so Immanuel was born"). Brown afirma que "não há registro de realização" (No versículo diz "e assim por Immanuel nasceu"). In fact, there is no need for any "record of fulfillment." Na verdade, não há necessidade de qualquer registo "de realização." If Isaiah says he will be born in the contemporary generation, and he clearly does say this (7:16), Immanuel is not Jesus. Se Isaías diz que ele vai nascer na geração contemporânea, e ele não diz isso claramente (7:16), Immanuel não é Jesus.
Let us look at 7:16 in full: "For before the child will know to refuse evil and choose good, the land whose two kings you dread shall be deserted." Olhemos para 7:16 na íntegra: "Porque antes de a criança conhecer a recusar o mal e escolher o bem, a terra, cujos dois reis que você teme deve ser abandonada." Achaz dreads the two kings of Acaz teme a dois reis Israel Israel and e Aram Aram , but these kings will be defeated before Immanuel grows up. , Mas esses reis será derrotado antes de Immanuel cresce.
The evidence against the New Testament is so overwhelming that Brown makes a telling concession. As provas contra o Novo Testamento é tão avassaladora que Brown faz uma concessão a dizer. He admits that Immanuel was born in Isaiah's time but claims, like other missionaries, that 7:16 is a dual prophecy. Ele admite que Emmanuel nasceu no tempo de Isaías, mas alega, como outros missionários, que 7:16 é uma profecia dupla. In other words, there are two Immanuels: the real Immanuel and Jesus. Em outras palavras, há duas Immanuels: a Immanuel real e de Jesus.
This is totally preposterous. Isso é totalmente absurdo. Isaiah gives no indication whatsoever that this is a dual prophecy (indeed dual prophecy is unbiblical). Isaías dá qualquer indicação de que esta é uma profecia dupla (dual é na verdade a profecia bíblica). The story surrounding Immanuel's conception has no resemblance to the Nativity of Jesus. A história envolvente concepção de Emanuel não tem semelhança com a Natividade de Jesus. What two kings suffered a downfall because of Jesus? Quais os dois reis sofreu uma queda por causa de Jesus? Do Christians believe there was a virgin birth in Isaiah's time, in addition to Jesus?!. Os cristãos acreditam que houve um nascimento virgem em tempo de Isaías, além de Jesus?!. This explanation is nothing but a desperate attempt to hide from an obvious disproof. Esta explicação não é senão uma tentativa desesperada de esconder uma refutação óbvio. Dual prophecy is as baseless as triple or quadruple prophecy. Profecia dupla é tão infundada quanto triplo ou quádruplo profecia.
Finally, the frequency of virgin births in pagan mythology raises great suspicion that the New Testament myth is of pagan, not Biblical origin. Finalmente, a frequência de nascimentos virgens na mitologia pagã levanta muita suspeita de que o Novo Testamento é o mito de pagão, de origem não bíblica.
Summary: Betulah definitely means virgin, and Isaiah certainly would have used this word had he spoken of a virgin birth. Resumo: Betulah definitivamente significa virgem, e Isaías, certamente teria usado esta palavra que ele tinha falado de um nascimento virginal.. Immanuel is obviously born in Isaiah's time, and the deliverance his name represents (Gd is with us) was predicted to be fulfilled, and was fulfilled, in those days. Emanuel é, obviamente, nascido no tempo de Isaías, eo livramento seu nome representa (D-us está conosco) estava previsto para ser cumprido, e foi cumprida, naqueles dias. Mary has no more to do with Immanuel than does the mother of Elvis Presley. Maria não tem mais a ver com Immanuel do que a mãe de Elvis Presley.

Note: some of the ideas in this essay are taken from Tovia Singer's Let's Get Biblical Nota: algumas das idéias deste ensaio são retirados Tovia Singer's Let's Get Bíblica

--- Em seg, 4/1/10, Ferreira <alcysb@...> escreveu:


De: Ferreira <alcysb@...>
Assunto: Re: [JesusHistorico] O embuste
Para: JesusHistorico@yahoogroups.com
Data: Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010, 18:18

 
A reivindicação da [fraude conhecida como] Septuaginta (também conhecida como LXX [70, em algarismos romanos]) é que 6 eruditos de cada uma das 12 tribos de Israel se ajuntaram e traduziram o Velho Testamento do Hebraico para o Grego, [muito] antes do tempo de Cristo, e que Cristo e os apóstolos citaram a partir da LXX. Seus defensores não dão a mínima atenção ao fato de que 6 x 12 = 72, ao invés de 70. Este é um minúsculo “vício do bozó†comparado aos principais erros no texto. Muitos proponentes da LXX reivindicam que apenas a Lei (também conhecida como o Pentateuco, os 5 livros de Moisés) foi totalmente traduzida.

Nós não temos que investigar os grosseiros erros principais da LXX,

tais como a cronologia de Matusalém levando-o a ter sobrevivido ao dilúvio, ou Golias ser apenas de 1,95m de altura (e os manuscritos do N.T. que acompanham a LXX têm erros ridículos e hilários, tais como a morte ter sido engolida pela controvérsia ao invés de pela vitória, ou terem Jesus morto pela lança do soldado ao invés de voluntariamente ter entregue Seu espírito antes disso).

A LXX nem sequer “entra no jogo†[nem sequer tem a chance de merecer ser examinada como uma possibilidade real de ter sido uma tradução real que foi aceita entre alguns piedosos e fiéis judeus da Diáspora, um pouco esquecidos do Hebraico]: Se membros de cada uma das 12 tribos foram responsáveis pela LXX, só este fato já a faria uma escritura ilegítima: O Velho Testamento [sua guarda e fiel reprodução] foi entregue à responsabilidade da tribo sacerdotal de Levi, e somente a ela.

http://solascriptur a-tt.org/ Bibliologia- Traducoes/ LXXSeptuagintaEL evitas-TGroppi. htm



A EVIDÊNCIA SOBRE A EXISTÊNCIA DE UMA TRADUÇÃO DE TODO O VELHO TESTAMENTO EM GREGO, USADA COMUMENTE NOS DIAS DE JESUS, É VAGA



http://solascriptur a-tt.org/ Bibliologia- Traducoes/ QueTalSeptuagint a-LXX-DCloud. htm



 


Shema Israel Adonai Elohenu Adonai echad!
Ouve, ó Israel, o Senhor nosso D-us é o único Senhor


 
 




 


--- Em seg, 4/1/10, Ferreira <alcysb@yahoo. com.br> escreveu:

De: Ferreira <alcysb@yahoo. com.br>
Assunto: Re: [JesusHistorico] O embuste
Para: JesusHistorico@ yahoogroups. com
Data: Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010, 18:10

 


Ah, a LXX? Sei....

Trata-se daquela “versão†que traduz por exemplo Jeremias 23:6 como:

ὃ καλέσει αá½Ï„ὸν κύÏιος Ιωσεδεκ.

“E o Senhor o chamará Yosedekâ€

Viu só que maravilha?

 Septuaginta NÃO serve como base para NADA. Trata-se de uma VERSÃO.
Seria algo parecido como usar a "Almeida" para CONTESTAR o texto hebraico!
Além disso, ela está REPLETA E RECHEADA DE ERROS. Duvida????? 

Leu posts acima sobre Jer 23:6? Pois é... A listinha é bem longa, te garanto.

Septuaginta é somente a Torá.
De acordo com Historiador Flávio Josefo  sábios judeus traduziram a Torah para o grego koiné  no séc. III a.C.

 
 


Shema Israel Adonai Elohenu Adonai echad!
Ouve, ó Israel, o Senhor nosso D-us é o único Senhor


 
 




 


--- Em dom, 3/1/10, Farouk Habib Silva <eurochembr@yahoo. com.br> escreveu:

De: Farouk Habib Silva <eurochembr@yahoo. com.br>
Assunto: Re: [JesusHistorico] O embuste
Para: JesusHistorico@ yahoogroups. com
Data: Domingo, 3 de Janeiro de 2010, 6:49

 
Senhor Rodrigues,
 
Somente para efeito de melhor esclarecer, alem do que foi demonstrado:
 
1. Quantas vezes exatamente a palavra almah esta associada a palavra pathernos?
2. Quantas palavras não estão associadas?
 
Se o senhor tem isso em um programa de computador (eu não tenho), isso seria facilmente levantado. Isso porque considero que o uso da palavra almah repetida inumeras vezes, seria mais valida que exceções.
 
Farouk


--- Em qua, 23/12/09, Giliardi Rodrigues <giliardi.rodrigues@ gmail.com> escreveu:

De: Giliardi Rodrigues <giliardi.rodrigues@ gmail.com>
Assunto: Re: [JesusHistorico] O embuste
Para: JesusHistorico@ yahoogroups. com
Data: Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009, 21:38

 
Shalom,

Como meu tempo está corrido, quase não tenho tempo para aprofudar nos temas do forum, mas estou lendo os postes colocados.

com relacao a questao de Isaias 7:14 - vou deixar um trecho que escrevi a muito tempo no meu blog -  segue o texto abaixo:

Muitos judeus vão dizer que este texto não tem nada haver a respeito do Messias, pois no original hebraico não fala que é uma virgem que dará luz ao um filho e sim um moça, pois a palavra para virgem é betulah e este texto no original está escrito almah. Esse debate é levantado por grupos de judeus que não crêem em Jesus (Yeshua) como messias. Vamos analisar o Texto?

Isaias 7:14
-
לכן יתן ×דני ×”×•× ×œ×›× ×ות ×”× ×” העלמה הרה וילדת בן וקר×ת שׂמו עמנו ×ל  <  hebraico

lâkhên yittên 'adhonâyhu' lâkhem 'oth hinnêh hâ`almâh hârâh veyoledheth bên veqârâ'th shemo`immânu'êl – transliterado do hebraico para o português

De fato a palavra que aparece no original hebraico é almah, que quer dizer moça e não virgem, a palavra para virgem em hebraico seria betulah. Mas o mais intrigante é que os grandes sábios judeus dizem que almah e betulah têm o mesmo significado, essa diferenciação é apenas levantada por judeus que dizem que Jesus não nasceu de uma virgem. Porém temos diversas passagens ao longo da bíblia que as duas palavras são sinônimas. Ex 2:8 – Pv 30:19 – Gn 24:43.

Outra prova para comprovar que de fato esse texto se refere a uma virgem é a LXX, a septuaginta é uma tradução da bíblia hebraica para o grego e foi escrita por 70 grande sábios judeus no período do exílio, ou seja, muito antes de Jesus nascer. Vamos saber o que esses 70 sábios judeus pensavam a respeito deste texto?

δια τουτο δωσει κυÏιος αυτος υμιν σημειον ιδου η παÏθενος εν γαστÏι εξει και τεξεται υιον και καλεσεις το ονομα αυτου εμμανουηλ – Isaias 7:14

παÏθενος = partenós = virgem

Está mais que esclarecido que os judeus que sabiam a língua grega associavam a palavra almah e betulah a palavra partenós que significa virgem, portando fica descartado a possibilidade do texto de Isaias 7:14 está tratando de outro assunto que não fosse o nascimento do messias através de uma virgem.Nessa primeira parte ficou esclarecido que o messias teria que nascer de uma mulher para cumprir a palavra de D'us em Gn 3:15 e a profecia de Isaias 7:14.


2009/12/23 Juarez Prata <juarezpal@yahoo. com.br>
 
Como a lista está parada mesmo, estou enviando capítulos que a Igreja de Roma adulterou para que os profetas judaicos predissessem a vinda de Jesus.
 Profeta Isaías - Capítulo 7 versículo 14
Navi Yeshayáhu - Prophet Isaias


Profeta Isaías 7:14 - Eis pois que o Eterno, Ele mesmo, vos dará um sinal: eis que a moça grávida dará à luz um filho e o chamará Imanuel ('D'us está conosco')


 

Alegação missionária:

Que o verso 14 justifica o nascimento de Jesus, de Nazaré  através de uma virgem de acordo com a descrição de texto não judaico.

Contexto da Passagem:

O versículo relata um sinal que o Eterno dará ao Rei Achaz (Acaz). O nascimento de uma criança, que aconteceu no mínimo 700 anos antes de Jesus.

Resumo para entendimento:

1 - O Reino de Efraim (norte) se aliou ao rei de Aram (Retsin) na tentativa de se livrar do perigo assírio (Is-7:2). O Reino de Judá (sul) não participou da aliança com o Reino de Efraim e Aram. Estes dois reinos temendo que o reino do sul (Judá) se tornasse aliado da Assíria, resolveram atacar (Judá) para remover do trono o Rei Achaz (Acaz) e colocar em seu lugar o filho de Tav'al, rei de Tiro. Achaz, presumindo e temendo um ataque da aliança do norte (Efraim e Aram) efetua uma verificação da reserva de água de Jerusalém (Is-7:3). No entanto o profeta Isaías vai ao encontro do Rei e o tranqüiliza que não haverá perigo pois, continua válida a promessa (do Eterno) que a dinastia do rei Davi será mantida, desde que confie nas providências divinas.(Is- 7:4)

O Rei Achaz não deu crédito as promessas do Eterno feitas pelo profeta Isaías e pediu auxílio a Assíria. O profeta condenou este modo de agir do rei e proclamou que o Eterno estaria presente, que Ele (D'us) estaria ao lado do Reino do Sul (Judá), que "D'us Estaria Conosco" - Imanuel...

Assim, de acordo com o contexto do Capítulo 7:1-9 de Isaías conclui-se que, o Eterno promete um sinal ao rei Achaz e este sinal é justamente o filho do próprio rei, que está para nascer.

2 - Os missionários  descontextualizam o texto e não se preocuparam sequer com o tempo histórico do versículo

3 - Traduzem mal:

O correto no versículo é "D'us ESTà conosco" e não "D'us Conosco", que visa assim sustentar credos estranhos ao judaísmo;

Tradução grosseira da palavra almá (almah). A palavra hebraica "almah"  significa uma "jovem mulher" e não uma virgem, fato reconhecido por  estudiosos sério da bíblia. A palavra hebraica para virgem é "bâtul" e virgindade "batulim".

O versículo no original hebraico diz "ha'almah" , ou seja "a jovem mulher" - ou "a moça" como preferem alguns exegetas...

O texto diz "a jovem mulher" ou "a moça" e não diz "uma jovem mulher". Este "a" especifica que havia uma mulher em particular que era conhecida por Isaías como mostra o contexto do versículo:...eis que a moça grávida dará à luz um filho, bem diferente de, eis que uma moça grávida dará à luz a um filho.

4 - Os missionários  lêem assim o versículo para o judeu:

"Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel."

A palavra "virgem" não cabe neste contexto, tradução mal feita.

5 - Alguns missionários  argumentarão que numa tradução muito antiga da bíblia chamada de Septuaginta (versão dos 70), ¹72 grandes rabinos traduziram a palavra "almah", em Isaías 7:14 para "parthenos", palavra grega para "virgem". O problema desta afirmação é que  os 72 rabinos não traduziram o livro de Isaías, que hoje está incorporado a  edição ampliada da chamada Septuaginta, somente traduziram o 'Pentateuco' , os cinco livros de Moisés. Outro inconveniente nesta afirmação é que  na própria Septuaginta, na tradução dos cinco livros de Moises, realizada pelos rabinos, exatamente em Gênesis 34:2-3 a palavra "parthenos" foi traduzida pelos sábios como uma referência a não virgens, a uma "jovem mulher" que tenha sido estuprada. Interessante acrescentar que na introdução da tradução da Septuaginta para o inglês assim consta: "O Pentateuco (traduzido pelos 70 rabinos) parece ser o texto melhor executado enquanto que Isaías é o pior traduzido"

Para o judeu pensar:

Nascimento de seres através de mulheres impregnadas por anjos e deuses não encontra respaldo na cultura judaica. A Torá ensina, "macho e fêmea Ele os criou".

Nas culturas egípcias, persas e greco-romanas e tantas outras temos diversos exemplos de semi-deuses que nasceram da impregnação de uma virgem. Tamuz, deus da Suméria e Fenícia, foi gerado por uma virgem, morreu com uma chaga no flanco e, três dias depois, levantou-se do túmulo e o deixou vazio com a pedra que o fechava a um lado. Belém era o centro do culto a Tamuz; Hórus, lutou durante 40 dias no deserto contra as tentações de Sata, a luz do mundo, o caminho, a verdade e a vida, batizado com água por Anup, representado por uma cruz, tinha 12 discípulos e fazia parte de uma trindade: Atom (o pai), Hórus (o filho) e Ra (o espírito santo); Mitra, gerado de uma virgem, em uma caverna, foi visitado por pastores que levaram-lhe presentes, era acompanhado por 12 discípulos, realizou a última ceia, enterrado em uma tumba ressuscitou três dias depois. Tarso (cidade de Paulo) era um dos focos de adoração a Mitra.

 

Nota
1 - Conta a “lenda†que o rei Ptolomeu II resolveu patrocinar a tradução da Torá ao grego. Contatou com o Sumo Sacerdote (Cohen Hagadol) que administrava o autogoverno judaico em Jerusalém, lhe solicitando que enviasse um grupo de sábios versados na Lei de Moisés (Torá) e que soubessem hebraico e grego, com condições de traduzir o texto da Torá. A tradução foi feita por setenta e dois sábios, colocados em quartos separados e sem poder se comunicar de nenhuma maneira durante o tempo que durou seu trabalho. Assim cada um realizou sua versão da tradução, absolutamente sem saber o que o outro fizera. Ao final as setenta e duas traduções eram absolutamente iguais. Não havia sequer um detalhe que as distinguisse. Esta versão da Bíblia hebraica foi denominada “A versão dos Setenta†ou Septuaginta. Origens judaicas do Cristianismo - Reflexões sobre a história das religiões - Parte I - Sérgio
 
Juarez Prata de Almeida
Belém; Pará


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#11229 From: Juarez Prata <juarezpal@...>
Date: Mon Jan 4, 2010 11:23 pm
Subject: Res: O embuste
juarezpal
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Amigos, peço que ao escrevermos um texto mantenhamos o mesmo tamanho nas letras para não dar a impressão que estamos gritando. Se quisermos relevar uma frase ou palavra podemos negritá-la, sublinhá-la ou incliná-la.

Agradeço a compreensão de todos.

As Salam`aleco  

 

Juarez Prata de Almeida

Belém; Pará



De: Ferreira <alcysb@...>
Para: JesusHistorico@yahoogroups.com
Enviadas: Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010 17:18:41
Assunto: Re: [JesusHistorico] O embuste

 

A reivindicação da [fraude conhecida como] Septuaginta (também conhecida como LXX [70, em algarismos romanos]) é que 6 eruditos de cada uma das 12 tribos de Israel se ajuntaram e traduziram o Velho Testamento do Hebraico para o Grego, [muito] antes do tempo de Cristo, e que Cristo e os apóstolos citaram a partir da LXX. Seus defensores não dão a mínima atenção ao fato de que 6 x 12 = 72, ao invés de 70. Este é um minúsculo “vício do bozó†comparado aos principais erros no texto. Muitos proponentes da LXX reivindicam que apenas a Lei (também conhecida como o Pentateuco, os 5 livros de Moisés) foi totalmente traduzida.

Nós não temos que investigar os grosseiros erros principais da LXX,

tais como a cronologia de Matusalém levando-o a ter sobrevivido ao dilúvio, ou Golias ser apenas de 1,95m de altura (e os manuscritos do N.T. que acompanham a LXX têm erros ridículos e hilários, tais como a morte ter sido engolida pela controvérsia ao invés de pela vitória, ou terem Jesus morto pela lança do soldado ao invés de voluntariamente ter entregue Seu espírito antes disso).

A LXX nem sequer “entra no jogo†[nem sequer tem a chance de merecer ser examinada como uma possibilidade real de ter sido uma tradução real que foi aceita entre alguns piedosos e fiéis judeus da Diáspora, um pouco esquecidos do Hebraico]: Se membros de cada uma das 12 tribos foram responsáveis pela LXX, só este fato já a faria uma escritura ilegítima: O Velho Testamento [sua guarda e fiel reprodução] foi entregue à responsabilidade da tribo sacerdotal de Levi, e somente a ela.



http://solascriptur a-tt.org/ Bibliologia- Traducoes/ LXXSeptuagintaEL evitas-TGroppi. htm



A EVIDÊNCIA SOBRE A EXISTÊNCIA DE UMA TRADUÇÃO DE TODO O VELHO TESTAMENTO EM GREGO, USADA COMUMENTE NOS DIAS DE JESUS, É VAGA



http://solascriptur a-tt.org/ Bibliologia- Traducoes/ QueTalSeptuagint a-LXX-DCloud. htm



 


Shema Israel Adonai Elohenu Adonai echad!
Ouve, ó Israel, o Senhor nosso D-us é o único Senhor


 
 




 


--- Em seg, 4/1/10, Ferreira <alcysb@yahoo. com.br> escreveu:

De: Ferreira <alcysb@yahoo. com.br>
Assunto: Re: [JesusHistorico] O embuste
Para: JesusHistorico@ yahoogroups. com
Data: Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010, 18:10

 



Ah, a LXX? Sei....

Trata-se daquela “versão†que traduz por exemplo Jeremias 23:6 como:

ὃ καλέσει αá½Ï„ὸν κύÏιος Ιωσεδεκ.

“E o Senhor o chamará Yosedekâ€

Viu só que maravilha?

 Septuaginta NÃO serve como base para NADA. Trata-se de uma VERSÃO.
Seria algo parecido como usar a "Almeida" para CONTESTAR o texto hebraico!
Além disso, ela está REPLETA E RECHEADA DE ERROS. Duvida????? 

Leu posts acima sobre Jer 23:6? Pois é... A listinha é bem longa, te garanto.

Septuaginta é somente a Torá.
De acordo com Historiador Flávio Josefo  sábios judeus traduziram a Torah para o grego koiné  no séc. III a.C.

 
 


Shema Israel Adonai Elohenu Adonai echad!
Ouve, ó Israel, o Senhor nosso D-us é o único Senhor


 
 




 


--- Em dom, 3/1/10, Farouk Habib Silva <eurochembr@yahoo. com.br> escreveu:

De: Farouk Habib Silva <eurochembr@yahoo. com.br>
Assunto: Re: [JesusHistorico] O embuste
Para: JesusHistorico@ yahoogroups. com
Data: Domingo, 3 de Janeiro de 2010, 6:49

 

Senhor Rodrigues,
 
Somente para efeito de melhor esclarecer, alem do que foi demonstrado:
 
1. Quantas vezes exatamente a palavra almah esta associada a palavra pathernos?
2. Quantas palavras não estão associadas?
 
Se o senhor tem isso em um programa de computador (eu não tenho), isso seria facilmente levantado. Isso porque considero que o uso da palavra almah repetida inumeras vezes, seria mais valida que exceções.
 
Farouk


--- Em qua, 23/12/09, Giliardi Rodrigues <giliardi.rodrigues@ gmail.com> escreveu:

De: Giliardi Rodrigues <giliardi.rodrigues@ gmail.com>
Assunto: Re: [JesusHistorico] O embuste
Para: JesusHistorico@ yahoogroups. com
Data: Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009, 21:38

 
Shalom,

Como meu tempo está corrido, quase não tenho tempo para aprofudar nos temas do forum, mas estou lendo os postes colocados.

com relacao a questao de Isaias 7:14 - vou deixar um trecho que escrevi a muito tempo no meu blog -  segue o texto abaixo:

Muitos judeus vão dizer que este texto não tem nada haver a respeito do Messias, pois no original hebraico não fala que é uma virgem que dará luz ao um filho e sim um moça, pois a palavra para virgem é betulah e este texto no original está escrito almah. Esse debate é levantado por grupos de judeus que não crêem em Jesus (Yeshua) como messias. Vamos analisar o Texto?

Isaias 7:14
-
לכן יתן ×דני ×”×•× ×œ×›× ×ות ×”× ×” העלמה הרה וילדת בן וקר×ת שׂמו עמנו ×ל  <  hebraico

lâkhên yittên 'adhonâyhu' lâkhem 'oth hinnêh hâ`almâh hârâh veyoledheth bên veqârâ'th shemo`immânu'êl – transliterado do hebraico para o português

De fato a palavra que aparece no original hebraico é almah, que quer dizer moça e não virgem, a palavra para virgem em hebraico seria betulah. Mas o mais intrigante é que os grandes sábios judeus dizem que almah e betulah têm o mesmo significado, essa diferenciação é apenas levantada por judeus que dizem que Jesus não nasceu de uma virgem. Porém temos diversas passagens ao longo da bíblia que as duas palavras são sinônimas. Ex 2:8 – Pv 30:19 – Gn 24:43.

Outra prova para comprovar que de fato esse texto se refere a uma virgem é a LXX, a septuaginta é uma tradução da bíblia hebraica para o grego e foi escrita por 70 grande sábios judeus no período do exílio, ou seja, muito antes de Jesus nascer. Vamos saber o que esses 70 sábios judeus pensavam a respeito deste texto?

δια τουτο δωσει κυÏιος αυτος υμιν σημειον ιδου η παÏθενος εν γαστÏι εξει και τεξεται υιον και καλεσεις το ονομα αυτου εμμανουηλ – Isaias 7:14

παÏθενος = partenós = virgem

Está mais que esclarecido que os judeus que sabiam a língua grega associavam a palavra almah e betulah a palavra partenós que significa virgem, portando fica descartado a possibilidade do texto de Isaias 7:14 está tratando de outro assunto que não fosse o nascimento do messias através de uma virgem.Nessa primeira parte ficou esclarecido que o messias teria que nascer de uma mulher para cumprir a palavra de D'us em Gn 3:15 e a profecia de Isaias 7:14.


2009/12/23 Juarez Prata <juarezpal@yahoo. com.br>
 
Como a lista está parada mesmo, estou enviando capítulos que a Igreja de Roma adulterou para que os profetas judaicos predissessem a vinda de Jesus.
 Profeta Isaías - Capítulo 7 versículo 14
Navi Yeshayáhu - Prophet Isaias


Profeta Isaías 7:14 - Eis pois que o Eterno, Ele mesmo, vos dará um sinal: eis que a moça grávida dará à luz um filho e o chamará Imanuel ('D'us está conosco')


 

Alegação missionária:

Que o verso 14 justifica o nascimento de Jesus, de Nazaré  através de uma virgem de acordo com a descrição de texto não judaico.

Contexto da Passagem:

O versículo relata um sinal que o Eterno dará ao Rei Achaz (Acaz). O nascimento de uma criança, que aconteceu no mínimo 700 anos antes de Jesus.

Resumo para entendimento:

1 - O Reino de Efraim (norte) se aliou ao rei de Aram (Retsin) na tentativa de se livrar do perigo assírio (Is-7:2). O Reino de Judá (sul) não participou da aliança com o Reino de Efraim e Aram. Estes dois reinos temendo que o reino do sul (Judá) se tornasse aliado da Assíria, resolveram atacar (Judá) para remover do trono o Rei Achaz (Acaz) e colocar em seu lugar o filho de Tav'al, rei de Tiro. Achaz, presumindo e temendo um ataque da aliança do norte (Efraim e Aram) efetua uma verificação da reserva de água de Jerusalém (Is-7:3). No entanto o profeta Isaías vai ao encontro do Rei e o tranqüiliza que não haverá perigo pois, continua válida a promessa (do Eterno) que a dinastia do rei Davi será mantida, desde que confie nas providências divinas.(Is- 7:4)

O Rei Achaz não deu crédito as promessas do Eterno feitas pelo profeta Isaías e pediu auxílio a Assíria. O profeta condenou este modo de agir do rei e proclamou que o Eterno estaria presente, que Ele (D'us) estaria ao lado do Reino do Sul (Judá), que "D'us Estaria Conosco" - Imanuel..

Assim, de acordo com o contexto do Capítulo 7:1-9 de Isaías conclui-se que, o Eterno promete um sinal ao rei Achaz e este sinal é justamente o filho do próprio rei, que está para nascer.

2 - Os missionários  descontextualizam o texto e não se preocuparam sequer com o tempo histórico do versículo

3 - Traduzem mal:

O correto no versículo é "D'us ESTà conosco" e não "D'us Conosco", que visa assim sustentar credos estranhos ao judaísmo;

Tradução grosseira da palavra almá (almah). A palavra hebraica "almah"  significa uma "jovem mulher" e não uma virgem, fato reconhecido por  estudiosos sério da bíblia. A palavra hebraica para virgem é "bâtul" e virgindade "batulim".

O versículo no original hebraico diz "ha'almah" , ou seja "a jovem mulher" - ou "a moça" como preferem alguns exegetas..

O texto diz "a jovem mulher" ou "a moça" e não diz "uma jovem mulher". Este "a" especifica que havia uma mulher em particular que era conhecida por Isaías como mostra o contexto do versículo:...eis que a moça grávida dará à luz um filho, bem diferente de, eis que uma moça grávida dará à luz a um filho.

4 - Os missionários  lêem assim o versículo para o judeu:

"Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel."

A palavra "virgem" não cabe neste contexto, tradução mal feita.

5 - Alguns missionários  argumentarão que numa tradução muito antiga da bíblia chamada de Septuaginta (versão dos 70), ¹72 grandes rabinos traduziram a palavra "almah", em Isaías 7:14 para "parthenos", palavra grega para "virgem". O problema desta afirmação é que  os 72 rabinos não traduziram o livro de Isaías, que hoje está incorporado a  edição ampliada da chamada Septuaginta, somente traduziram o 'Pentateuco' , os cinco livros de Moisés. Outro inconveniente nesta afirmação é que  na própria Septuaginta, na tradução dos cinco livros de Moises, realizada pelos rabinos, exatamente em Gênesis 34:2-3 a palavra "parthenos" foi traduzida pelos sábios como uma referência a não virgens, a uma "jovem mulher" que tenha sido estuprada. Interessante acrescentar que na introdução da tradução da Septuaginta para o inglês assim consta: "O Pentateuco (traduzido pelos 70 rabinos) parece ser o texto melhor executado enquanto que Isaías é o pior traduzido"

Para o judeu pensar:

Nascimento de seres através de mulheres impregnadas por anjos e deuses não encontra respaldo na cultura judaica. A Torá ensina, "macho e fêmea Ele os criou".

Nas culturas egípcias, persas e greco-romanas e tantas outras temos diversos exemplos de semi-deuses que nasceram da impregnação de uma virgem. Tamuz, deus da Suméria e Fenícia, foi gerado por uma virgem, morreu com uma chaga no flanco e, três dias depois, levantou-se do túmulo e o deixou vazio com a pedra que o fechava a um lado. Belém era o centro do culto a Tamuz; Hórus, lutou durante 40 dias no deserto contra as tentações de Sata, a luz do mundo, o caminho, a verdade e a vida, batizado com água por Anup, representado por uma cruz, tinha 12 discípulos e fazia parte de uma trindade: Atom (o pai), Hórus (o filho) e Ra (o espírito santo); Mitra, gerado de uma virgem, em uma caverna, foi visitado por pastores que levaram-lhe presentes, era acompanhado por 12 discípulos, realizou a última ceia, enterrado em uma tumba ressuscitou três dias depois. Tarso (cidade de Paulo) era um dos focos de adoração a Mitra.

 

Nota
1 - Conta a “lenda†que o rei Ptolomeu II resolveu patrocinar a tradução da Torá ao grego. Contatou com o Sumo Sacerdote (Cohen Hagadol) que administrava o autogoverno judaico em Jerusalém, lhe solicitando que enviasse um grupo de sábios versados na Lei de Moisés (Torá) e que soubessem hebraico e grego, com condições de traduzir o texto da Torá. A tradução foi feita por setenta e dois sábios, colocados em quartos separados e sem poder se comunicar de nenhuma maneira durante o tempo que durou seu trabalho. Assim cada um realizou sua versão da tradução, absolutamente sem saber o que o outro fizera. Ao final as setenta e duas traduções eram absolutamente iguais. Não havia sequer um detalhe que as distinguisse. Esta versão da Bíblia hebraica foi denominada “A versão dos Setenta†ou Septuaginta. Origens judaicas do Cristianismo - Reflexões sobre a história das religiões - Parte I - Sérgio
 
Juarez Prata de Almeida
Belém; Pará


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#11228 From: Ferreira <alcysb@...>
Date: Mon Jan 4, 2010 8:18 pm
Subject: Re: O embuste
alcysb
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A reivindicação da [fraude conhecida como] Septuaginta (também conhecida como LXX [70, em algarismos romanos]) é que 6 eruditos de cada uma das 12 tribos de Israel se ajuntaram e traduziram o Velho Testamento do Hebraico para o Grego, [muito] antes do tempo de Cristo, e que Cristo e os apóstolos citaram a partir da LXX. Seus defensores não dão a mínima atenção ao fato de que 6 x 12 = 72, ao invés de 70. Este é um minúsculo “vício do bozó†comparado aos principais erros no texto. Muitos proponentes da LXX reivindicam que apenas a Lei (também conhecida como o Pentateuco, os 5 livros de Moisés) foi totalmente traduzida.

Nós não temos que investigar os grosseiros erros principais da LXX,

tais como a cronologia de Matusalém levando-o a ter sobrevivido ao dilúvio, ou Golias ser apenas de 1,95m de altura (e os manuscritos do N.T. que acompanham a LXX têm erros ridículos e hilários, tais como a morte ter sido engolida pela controvérsia ao invés de pela vitória, ou terem Jesus morto pela lança do soldado ao invés de voluntariamente ter entregue Seu espírito antes disso).

A LXX nem sequer “entra no jogo†[nem sequer tem a chance de merecer ser examinada como uma possibilidade real de ter sido uma tradução real que foi aceita entre alguns piedosos e fiéis judeus da Diáspora, um pouco esquecidos do Hebraico]: Se membros de cada uma das 12 tribos foram responsáveis pela LXX, só este fato já a faria uma escritura ilegítima: O Velho Testamento [sua guarda e fiel reprodução] foi entregue à responsabilidade da tribo sacerdotal de Levi, e somente a ela.



http://solascriptura-tt.org/Bibliologia-Traducoes/LXXSeptuagintaELevitas-TGroppi.htm



A EVIDÊNCIA SOBRE A EXISTÊNCIA DE UMA TRADUÇÃO DE TODO O VELHO TESTAMENTO EM GREGO, USADA COMUMENTE NOS DIAS DE JESUS, É VAGA



http://solascriptura-tt.org/Bibliologia-Traducoes/QueTalSeptuaginta-LXX-DCloud.htm



 


Shema Israel Adonai Elohenu Adonai echad!
Ouve, ó Israel, o Senhor nosso D-us é o único Senhor


 
 




 


--- Em seg, 4/1/10, Ferreira <alcysb@...> escreveu:

De: Ferreira <alcysb@...>
Assunto: Re: [JesusHistorico] O embuste
Para: JesusHistorico@yahoogroups.com
Data: Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010, 18:10

 



Ah, a LXX? Sei....

Trata-se daquela “versão†que traduz por exemplo Jeremias 23:6 como:

ὃ καλέσει αá½Ï„ὸν κύÏιος Ιωσεδεκ.

“E o Senhor o chamará Yosedekâ€

Viu só que maravilha?

 Septuaginta NÃO serve como base para NADA. Trata-se de uma VERSÃO.
Seria algo parecido como usar a "Almeida" para CONTESTAR o texto hebraico!
Além disso, ela está REPLETA E RECHEADA DE ERROS. Duvida????? 

Leu posts acima sobre Jer 23:6? Pois é... A listinha é bem longa, te garanto.

Septuaginta é somente a Torá.
De acordo com Historiador Flávio Josefo  sábios judeus traduziram a Torah para o grego koiné  no séc. III a.C.

 
 


Shema Israel Adonai Elohenu Adonai echad!
Ouve, ó Israel, o Senhor nosso D-us é o único Senhor


 
 




 


--- Em dom, 3/1/10, Farouk Habib Silva <eurochembr@yahoo. com.br> escreveu:

De: Farouk Habib Silva <eurochembr@yahoo. com.br>
Assunto: Re: [JesusHistorico] O embuste
Para: JesusHistorico@ yahoogroups. com
Data: Domingo, 3 de Janeiro de 2010, 6:49

 

Senhor Rodrigues,
 
Somente para efeito de melhor esclarecer, alem do que foi demonstrado:
 
1. Quantas vezes exatamente a palavra almah esta associada a palavra pathernos?
2. Quantas palavras não estão associadas?
 
Se o senhor tem isso em um programa de computador (eu não tenho), isso seria facilmente levantado. Isso porque considero que o uso da palavra almah repetida inumeras vezes, seria mais valida que exceções.
 
Farouk


--- Em qua, 23/12/09, Giliardi Rodrigues <giliardi.rodrigues@ gmail.com> escreveu:

De: Giliardi Rodrigues <giliardi.rodrigues@ gmail.com>
Assunto: Re: [JesusHistorico] O embuste
Para: JesusHistorico@ yahoogroups. com
Data: Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009, 21:38

 
Shalom,

Como meu tempo está corrido, quase não tenho tempo para aprofudar nos temas do forum, mas estou lendo os postes colocados.

com relacao a questao de Isaias 7:14 - vou deixar um trecho que escrevi a muito tempo no meu blog -  segue o texto abaixo:

Muitos judeus vão dizer que este texto não tem nada haver a respeito do Messias, pois no original hebraico não fala que é uma virgem que dará luz ao um filho e sim um moça, pois a palavra para virgem é betulah e este texto no original está escrito almah. Esse debate é levantado por grupos de judeus que não crêem em Jesus (Yeshua) como messias. Vamos analisar o Texto?

Isaias 7:14
-
לכן יתן ×דני ×”×•× ×œ×›× ×ות ×”× ×” העלמה הרה וילדת בן וקר×ת שׂמו עמנו ×ל  <  hebraico

lâkhên yittên 'adhonâyhu' lâkhem 'oth hinnêh hâ`almâh hârâh veyoledheth bên veqârâ'th shemo`immânu'êl – transliterado do hebraico para o português

De fato a palavra que aparece no original hebraico é almah, que quer dizer moça e não virgem, a palavra para virgem em hebraico seria betulah. Mas o mais intrigante é que os grandes sábios judeus dizem que almah e betulah têm o mesmo significado, essa diferenciação é apenas levantada por judeus que dizem que Jesus não nasceu de uma virgem. Porém temos diversas passagens ao longo da bíblia que as duas palavras são sinônimas. Ex 2:8 – Pv 30:19 – Gn 24:43.

Outra prova para comprovar que de fato esse texto se refere a uma virgem é a LXX, a septuaginta é uma tradução da bíblia hebraica para o grego e foi escrita por 70 grande sábios judeus no período do exílio, ou seja, muito antes de Jesus nascer. Vamos saber o que esses 70 sábios judeus pensavam a respeito deste texto?

δια τουτο δωσει κυÏιος αυτος υμιν σημειον ιδου η παÏθενος εν γαστÏι εξει και τεξεται υιον και καλεσεις το ονομα αυτου εμμανουηλ – Isaias 7:14

παÏθενος = partenós = virgem

Está mais que esclarecido que os judeus que sabiam a língua grega associavam a palavra almah e betulah a palavra partenós que significa virgem, portando fica descartado a possibilidade do texto de Isaias 7:14 está tratando de outro assunto que não fosse o nascimento do messias através de uma virgem.Nessa primeira parte ficou esclarecido que o messias teria que nascer de uma mulher para cumprir a palavra de D'us em Gn 3:15 e a profecia de Isaias 7:14.


2009/12/23 Juarez Prata <juarezpal@yahoo. com.br>
 
Como a lista está parada mesmo, estou enviando capítulos que a Igreja de Roma adulterou para que os profetas judaicos predissessem a vinda de Jesus.
 Profeta Isaías - Capítulo 7 versículo 14
Navi Yeshayáhu - Prophet Isaias


Profeta Isaías 7:14 - Eis pois que o Eterno, Ele mesmo, vos dará um sinal: eis que a moça grávida dará à luz um filho e o chamará Imanuel ('D'us está conosco')


 

Alegação missionária:

Que o verso 14 justifica o nascimento de Jesus, de Nazaré  através de uma virgem de acordo com a descrição de texto não judaico.

Contexto da Passagem:

O versículo relata um sinal que o Eterno dará ao Rei Achaz (Acaz). O nascimento de uma criança, que aconteceu no mínimo 700 anos antes de Jesus.

Resumo para entendimento:

1 - O Reino de Efraim (norte) se aliou ao rei de Aram (Retsin) na tentativa de se livrar do perigo assírio (Is-7:2). O Reino de Judá (sul) não participou da aliança com o Reino de Efraim e Aram. Estes dois reinos temendo que o reino do sul (Judá) se tornasse aliado da Assíria, resolveram atacar (Judá) para remover do trono o Rei Achaz (Acaz) e colocar em seu lugar o filho de Tav'al, rei de Tiro. Achaz, presumindo e temendo um ataque da aliança do norte (Efraim e Aram) efetua uma verificação da reserva de água de Jerusalém (Is-7:3). No entanto o profeta Isaías vai ao encontro do Rei e o tranqüiliza que não haverá perigo pois, continua válida a promessa (do Eterno) que a dinastia do rei Davi será mantida, desde que confie nas providências divinas.(Is- 7:4)

O Rei Achaz não deu crédito as promessas do Eterno feitas pelo profeta Isaías e pediu auxílio a Assíria. O profeta condenou este modo de agir do rei e proclamou que o Eterno estaria presente, que Ele (D'us) estaria ao lado do Reino do Sul (Judá), que "D'us Estaria Conosco" - Imanuel..

Assim, de acordo com o contexto do Capítulo 7:1-9 de Isaías conclui-se que, o Eterno promete um sinal ao rei Achaz e este sinal é justamente o filho do próprio rei, que está para nascer.

2 - Os missionários  descontextualizam o texto e não se preocuparam sequer com o tempo histórico do versículo

3 - Traduzem mal:

O correto no versículo é "D'us ESTà conosco" e não "D'us Conosco", que visa assim sustentar credos estranhos ao judaísmo;

Tradução grosseira da palavra almá (almah). A palavra hebraica "almah"  significa uma "jovem mulher" e não uma virgem, fato reconhecido por  estudiosos sério da bíblia. A palavra hebraica para virgem é "bâtul" e virgindade "batulim".

O versículo no original hebraico diz "ha'almah" , ou seja "a jovem mulher" - ou "a moça" como preferem alguns exegetas..

O texto diz "a jovem mulher" ou "a moça" e não diz "uma jovem mulher". Este "a" especifica que havia uma mulher em particular que era conhecida por Isaías como mostra o contexto do versículo:...eis que a moça grávida dará à luz um filho, bem diferente de, eis que uma moça grávida dará à luz a um filho.

4 - Os missionários  lêem assim o versículo para o judeu:

"Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel."

A palavra "virgem" não cabe neste contexto, tradução mal feita.

5 - Alguns missionários  argumentarão que numa tradução muito antiga da bíblia chamada de Septuaginta (versão dos 70), ¹72 grandes rabinos traduziram a palavra "almah", em Isaías 7:14 para "parthenos", palavra grega para "virgem". O problema desta afirmação é que  os 72 rabinos não traduziram o livro de Isaías, que hoje está incorporado a  edição ampliada da chamada Septuaginta, somente traduziram o 'Pentateuco' , os cinco livros de Moisés. Outro inconveniente nesta afirmação é que  na própria Septuaginta, na tradução dos cinco livros de Moises, realizada pelos rabinos, exatamente em Gênesis 34:2-3 a palavra "parthenos" foi traduzida pelos sábios como uma referência a não virgens, a uma "jovem mulher" que tenha sido estuprada. Interessante acrescentar que na introdução da tradução da Septuaginta para o inglês assim consta: "O Pentateuco (traduzido pelos 70 rabinos) parece ser o texto melhor executado enquanto que Isaías é o pior traduzido"

Para o judeu pensar:

Nascimento de seres através de mulheres impregnadas por anjos e deuses não encontra respaldo na cultura judaica. A Torá ensina, "macho e fêmea Ele os criou".

Nas culturas egípcias, persas e greco-romanas e tantas outras temos diversos exemplos de semi-deuses que nasceram da impregnação de uma virgem. Tamuz, deus da Suméria e Fenícia, foi gerado por uma virgem, morreu com uma chaga no flanco e, três dias depois, levantou-se do túmulo e o deixou vazio com a pedra que o fechava a um lado. Belém era o centro do culto a Tamuz; Hórus, lutou durante 40 dias no deserto contra as tentações de Sata, a luz do mundo, o caminho, a verdade e a vida, batizado com água por Anup, representado por uma cruz, tinha 12 discípulos e fazia parte de uma trindade: Atom (o pai), Hórus (o filho) e Ra (o espírito santo); Mitra, gerado de uma virgem, em uma caverna, foi visitado por pastores que levaram-lhe presentes, era acompanhado por 12 discípulos, realizou a última ceia, enterrado em uma tumba ressuscitou três dias depois. Tarso (cidade de Paulo) era um dos focos de adoração a Mitra.

 

Nota
1 - Conta a “lenda†que o rei Ptolomeu II resolveu patrocinar a tradução da Torá ao grego. Contatou com o Sumo Sacerdote (Cohen Hagadol) que administrava o autogoverno judaico em Jerusalém, lhe solicitando que enviasse um grupo de sábios versados na Lei de Moisés (Torá) e que soubessem hebraico e grego, com condições de traduzir o texto da Torá. A tradução foi feita por setenta e dois sábios, colocados em quartos separados e sem poder se comunicar de nenhuma maneira durante o tempo que durou seu trabalho. Assim cada um realizou sua versão da tradução, absolutamente sem saber o que o outro fizera. Ao final as setenta e duas traduções eram absolutamente iguais. Não havia sequer um detalhe que as distinguisse. Esta versão da Bíblia hebraica foi denominada “A versão dos Setenta†ou Septuaginta. Origens judaicas do Cristianismo - Reflexões sobre a história das religiões - Parte I - Sérgio
 
Juarez Prata de Almeida
Belém; Pará


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#11227 From: Ferreira <alcysb@...>
Date: Mon Jan 4, 2010 8:10 pm
Subject: Re: O embuste
alcysb
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Ah, a LXX? Sei....

Trata-se daquela “versão†que traduz por exemplo Jeremias 23:6 como:

ὃ καλέσει αá½Ï„ὸν κύÏιος Ιωσεδεκ.

“E o Senhor o chamará Yosedekâ€

Viu só que maravilha?

 Septuaginta NÃO serve como base para NADA. Trata-se de uma VERSÃO.
Seria algo parecido como usar a "Almeida" para CONTESTAR o texto hebraico!
Além disso, ela está REPLETA E RECHEADA DE ERROS. Duvida????? 

Leu posts acima sobre Jer 23:6? Pois é... A listinha é bem longa, te garanto.

Septuaginta é somente a Torá.
De acordo com Historiador Flávio Josefo  sábios judeus traduziram a Torah para o grego koiné  no séc. III a.C.

 
 


Shema Israel Adonai Elohenu Adonai echad!
Ouve, ó Israel, o Senhor nosso D-us é o único Senhor


 
 




 


--- Em dom, 3/1/10, Farouk Habib Silva <eurochembr@...> escreveu:

De: Farouk Habib Silva <eurochembr@...>
Assunto: Re: [JesusHistorico] O embuste
Para: JesusHistorico@yahoogroups.com
Data: Domingo, 3 de Janeiro de 2010, 6:49

 

Senhor Rodrigues,
 
Somente para efeito de melhor esclarecer, alem do que foi demonstrado:
 
1. Quantas vezes exatamente a palavra almah esta associada a palavra pathernos?
2. Quantas palavras não estão associadas?
 
Se o senhor tem isso em um programa de computador (eu não tenho), isso seria facilmente levantado. Isso porque considero que o uso da palavra almah repetida inumeras vezes, seria mais valida que exceções.
 
Farouk


--- Em qua, 23/12/09, Giliardi Rodrigues <giliardi.rodrigues@ gmail.com> escreveu:

De: Giliardi Rodrigues <giliardi.rodrigues@ gmail.com>
Assunto: Re: [JesusHistorico] O embuste
Para: JesusHistorico@ yahoogroups. com
Data: Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009, 21:38

 
Shalom,

Como meu tempo está corrido, quase não tenho tempo para aprofudar nos temas do forum, mas estou lendo os postes colocados.

com relacao a questao de Isaias 7:14 - vou deixar um trecho que escrevi a muito tempo no meu blog -  segue o texto abaixo:

Muitos judeus vão dizer que este texto não tem nada haver a respeito do Messias, pois no original hebraico não fala que é uma virgem que dará luz ao um filho e sim um moça, pois a palavra para virgem é betulah e este texto no original está escrito almah. Esse debate é levantado por grupos de judeus que não crêem em Jesus (Yeshua) como messias. Vamos analisar o Texto?

Isaias 7:14
-
לכן יתן ×דני ×”×•× ×œ×›× ×ות ×”× ×” העלמה הרה וילדת בן וקר×ת שׂמו עמנו ×ל  <  hebraico

lâkhên yittên 'adhonâyhu' lâkhem 'oth hinnêh hâ`almâh hârâh veyoledheth bên veqârâ'th shemo`immânu'êl – transliterado do hebraico para o português

De fato a palavra que aparece no original hebraico é almah, que quer dizer moça e não virgem, a palavra para virgem em hebraico seria betulah. Mas o mais intrigante é que os grandes sábios judeus dizem que almah e betulah têm o mesmo significado, essa diferenciação é apenas levantada por judeus que dizem que Jesus não nasceu de uma virgem. Porém temos diversas passagens ao longo da bíblia que as duas palavras são sinônimas. Ex 2:8 – Pv 30:19 – Gn 24:43.

Outra prova para comprovar que de fato esse texto se refere a uma virgem é a LXX, a septuaginta é uma tradução da bíblia hebraica para o grego e foi escrita por 70 grande sábios judeus no período do exílio, ou seja, muito antes de Jesus nascer. Vamos saber o que esses 70 sábios judeus pensavam a respeito deste texto?

δια τουτο δωσει κυÏιος αυτος υμιν σημειον ιδου η παÏθενος εν γαστÏι εξει και τεξεται υιον και καλεσεις το ονομα αυτου εμμανουηλ – Isaias 7:14

παÏθενος = partenós = virgem

Está mais que esclarecido que os judeus que sabiam a língua grega associavam a palavra almah e betulah a palavra partenós que significa virgem, portando fica descartado a possibilidade do texto de Isaias 7:14 está tratando de outro assunto que não fosse o nascimento do messias através de uma virgem.Nessa primeira parte ficou esclarecido que o messias teria que nascer de uma mulher para cumprir a palavra de D'us em Gn 3:15 e a profecia de Isaias 7:14.


2009/12/23 Juarez Prata <juarezpal@yahoo. com.br>
 
Como a lista está parada mesmo, estou enviando capítulos que a Igreja de Roma adulterou para que os profetas judaicos predissessem a vinda de Jesus.
 Profeta Isaías - Capítulo 7 versículo 14
Navi Yeshayáhu - Prophet Isaias


Profeta Isaías 7:14 - Eis pois que o Eterno, Ele mesmo, vos dará um sinal: eis que a moça grávida dará à luz um filho e o chamará Imanuel ('D'us está conosco')


 

Alegação missionária:

Que o verso 14 justifica o nascimento de Jesus, de Nazaré  através de uma virgem de acordo com a descrição de texto não judaico.

Contexto da Passagem:

O versículo relata um sinal que o Eterno dará ao Rei Achaz (Acaz). O nascimento de uma criança, que aconteceu no mínimo 700 anos antes de Jesus.

Resumo para entendimento:

1 - O Reino de Efraim (norte) se aliou ao rei de Aram (Retsin) na tentativa de se livrar do perigo assírio (Is-7:2). O Reino de Judá (sul) não participou da aliança com o Reino de Efraim e Aram. Estes dois reinos temendo que o reino do sul (Judá) se tornasse aliado da Assíria, resolveram atacar (Judá) para remover do trono o Rei Achaz (Acaz) e colocar em seu lugar o filho de Tav'al, rei de Tiro. Achaz, presumindo e temendo um ataque da aliança do norte (Efraim e Aram) efetua uma verificação da reserva de água de Jerusalém (Is-7:3). No entanto o profeta Isaías vai ao encontro do Rei e o tranqüiliza que não haverá perigo pois, continua válida a promessa (do Eterno) que a dinastia do rei Davi será mantida, desde que confie nas providências divinas.(Is- 7:4)

O Rei Achaz não deu crédito as promessas do Eterno feitas pelo profeta Isaías e pediu auxílio a Assíria. O profeta condenou este modo de agir do rei e proclamou que o Eterno estaria presente, que Ele (D'us) estaria ao lado do Reino do Sul (Judá), que "D'us Estaria Conosco" - Imanuel..

Assim, de acordo com o contexto do Capítulo 7:1-9 de Isaías conclui-se que, o Eterno promete um sinal ao rei Achaz e este sinal é justamente o filho do próprio rei, que está para nascer.

2 - Os missionários  descontextualizam o texto e não se preocuparam sequer com o tempo histórico do versículo

3 - Traduzem mal:

O correto no versículo é "D'us ESTà conosco" e não "D'us Conosco", que visa assim sustentar credos estranhos ao judaísmo;

Tradução grosseira da palavra almá (almah). A palavra hebraica "almah"  significa uma "jovem mulher" e não uma virgem, fato reconhecido por  estudiosos sério da bíblia. A palavra hebraica para virgem é "bâtul" e virgindade "batulim".

O versículo no original hebraico diz "ha'almah" , ou seja "a jovem mulher" - ou "a moça" como preferem alguns exegetas..

O texto diz "a jovem mulher" ou "a moça" e não diz "uma jovem mulher". Este "a" especifica que havia uma mulher em particular que era conhecida por Isaías como mostra o contexto do versículo:...eis que a moça grávida dará à luz um filho, bem diferente de, eis que uma moça grávida dará à luz a um filho.

4 - Os missionários  lêem assim o versículo para o judeu:

"Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel."

A palavra "virgem" não cabe neste contexto, tradução mal feita.

5 - Alguns missionários  argumentarão que numa tradução muito antiga da bíblia chamada de Septuaginta (versão dos 70), ¹72 grandes rabinos traduziram a palavra "almah", em Isaías 7:14 para "parthenos", palavra grega para "virgem". O problema desta afirmação é que  os 72 rabinos não traduziram o livro de Isaías, que hoje está incorporado a  edição ampliada da chamada Septuaginta, somente traduziram o 'Pentateuco' , os cinco livros de Moisés. Outro inconveniente nesta afirmação é que  na própria Septuaginta, na tradução dos cinco livros de Moises, realizada pelos rabinos, exatamente em Gênesis 34:2-3 a palavra "parthenos" foi traduzida pelos sábios como uma referência a não virgens, a uma "jovem mulher" que tenha sido estuprada. Interessante acrescentar que na introdução da tradução da Septuaginta para o inglês assim consta: "O Pentateuco (traduzido pelos 70 rabinos) parece ser o texto melhor executado enquanto que Isaías é o pior traduzido"

Para o judeu pensar:

Nascimento de seres através de mulheres impregnadas por anjos e deuses não encontra respaldo na cultura judaica. A Torá ensina, "macho e fêmea Ele os criou".

Nas culturas egípcias, persas e greco-romanas e tantas outras temos diversos exemplos de semi-deuses que nasceram da impregnação de uma virgem. Tamuz, deus da Suméria e Fenícia, foi gerado por uma virgem, morreu com uma chaga no flanco e, três dias depois, levantou-se do túmulo e o deixou vazio com a pedra que o fechava a um lado. Belém era o centro do culto a Tamuz; Hórus, lutou durante 40 dias no deserto contra as tentações de Sata, a luz do mundo, o caminho, a verdade e a vida, batizado com água por Anup, representado por uma cruz, tinha 12 discípulos e fazia parte de uma trindade: Atom (o pai), Hórus (o filho) e Ra (o espírito santo); Mitra, gerado de uma virgem, em uma caverna, foi visitado por pastores que levaram-lhe presentes, era acompanhado por 12 discípulos, realizou a última ceia, enterrado em uma tumba ressuscitou três dias depois. Tarso (cidade de Paulo) era um dos focos de adoração a Mitra.

 

Nota
1 - Conta a “lenda†que o rei Ptolomeu II resolveu patrocinar a tradução da Torá ao grego. Contatou com o Sumo Sacerdote (Cohen Hagadol) que administrava o autogoverno judaico em Jerusalém, lhe solicitando que enviasse um grupo de sábios versados na Lei de Moisés (Torá) e que soubessem hebraico e grego, com condições de traduzir o texto da Torá. A tradução foi feita por setenta e dois sábios, colocados em quartos separados e sem poder se comunicar de nenhuma maneira durante o tempo que durou seu trabalho. Assim cada um realizou sua versão da tradução, absolutamente sem saber o que o outro fizera. Ao final as setenta e duas traduções eram absolutamente iguais. Não havia sequer um detalhe que as distinguisse. Esta versão da Bíblia hebraica foi denominada “A versão dos Setenta†ou Septuaginta. Origens judaicas do Cristianismo - Reflexões sobre a história das religiões - Parte I - Sérgio
 
Juarez Prata de Almeida
Belém; Pará


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#11226 From: Giliardi Rodrigues <giliardi.rodrigues@...>
Date: Sun Jan 3, 2010 12:22 pm
Subject: Re: O embuste
giliardi.rod...
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Shalom Farouk Habib,

Tem um email que recebi  de um estudante da torah, vou postar a opinião do chaver Mashimid sobre o assunto para que possamos abrir mais o leque e discutir mais sobre o assunto.

Segue abaixo:

Mas por que o termo "almah" é utilizado para Miriam e Rivkah?


Se observarmos, o termo "almah", é utilizado para Miriam somente quando ela era ainda jovem, no momento em que a filha de Par'oh diz para que chamassem à menina (Miriam).

Por que então não continuou sendo chamada de "Almah" quando mais velha?

Em Bereshit 24:43 Rivkah é chamada de "almah" , mas por que antes foi chamada de "betulah" em Bereshit 24:16 se "almah" já definiria que ela era virgem?


Bem, vejamos.

Há estudos evangélicos, que dizem, que o termo que melhor expressa à palavra "virgem" é o termo "`almah" em vez de "betulah".

O termo "'almah" é bastante escasso nas escrituras, o contrário de "betulah" que é bastante usado.

O texto mais usado para se apoiar que "betulah" pode não significar virgem, é a passagem citada abaixo:

(Joel 1:8) - Lamenta como a virgem que está cingida de saco, pelo marido da sua mocidade.

Mas, qual é o problema de se afirmar isso?

A palavra "virgindade" no hebraico é "betulim" , da mesma raiz da palavra "betulah".

Em árabe, a palavra "virgem" é "batulah" , da mesma raiz de "betulah" do hebraico.

Sem falar do hebraísmo que pode se aplicar ao texto, pois o termo "baal" é muito genérico e pode ter vários significados.


Por exemplo:

Baal Brit = aliado

Baal Emtz'aim = rico

Baal Chazaiah = Visionário

Baal Chaim = animal, ser vivente

Baal Chuliot = vertebrado


Então o próprio termo "baal neurim" pode significar apenas "jovem". Então em Joel, a virgem citada, pode estar lamentando por sua juventude perdida, pois o contexto fala da assolação que Hashem enviaria sobre Israel.

Mas, isso não é suficiente para se afirmar algo, todavia não deixa de ser possível.

O texto também nos dá a liberdade de interpretar outra coisa.

Vejamos:

(Joel 1:8) - Lamenta como a virgem que está cingida de saco, pelo marido da sua mocidade.

Mas, por que ela choraria?

Será que os evangélicos interpretam que ela choraria de saudades do esposo?

Ela não poderia estar chorando pelo esposo que não teve? Pois se a jovem é virgem (não teve marido) e chora por um esposo em sua mocidade, não poderia isso significar que ela chora por não ter se casado?

Então eu pergunto, é o versículo suficiente para afirmar que a palavra "betulah" não significa literalmente "virgem" ?

Mas, voltando à palavra "betulah" , é essa a palavra certa para se afirmar a virgindade?

Vejamos na Torah:

Betulim (virgindade):

(Deuteronômio 22:14) - E lhe imputar coisas escandalosas, e contra ela divulgar má fama, dizendo: Tomei esta mulher, e me cheguei a ela, porém *não a achei virgem(Betulim);

(Deuteronômio 22:17) - E eis que lhe imputou coisas escandalosas, dizendo: *Não achei virgem (betulim) a tua filha; porém eis aqui os sinais da virgindade de minha filha. E estenderão a roupa diante dos anciãos da cidade.

(Deuteronômio 22:14) - E lhe imputar coisas escandalosas, e contra ela divulgar má fama, dizendo: Tomei esta mulher, e me cheguei a ela, porém *não a achei virgem (betulim);

*não achei nela sinais de virgindade

Se a própria palavra "hímen" e "virgindade" em hebraico se diz "betulim" , como pode "betulah" da mesma raiz não ser a palavra certa para "virgem" ?

Betulah (virgem):

(Levítico 21:3) - E por sua irmã virgem (betulah), chegada a ele, que ainda não teve marido; por ela também se contaminará.

(Levítico 21:14) - Viúva, ou repudiada ou desonrada ou prostituta, estas não tomará; mas virgem (betulah) do seu povo tomará por mulher.

(II Samuel 13:2) - E angustiou-se Amnom, até adoecer, por Tamar, sua irmã, porque era virgem (betulah); e parecia aos olhos de Amnom dificultoso fazer-lhe coisa alguma.

Se a palavra "almah" expressasse com maior exatidão o sentido de virgindade, por que então não seria utilizada em lugar de "betulah" ?

Se a palavra "almah" é a que melhor define "virgindade", por que então a palavra "betulim" da

raiz de "betulah" é a palavra para "hímen ou virgindade"?

Esses estudos sobre a palavra "almah" surgem por um problema, pois como poderia Maria casada com Yossef ser virgem?

Então para se afirmar um nascimento virginal , surgem tais interpretações da palavra "almah".

Pois na Torah, a afirmação de um casamento, era após o marido comprovar que a mulher realmente era virgem. Antes disso, o casamento, não estaria confirmado, pois o marido poderia devolver a mulher em caso de não achar nela os sinais de sua virgindade.

Por isso há uma grande confusão quando se diz que Yossef era marido de Maria sendo ela ainda virgem.

 

2010/1/3 Farouk Habib Silva <eurochembr@...>
 

Senhor Rodrigues,
 
Somente para efeito de melhor esclarecer, alem do que foi demonstrado:
 
1. Quantas vezes exatamente a palavra almah esta associada a palavra pathernos?
2. Quantas palavras não estão associadas?
 
Se o senhor tem isso em um programa de computador (eu não tenho), isso seria facilmente levantado. Isso porque considero que o uso da palavra almah repetida inumeras vezes, seria mais valida que exceções.
 
Farouk


--- Em qua, 23/12/09, Giliardi Rodrigues <giliardi.rodrigues@...> escreveu:

De: Giliardi Rodrigues <giliardi.rodrigues@...>
Assunto: Re: [JesusHistorico] O embuste
Para: JesusHistorico@yahoogroups.com
Data: Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009, 21:38

 
Shalom,

Como meu tempo está corrido, quase não tenho tempo para aprofudar nos temas do forum, mas estou lendo os postes colocados.

com relacao a questao de Isaias 7:14 - vou deixar um trecho que escrevi a muito tempo no meu blog -  segue o texto abaixo:

Muitos judeus vão dizer que este texto não tem nada haver a respeito do Messias, pois no original hebraico não fala que é uma virgem que dará luz ao um filho e sim um moça, pois a palavra para virgem é betulah e este texto no original está escrito almah. Esse debate é levantado por grupos de judeus que não crêem em Jesus (Yeshua) como messias. Vamos analisar o Texto?

Isaias 7:14
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לכן יתן ×דני ×”×•× ×œ×›× ×ות ×”× ×” העלמה הרה וילדת בן וקר×ת שׂמו עמנו ×ל  <  hebraico

lâkhên yittên 'adhonâyhu' lâkhem 'oth hinnêh hâ`almâh hârâh veyoledheth bên veqârâ'th shemo`immânu'êl – transliterado do hebraico para o português

De fato a palavra que aparece no original hebraico é almah, que quer dizer moça e não virgem, a palavra para virgem em hebraico seria betulah. Mas o mais intrigante é que os grandes sábios judeus dizem que almah e betulah têm o mesmo significado, essa diferenciação é apenas levantada por judeus que dizem que Jesus não nasceu de uma virgem. Porém temos diversas passagens ao longo da bíblia que as duas palavras são sinônimas. Ex 2:8 – Pv 30:19 – Gn 24:43.

Outra prova para comprovar que de fato esse texto se refere a uma virgem é a LXX, a septuaginta é uma tradução da bíblia hebraica para o grego e foi escrita por 70 grande sábios judeus no período do exílio, ou seja, muito antes de Jesus nascer. Vamos saber o que esses 70 sábios judeus pensavam a respeito deste texto?

δια τουτο δωσει κυÏιος αυτος υμιν σημειον ιδου η παÏθενος εν γαστÏι εξει και τεξεται υιον και καλεσεις το ονομα αυτου εμμανουηλ – Isaias 7:14

παÏθενος = partenós = virgem

Está mais que esclarecido que os judeus que sabiam a língua grega associavam a palavra almah e betulah a palavra partenós que significa virgem, portando fica descartado a possibilidade do texto de Isaias 7:14 está tratando de outro assunto que não fosse o nascimento do messias através de uma virgem.Nessa primeira parte ficou esclarecido que o messias teria que nascer de uma mulher para cumprir a palavra de D'us em Gn 3:15 e a profecia de Isaias 7:14.


2009/12/23 Juarez Prata <juarezpal@yahoo. com.br>
 
Como a lista está parada mesmo, estou enviando capítulos que a Igreja de Roma adulterou para que os profetas judaicos predissessem a vinda de Jesus.
 Profeta Isaías - Capítulo 7 versículo 14
Navi Yeshayáhu - Prophet Isaias


Profeta Isaías 7:14 - Eis pois que o Eterno, Ele mesmo, vos dará um sinal: eis que a moça grávida dará à luz um filho e o chamará Imanuel ('D'us está conosco')


 

Alegação missionária:

Que o verso 14 justifica o nascimento de Jesus, de Nazaré  através de uma virgem de acordo com a descrição de texto não judaico.

Contexto da Passagem:

O versículo relata um sinal que o Eterno dará ao Rei Achaz (Acaz). O nascimento de uma criança, que aconteceu no mínimo 700 anos antes de Jesus.

Resumo para entendimento:

1 - O Reino de Efraim (norte) se aliou ao rei de Aram (Retsin) na tentativa de se livrar do perigo assírio (Is-7:2). O Reino de Judá (sul) não participou da aliança com o Reino de Efraim e Aram. Estes dois reinos temendo que o reino do sul (Judá) se tornasse aliado da Assíria, resolveram atacar (Judá) para remover do trono o Rei Achaz (Acaz) e colocar em seu lugar o filho de Tav'al, rei de Tiro. Achaz, presumindo e temendo um ataque da aliança do norte (Efraim e Aram) efetua uma verificação da reserva de água de Jerusalém (Is-7:3). No entanto o profeta Isaías vai ao encontro do Rei e o tranqüiliza que não haverá perigo pois, continua válida a promessa (do Eterno) que a dinastia do rei Davi será mantida, desde que confie nas providências divinas.(Is- 7:4)

O Rei Achaz não deu crédito as promessas do Eterno feitas pelo profeta Isaías e pediu auxílio a Assíria. O profeta condenou este modo de agir do rei e proclamou que o Eterno estaria presente, que Ele (D'us) estaria ao lado do Reino do Sul (Judá), que "D'us Estaria Conosco" - Imanuel..

Assim, de acordo com o contexto do Capítulo 7:1-9 de Isaías conclui-se que, o Eterno promete um sinal ao rei Achaz e este sinal é justamente o filho do próprio rei, que está para nascer.

2 - Os missionários  descontextualizam o texto e não se preocuparam sequer com o tempo histórico do versículo

3 - Traduzem mal:

O correto no versículo é "D'us ESTà conosco" e não "D'us Conosco", que visa assim sustentar credos estranhos ao judaísmo;

Tradução grosseira da palavra almá (almah). A palavra hebraica "almah"  significa uma "jovem mulher" e não uma virgem, fato reconhecido por  estudiosos sério da bíblia. A palavra hebraica para virgem é "bâtul" e virgindade "batulim".

O versículo no original hebraico diz "ha'almah" , ou seja "a jovem mulher" - ou "a moça" como preferem alguns exegetas..

O texto diz "a jovem mulher" ou "a moça" e não diz "uma jovem mulher". Este "a" especifica que havia uma mulher em particular que era conhecida por Isaías como mostra o contexto do versículo:...eis que a moça grávida dará à luz um filho, bem diferente de, eis que uma moça grávida dará à luz a um filho.

4 - Os missionários  lêem assim o versículo para o judeu:

"Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel."

A palavra "virgem" não cabe neste contexto, tradução mal feita.

5 - Alguns missionários  argumentarão que numa tradução muito antiga da bíblia chamada de Septuaginta (versão dos 70), ¹72 grandes rabinos traduziram a palavra "almah", em Isaías 7:14 para "parthenos", palavra grega para "virgem". O problema desta afirmação é que  os 72 rabinos não traduziram o livro de Isaías, que hoje está incorporado a  edição ampliada da chamada Septuaginta, somente traduziram o 'Pentateuco', os cinco livros de Moisés. Outro inconveniente nesta afirmação é que  na própria Septuaginta, na tradução dos cinco livros de Moises, realizada pelos rabinos, exatamente em Gênesis 34:2-3 a palavra "parthenos" foi traduzida pelos sábios como uma referência a não virgens, a uma "jovem mulher" que tenha sido estuprada. Interessante acrescentar que na introdução da tradução da Septuaginta para o inglês assim consta: "O Pentateuco (traduzido pelos 70 rabinos) parece ser o texto melhor executado enquanto que Isaías é o pior traduzido"

Para o judeu pensar:

Nascimento de seres através de mulheres impregnadas por anjos e deuses não encontra respaldo na cultura judaica. A Torá ensina, "macho e fêmea Ele os criou".

Nas culturas egípcias, persas e greco-romanas e tantas outras temos diversos exemplos de semi-deuses que nasceram da impregnação de uma virgem. Tamuz, deus da Suméria e Fenícia, foi gerado por uma virgem, morreu com uma chaga no flanco e, três dias depois, levantou-se do túmulo e o deixou vazio com a pedra que o fechava a um lado. Belém era o centro do culto a Tamuz; Hórus, lutou durante 40 dias no deserto contra as tentações de Sata, a luz do mundo, o caminho, a verdade e a vida, batizado com água por Anup, representado por uma cruz, tinha 12 discípulos e fazia parte de uma trindade: Atom (o pai), Hórus (o filho) e Ra (o espírito santo); Mitra, gerado de uma virgem, em uma caverna, foi visitado por pastores que levaram-lhe presentes, era acompanhado por 12 discípulos, realizou a última ceia, enterrado em uma tumba ressuscitou três dias depois. Tarso (cidade de Paulo) era um dos focos de adoração a Mitra.

 

Nota
1 - Conta a “lenda†que o rei Ptolomeu II resolveu patrocinar a tradução da Torá ao grego. Contatou com o Sumo Sacerdote (Cohen Hagadol) que administrava o autogoverno judaico em Jerusalém, lhe solicitando que enviasse um grupo de sábios versados na Lei de Moisés (Torá) e que soubessem hebraico e grego, com condições de traduzir o texto da Torá. A tradução foi feita por setenta e dois sábios, colocados em quartos separados e sem poder se comunicar de nenhuma maneira durante o tempo que durou seu trabalho. Assim cada um realizou sua versão da tradução, absolutamente sem saber o que o outro fizera. Ao final as setenta e duas traduções eram absolutamente iguais. Não havia sequer um detalhe que as distinguisse. Esta versão da Bíblia hebraica foi denominada “A versão dos Setenta†ou Septuaginta. Origens judaicas do Cristianismo - Reflexões sobre a história das religiões - Parte I - Sérgio
 
Juarez Prata de Almeida
Belém; Pará


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#11225 From: Farouk Habib Silva <eurochembr@...>
Date: Sun Jan 3, 2010 8:49 am
Subject: Re: O embuste
eurochembr
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Senhor Rodrigues,
 
Somente para efeito de melhor esclarecer, alem do que foi demonstrado:
 
1. Quantas vezes exatamente a palavra almah esta associada a palavra pathernos?
2. Quantas palavras não estão associadas?
 
Se o senhor tem isso em um programa de computador (eu não tenho), isso seria facilmente levantado. Isso porque considero que o uso da palavra almah repetida inumeras vezes, seria mais valida que exceções.
 
Farouk


--- Em qua, 23/12/09, Giliardi Rodrigues <giliardi.rodrigues@...> escreveu:

De: Giliardi Rodrigues <giliardi.rodrigues@...>
Assunto: Re: [JesusHistorico] O embuste
Para: JesusHistorico@yahoogroups.com
Data: Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009, 21:38

 
Shalom,

Como meu tempo está corrido, quase não tenho tempo para aprofudar nos temas do forum, mas estou lendo os postes colocados.

com relacao a questao de Isaias 7:14 - vou deixar um trecho que escrevi a muito tempo no meu blog -  segue o texto abaixo:

Muitos judeus vão dizer que este texto não tem nada haver a respeito do Messias, pois no original hebraico não fala que é uma virgem que dará luz ao um filho e sim um moça, pois a palavra para virgem é betulah e este texto no original está escrito almah. Esse debate é levantado por grupos de judeus que não crêem em Jesus (Yeshua) como messias. Vamos analisar o Texto?

Isaias 7:14
-
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lâkhên yittên 'adhonâyhu' lâkhem 'oth hinnêh hâ`almâh hârâh veyoledheth bên veqârâ'th shemo`immânu'êl – transliterado do hebraico para o português

De fato a palavra que aparece no original hebraico é almah, que quer dizer moça e não virgem, a palavra para virgem em hebraico seria betulah. Mas o mais intrigante é que os grandes sábios judeus dizem que almah e betulah têm o mesmo significado, essa diferenciação é apenas levantada por judeus que dizem que Jesus não nasceu de uma virgem. Porém temos diversas passagens ao longo da bíblia que as duas palavras são sinônimas. Ex 2:8 – Pv 30:19 – Gn 24:43.

Outra prova para comprovar que de fato esse texto se refere a uma virgem é a LXX, a septuaginta é uma tradução da bíblia hebraica para o grego e foi escrita por 70 grande sábios judeus no período do exílio, ou seja, muito antes de Jesus nascer. Vamos saber o que esses 70 sábios judeus pensavam a respeito deste texto?

δια τουτο δωσει κυÏιος αυτος υμιν σημειον ιδου η παÏθενος εν γαστÏι εξει και τεξεται υιον και καλεσεις το ονομα αυτου εμμανουηλ – Isaias 7:14

παÏθενος = partenós = virgem

Está mais que esclarecido que os judeus que sabiam a língua grega associavam a palavra almah e betulah a palavra partenós que significa virgem, portando fica descartado a possibilidade do texto de Isaias 7:14 está tratando de outro assunto que não fosse o nascimento do messias através de uma virgem.Nessa primeira parte ficou esclarecido que o messias teria que nascer de uma mulher para cumprir a palavra de D'us em Gn 3:15 e a profecia de Isaias 7:14.


2009/12/23 Juarez Prata <juarezpal@yahoo. com.br>
 
Como a lista está parada mesmo, estou enviando capítulos que a Igreja de Roma adulterou para que os profetas judaicos predissessem a vinda de Jesus.
 Profeta Isaías - Capítulo 7 versículo 14
Navi Yeshayáhu - Prophet Isaias


Profeta Isaías 7:14 - Eis pois que o Eterno, Ele mesmo, vos dará um sinal: eis que a moça grávida dará à luz um filho e o chamará Imanuel ('D'us está conosco')


 

Alegação missionária:

Que o verso 14 justifica o nascimento de Jesus, de Nazaré  através de uma virgem de acordo com a descrição de texto não judaico.

Contexto da Passagem:

O versículo relata um sinal que o Eterno dará ao Rei Achaz (Acaz). O nascimento de uma criança, que aconteceu no mínimo 700 anos antes de Jesus.

Resumo para entendimento:

1 - O Reino de Efraim (norte) se aliou ao rei de Aram (Retsin) na tentativa de se livrar do perigo assírio (Is-7:2). O Reino de Judá (sul) não participou da aliança com o Reino de Efraim e Aram. Estes dois reinos temendo que o reino do sul (Judá) se tornasse aliado da Assíria, resolveram atacar (Judá) para remover do trono o Rei Achaz (Acaz) e colocar em seu lugar o filho de Tav'al, rei de Tiro. Achaz, presumindo e temendo um ataque da aliança do norte (Efraim e Aram) efetua uma verificação da reserva de água de Jerusalém (Is-7:3). No entanto o profeta Isaías vai ao encontro do Rei e o tranqüiliza que não haverá perigo pois, continua válida a promessa (do Eterno) que a dinastia do rei Davi será mantida, desde que confie nas providências divinas.(Is- 7:4)

O Rei Achaz não deu crédito as promessas do Eterno feitas pelo profeta Isaías e pediu auxílio a Assíria. O profeta condenou este modo de agir do rei e proclamou que o Eterno estaria presente, que Ele (D'us) estaria ao lado do Reino do Sul (Judá), que "D'us Estaria Conosco" - Imanuel..

Assim, de acordo com o contexto do Capítulo 7:1-9 de Isaías conclui-se que, o Eterno promete um sinal ao rei Achaz e este sinal é justamente o filho do próprio rei, que está para nascer.

2 - Os missionários  descontextualizam o texto e não se preocuparam sequer com o tempo histórico do versículo

3 - Traduzem mal:

O correto no versículo é "D'us ESTà conosco" e não "D'us Conosco", que visa assim sustentar credos estranhos ao judaísmo;

Tradução grosseira da palavra almá (almah). A palavra hebraica "almah"  significa uma "jovem mulher" e não uma virgem, fato reconhecido por  estudiosos sério da bíblia. A palavra hebraica para virgem é "bâtul" e virgindade "batulim".

O versículo no original hebraico diz "ha'almah" , ou seja "a jovem mulher" - ou "a moça" como preferem alguns exegetas..

O texto diz "a jovem mulher" ou "a moça" e não diz "uma jovem mulher". Este "a" especifica que havia uma mulher em particular que era conhecida por Isaías como mostra o contexto do versículo:...eis que a moça grávida dará à luz um filho, bem diferente de, eis que uma moça grávida dará à luz a um filho.

4 - Os missionários  lêem assim o versículo para o judeu:

"Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel."

A palavra "virgem" não cabe neste contexto, tradução mal feita.

5 - Alguns missionários  argumentarão que numa tradução muito antiga da bíblia chamada de Septuaginta (versão dos 70), ¹72 grandes rabinos traduziram a palavra "almah", em Isaías 7:14 para "parthenos", palavra grega para "virgem". O problema desta afirmação é que  os 72 rabinos não traduziram o livro de Isaías, que hoje está incorporado a  edição ampliada da chamada Septuaginta, somente traduziram o 'Pentateuco', os cinco livros de Moisés. Outro inconveniente nesta afirmação é que  na própria Septuaginta, na tradução dos cinco livros de Moises, realizada pelos rabinos, exatamente em Gênesis 34:2-3 a palavra "parthenos" foi traduzida pelos sábios como uma referência a não virgens, a uma "jovem mulher" que tenha sido estuprada. Interessante acrescentar que na introdução da tradução da Septuaginta para o inglês assim consta: "O Pentateuco (traduzido pelos 70 rabinos) parece ser o texto melhor executado enquanto que Isaías é o pior traduzido"

Para o judeu pensar:

Nascimento de seres através de mulheres impregnadas por anjos e deuses não encontra respaldo na cultura judaica. A Torá ensina, "macho e fêmea Ele os criou".

Nas culturas egípcias, persas e greco-romanas e tantas outras temos diversos exemplos de semi-deuses que nasceram da impregnação de uma virgem. Tamuz, deus da Suméria e Fenícia, foi gerado por uma virgem, morreu com uma chaga no flanco e, três dias depois, levantou-se do túmulo e o deixou vazio com a pedra que o fechava a um lado. Belém era o centro do culto a Tamuz; Hórus, lutou durante 40 dias no deserto contra as tentações de Sata, a luz do mundo, o caminho, a verdade e a vida, batizado com água por Anup, representado por uma cruz, tinha 12 discípulos e fazia parte de uma trindade: Atom (o pai), Hórus (o filho) e Ra (o espírito santo); Mitra, gerado de uma virgem, em uma caverna, foi visitado por pastores que levaram-lhe presentes, era acompanhado por 12 discípulos, realizou a última ceia, enterrado em uma tumba ressuscitou três dias depois. Tarso (cidade de Paulo) era um dos focos de adoração a Mitra.

 

Nota
1 - Conta a “lenda†que o rei Ptolomeu II resolveu patrocinar a tradução da Torá ao grego. Contatou com o Sumo Sacerdote (Cohen Hagadol) que administrava o autogoverno judaico em Jerusalém, lhe solicitando que enviasse um grupo de sábios versados na Lei de Moisés (Torá) e que soubessem hebraico e grego, com condições de traduzir o texto da Torá. A tradução foi feita por setenta e dois sábios, colocados em quartos separados e sem poder se comunicar de nenhuma maneira durante o tempo que durou seu trabalho. Assim cada um realizou sua versão da tradução, absolutamente sem saber o que o outro fizera. Ao final as setenta e duas traduções eram absolutamente iguais. Não havia sequer um detalhe que as distinguisse. Esta versão da Bíblia hebraica foi denominada “A versão dos Setenta†ou Septuaginta. Origens judaicas do Cristianismo - Reflexões sobre a história das religiões - Parte I - Sérgio
 
Juarez Prata de Almeida
Belém; Pará


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#11224 From: Ferreira <alcysb@...>
Date: Sat Jan 2, 2010 7:03 pm
Subject: O Talmud x Yeshua? ( Anexo outro texto de um rabino Messiânco)
alcysb
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O Talmud x Yeshua?
Por Sha'ul Bentsion
 
I – Introdução
 
A idéia de escrever esse artigo é motivação antiga, e foi recentemente recordada devido a alguns terem me indagado sobre uma suposta presença de ofensas, acusações e blasfêmias contra Yeshua no Talmud, principal obra de comentário da Lei Judaica.
 
Será que tais acusações procedem? Neste artigo, pretendo demonstrar que as acusações não passam de odiosos mitos que se propagaram como lendas urbanas, mas que se escrutinados mais profundamente, revelam não serem referência a Yeshua. A posição, inclusive, OFICIAL do Judaismo tradicional (embora alguns judeus isoladamente digam o oposto) é a de que o Talmud jamais menciona a Yeshua. Investigaremos, portanto, uma a uma essas acusações tão graves.
 
II - Acusação #1 - Insultos contra Yeshua e Miriyam
 
"Yeshu era um mamzer (bastardo) nascido de adultério" (Yebamot 49b)


"Miriyam era uma prostituta: Jesus era um homem mal" (Sanhedrin 106a)


"Yeshu era um feiticeiro e um tolo. Miriyam era uma adúltera" (Shabat 104a)
 
Vamos analisar cada uma dessas acusações
 
1 - Bastardo?
 
O texto da Mishná na realidade diz: "R. Shimon ben Azai disse: Eu encontrei um livro de genealogias em Jerusalém e nele está escrito: 'O homem Plony' é um bastardo"
 
A insinuação de que isso se refira a Yeshua vem do fato de que as Bessorot (Boas Novas) começam falando das toledot (gerações) de Yeshua.
 
Contudo, atribuir o texto acima a Yeshua é um grande absurdo. Primeiramente porque o texto se refere a uma pessoa "genérica". O termo Plony no Talmud é como dizer "João da Silva" no português para se referir a uma pessoa qualquer. Em segundo lugar, como o Judaismo tradicional entendia que um judeu não deveria se casar com um mamzer (bastardo), era comum que houvesse registros genealógicos naqueles tempos para que as pessoas não se casassem com bastardos. Não há qualquer base para dizermos que o texto acima é uma alusão a Yeshua, simplesmente porque os judeus tradicionais não aceitavam a Yeshua como Mashiach.
  
2 - Yeshua um Feiticeiro? Miriyam uma Prostituta?
 
O texto de Sanhedrin 106a na realidade diz: "R. Yochana disse (acerca de Bi'lam): No princípio um profeta, e no final um feiticeiro." Rav. Papa disse: "Como as pessoas dizem: 'Ela era uma descendente de príncipes e governantes, e bancava a prostituta com carpinteiros.'"
 
A primeira coisa que vemos aqui é que o texto refere-se a Bi'lam (Balaão), personagem contra o qual inclusive o próprio NT não poupa críticas. A idéia de que isso se refira a Yeshua vem de uma tentativa de alguns de insinuarem que "Bi'lam" seja um nome-código para se referir a Yeshua. Contudo, como dizem: A quem acusa cabe o ônus da prova. Não existe qualquer prova textual que indique tal coisa.
 
O texto de Rav. Papa é atribuído a Miriyam, como se ele estivesse insultando a mãe de Yeshua. Na realidade, nada mais falacioso.
 
Rav. Papa ilustra uma parábola para falar de Bi'lam. Vejam o que diz Rav. Papa: "Considere uma mulher que é casada com um governante poderoso que conduz o seu povo na batalha. Ela está acostumada a ser a esposa de alguém forte, cujas mãos poderosas podem habilmente manipularem uma espada e vencerem quaisquer oponentes. Se o seu marido morresse, ela desejaria se casar com alguém em posição semelhante de liderança e força. Mesmo se essa viúva continuamente passasse por cima daqueles que ela desejasse casar, ela ainda lutará por sua glória anterior, e se casará até mesmo com um carpinteiro que, apesar de não conduzir seus conterrâneos à batalha, ainda deve habilmente manejar ferramentas. Mesmo quando a habilidade de alcançar sua glória antiga está claramente ausente, ela ainda tentará tudo possível para alcançar qualquer posição que remotamente se assemelhe a ela.
 
Semelhantemente, Bi'lam iniciou como um homem de profecia (como um príncipe ou governante). Ele era capaz de ver o futuro e mesmo de manipulá-lo através de suas maldições e bênçãos. Contudo, quando ele perdeu aquele dom quando o Eterno removeu sua profecia, Bi'lam ainda desejava ver o futuro, até mesmo fazendo uso de tais pálidas comparações tais como feitiçaria e magia negra, como um carpinteiro
."
 
Em suma, podemos ver que a passagem nada tem a ver com Yeshua ou Miriyam. A alusão de Rav. Papa trata-se apenas de uma comparação governante <-> carpinteiro, porque um carpinteiro era uma posição extremamente humilde na sociedade. Aliás, é um dos motivos de Yeshua ter sido um carpinteiro: demonstra a humildade dele. Não há qualquer alusão a Yeshua nesta passagem, nem insinuação de que sua mãe fosse uma prostituta.
  
III - Acusação #2 – O Talmud Zomba de Yeshua ter Morrido Jovem
 
"Sanhedrin 106 zomba de Yeshua ter morrido jovem"
 
Será mesmo?
 
Vejamos o texto de Sanhedrin 106b:
 
"Um sectário disso a R. Chanina: Você sabe quantos anos tinha Bi'lam? [R. Chanina] respondeu: Não está escrito. Contudo, uma vez que é dito (Salmo 55:24): "Homens que derramam sangue e enganam não viverão metade de seus dias..." ele tinha 33 ou 34. [O herege] disse: "Você disse bem. Eu vi a crônica de Bi'lam e é dito: "Aos 33 anos, Bi'lam o aleijado foi morto por Pinchas o ladrão."
 
Novamente aqui, assume-se que Bi'lam é um codenome para Yeshua. A conexão agora é a idade da morte de Bi'lam. Alguns chegam a propor a delirante indicação de que "Pinchas" e "Pilatos" ambos começam com a letra P!
 
Na realidade, se lermos Sanhedrin 106 desde o princípio, vemos que em Sanhedrin 106a há uma discussão sobre a mudança de tema na Torá em Bamidbar (Números), pois em Bamidbar (Números) 24 temos a profecia de Bi'lam, e no capítulo 25 temos o fato de Israel ter se prostituido com Moav. Não só isso explica a analogia a prostitutas de Rav. Papa (vide item anterior) quanto mostra que claramente o contexto não se refere a Yeshua em absoluto.
  
IV - Acusação #3 - Yeshua é Insultado
 
"Yeshu é uma abreviação para insultar Yeshua"


"Yeshua é chamado de maligno em Sanhedrin 107b e Sotá 47a"


"É dito que em Gitin 56b-57a que Yeshua está fervendo em excremento quente no inferno"
 
1 - Contração para Insultar?
 
A afirmação de que "Yeshu" seria uma contração para insultá-lo é uma afirmação que provém de ignorância. Na realidade, o Talmud foi escrito essencialmente em Aramaico, língua da diáspora.
 
A forma "Yeshu" é simplesmente a pronúncia aramaica de "Yeshua". Por exemplo, na Peshitta Tanach em Êxodo 17:9, Josué é chamado de "Yeshua", e a pronúncia nesse caso certamente seria "Yeshu".
 
Não estou nem entrando no mérito de se devemos ou não chamarmos o Salvador de Yeshu, isso é outra discussão. Mas a questão é que "Yeshu" é apenas um variante aramaico do hebraico Yahushua. Se admitirmos que o Talmud visava insultar Yeshua, então temos que concluir que a Peshitta visava insultar Josué.
 
E, ainda assim, vamos ver mais adiante que o "Yeshu" do Talmud não era Yeshua.
 
2 - Yeshua Maligno?
 
Será que o Talmud diz mesmo isso? Vejamos QUEM É O YESHU do Talmud:
 
A Passagem de Sanhedrin 107b e Sotá 47a diz:
 
"O que houve de R. Yehoshua Ben Perachiah? Quando João [Hyrcanus] o rei matou os rabinos, R. Yehoshua Ben Perachiah [e Yeshu] foram a Alexandria do Egito. Quando houve paz, Shimon Ben Shetach enviou a ele: "De mim [Jerusalém] a cidade santa a você Alexandria do Egito. Meu marido continua em teu meio e eu me assento abandonada."
 
[R. Yehoshua Ben Perachiah] saiu e chegou em uma estalagem em particular e eles lhe mostraram grande respeito. Ele disse: Quão bela é essa estalagem [a palavra achsania também significa "hospedeira"]
 
[Yeshu] disse: Ela tem olhos estreitos.
 
[R. Yehoshua Ben Perachiah] disse a ele: Maligno, é assim que te comprometes?
 
[R. Yehoshua Ben Perachiah] enviou quatrocentas trombetas e o excomungou.
 
[Yeshu] veio perante [R. Yohoshua Ben Perachiah] muitas vezes e disse: Aceita-me. Mas [R. Yehoshua Ben Perachiah] não lhe prestou atenção.
 
Um dia [R. Yehoshua Ben Perachiah] recitava o Shemá [e não devia ser interrompido. Yeshu] veio até ele. Ele ia aceitar [Yeshu] e sinalizou a [Yeshu] com sua mão. [Yeshu] pensou que [R. Yehoshua Ben Perachiah] estava o repelindo.  Ele foi, pendurou um tijolo, e se prostrou perante ele.
 
[Yeshu] disse a [R. Yehoshua Ben Perachiah]: Tu me ensinaste que qualquer um que peca e faz o outro pecar não é dado oportunidade de se arrepender.
 
E o mestre disse: Yeshu praticou magia e enganou e fez Israel se desviar."

 
Como vemos aqui claramente, esse Yeshu nem era originalmente um judeu por nascimento, mas uma pessoa convertida ao Judaismo. O absurdo das alegações anti-semitas de que o Talmud ofende Yeshua chegam a tal ponto que se contradizem: Ora, se o Talmud o acusa de ser um mamzer (bastardo), como relata história de sua conversão? Por definição, um mamzer é um judeu de nascimento, e não um prosélito.
 
Outro problema está no fato de que João Hyrcanus viveu cerca de 100 anos ANTES DA ERA COMUM (vide "A Enciclopédia da Cronologia Judaica" - Tannenbaum, Gershon - p.87). Além disso, não há qualquer relato de Yeshua teria ido com um rabino a Alexandria. Claramente, esse Yeshu não é Yeshua!
 
Yeshu, em sendo uma abreviação de Yahushua (Josué), era um nome extremamente comum no meio judaico. De fato, até hoje a repetição de nomes é algo notório nas comunidades judaicas. Para ilustrar o fato, costumo dizer brincando que se alguém entrar numa sinagoga e disser: "Telefone urgente para o Yossef", umas 10 pessoas sairão apressadamente do recinto.
 
3 - Yeshua Queimando no Inferno?
 
"Gitin 57a diz que Yeshua está no inferno, queimando em excremento quente."
 
O texto de Gitn 57 fala da conversão de Onkelos Bar Kalonikus, sobrinho do emperador Tito. O texto então descreve que antes de se converter, Onkelos invocou os espíritos de alguns vilões da história de Israel, entre eles Bi'lam e Yeshu. Agora, vejam vocês, além de termos provado que o Yeshu do Talmud não era Yeshua, ainda há outro problema com esse raciocínio: Se Bi'lam era um codinome para Yeshua no Talmud, como é que aqui Onkelos aparece invocando o espírito tanto de um quanto de outro? Não faz o menor sentido...
 
V - Acusação #4 - O Talmud diz Yeshua Praticou Magia e Miriyam era uma adúltera
 
"Os Tratados Shabat 104b e Sanhedrin 67a dizem que Yeshua praticou magia e que Miriyam era uma adúltera"
 
Novamente, Miriyam era um nome comum no meio judaico. Basta ver que temos mais de uma Miriyam no NT.
 
Vamos ver o texto em questão:
 
"É dito: R. Eliezer disse aos sábios: Acaso Ben Stada não trouxe feitiçaria com ele do egito em um corte que fez em sua pele? Eles disseram a ele: Ele era um tolo e tu não podes trazer prova de um tolo.
 
Ben Stata é Ben Pandira.
 
R. Chisda disse: O marido era Stada e o amante era Pandira.
 
[Não,] o marido era Papos Ben Yehudah e a mãe era Stada.
 
[Não,] a mãe era Miriyam, a cabelereira de mulheres [e era chamada de Stada]. Como dizemos em Pumbedita: Ela se desviou [Stat da] de seu marido.
"
 
Como vemos aqui, é um absurdo dizer que essa passagem se refere a Yeshua! Primeiramente, o personagem aqui é conhecido como "Ben Stada" ou "Ben Pandira", ou seja, filho de Stada ou de Pandira. Isso porque há dois "Yeshus" hereges no Talmud. Um chamado "Yeshu Ben Stada" e outro "Yeshu Ben Pandira." A discussão aqui é a qual deles o texto se referia. Repare que não há nenhuma menção de um "Yeshu Ben Yossef" - certamente que se houvesse uma tentativa de associação a Yeshua, eles o citariam da forma que era conhecido.
 
Em segundo lugar, Yeshua nunca esteve no Egito quando de idade adulta. Em terceiro, a Miriyam nunca foi cabelereira. Claramente aqui, essa Miriyam não é a Miriyam mãe de Yeshua, nem tampouco o filho a quem se referem é Yeshua. Se formos por esse raciocínio, a concidência de nomes poderia ser usada para supor que fosse Miriyam irmã de Moshe.
 
VI - Acusação #5 - O Talmud diz que Yeshua Morreu por Idolatria
 
"Sanhedrin 67a diz que Yeshua morreu por idolatria, pendurado na cruz em Pessach"
 
Na realidade, o texto discute a pena de morte. Vejamos o que diz:
 
"... As testemunhas que o ouvem trazem-no para fora da corte e o apedrejam. E assim o fizeram a Ben Stada em Lud, e o penduraram na véspera do Pessach."
 
Os problemas: Primeiramente, assume-se erroneamente aqui que Yeshua seja "Yeshu Ben Stada", possivelmente por causa do item anterior.
 
Em segundo lugar, Yeshua não morreu em Lud. Lud era uma cidade em Bavel (Babilônia), e não em Israel. Em terceiro lugar, Yeshua nunca foi apedrejado. Claramente, não é referência a Yeshua.
 
VII - Acusação #6 - O Talmud diz que Yeshua foi Morto porque Praticou Feitiçaria e Enganou Israel
 
"Sanhedrin 43a diz que Yeshua foi morto por praticar feitiçaria e enganar Israel, na vérspera de Pessach"
 
O texto na realidade discute a morte de um dos Yeshus. Vejamos o que diz:
 
"Na véspera do Pessah eles penduraram Yeshu e o arauto saiu por quarenta dias anteriormente declarando que [Yeshu] seria apedrejado por praticar magia negra e por encantamento e por desviar Israel... Yeshu era diferente porque ele estava próximo do governo."
 
Os problemas: Ambos os "Yeshus" viveram cerca de um século antes de Yeshua! Esse é o primeiro problema. O segundo é que o Talmud relata duas mortes diferentes para os dois "Yeshus" que são mencionados, o Ben Stada e o Ben Pandira. Yeshua não poderia ser os dois! O terceiro problema é que na época de Yeshua, o Sanhedrin já não tinha mais autoridade para executar pena de morte - Roma não mais o permitia. Já na época de Yeshu (1 século antes), isso era lícito. Por isso, quem executou Yeshu foram os judeus. Quem executou Yeshua foram os romanos. O quarto é que, novamente, Yeshua nunca foi apedrejado.
 
Outro problema: O texto diz que Yeshu tinha ligações com o governo. Claramente, isso se refere ao passado pré-conversão de Yeshu, que, como vimos, era um prosélito. O NT jamais faz qualquer menção a Yeshua sendo próximo do governo romano. Muito pelo contrário, se o fosse, não teria sido morto pelo mesmo. Claramente, a passagem não se refere a Yeshua.
 
VIII - Acusação #7 - O Talmud diz que 5 discípulos de Yeshua foram mortos por crimes contra o Eterno
 
"Sanhedrin 43a diz que os discípulos de Yeshua foram mortos por crimes contra o Eterno"
 
Na realidade, o texto se refere a Yeshu Ben Pandira. Já vimos que ele não tem qualquer conexão com Yeshua. Vamos ao texto:
 
"Yeshu tinha cinco discípulos - Matai, Nekai, Netser, Buni e Todá."
 
O problema: O único discípulo de mesmo nome de um dos discípulos de Yeshua é Matai, que é a forma aramaica de Matitiyahu (Mateus). Contudo, era um nome muito popular na época, devido a Matitiyahu, o hasmoneu, um dos grandes heróis comemorados em Chanuká. Fora ele, temos Todá que poderia talvez ser Tadei (Tadeu) ou Tomá, se quisermos forçar a barra. Mesmo assim, temos 3 nomes absolutamente inexistentes no NT. Além disso, Yeshua teve 12 discípulos, como sabemos, e não 5.
 
IX - Acusação #8 - O Talmud diz que Yeshua era um Curandeiro
 
"Tosefta Chulin 2:23 diz que Yeshua era um curandeiro e que seus discípulos invocavam seu nome para curar."
 
Vamos ao texto:
 
"Certa vez ocorreu que R. Elazar Ben Damá foi mordido por uma cobra, e Ya'akov do vilarejo de Sechania veiou curá-lo em nome de Yeshu Ben Pandira, mas R. Yishmael não o permitiu."
 
O problema: Como vimos, Yeshu Ben Pandira não é Yeshua, mas um personagem que viveu muitos anos antes.
 
X – Acusação #9 – O Talmud diz que Yeshua o Nazareno praticou Magia e Enganou Israel
 
"Sanhedrin 107b e Sotá 47a dizem que Yeshu o Nazareno praticou Magia e Enganou Israel"
 
Na realidade, já vimos o texto em questão em outro item, e como se refere a Yeshu Ben Pandira, que nem judeu de nascimento era. Na realidade, o texto diz:
 
"E o mestre disse: Yeshu [Ben Pandira] praticou magia e enganou e fez Israel se desviar."
 
Ocorre que em 1 manuscrito. Em 1 e SOMENTE UM manuscrito, o texto mostra "Yeshu haNotzri". Os próprios rabinos concluem que foi uma adição maliciosa de um escriba para associar essa figura a Yeshua. Contudo, não faz parte do texto original. Culpar os autores do Talmud seria tão falacioso quanto culpar a Yochanan (João) pelas traduções equivocadas que igualam os "moradores da Judéia" com os judeus.
 
XI – Os 2 Yeshua do Talmud
 
Vejamos um resumo dos dois Yeshus do Talmud, e o porquê de não poderem ser Yeshua:
 
1 – Yeshu Ben Pandira:


- Viveu cerca de 80 anos antes de Yeshua nascer
- Estudou com R. Yehoshua Ben Perachiah
- Não era judeu de nascimento
- Foi perseguido, e fugiu para o egito, retornando como idólatra
- Tinha "costas quentes" com o governo Romano
- Tinha 5 discípulos
- O pai se chamava "Pandira", e não Yossef
 
2 – Yeshu Ben Stada


- Viveu cerca de 100 antes de Yeshua
- Trouxe magia do Egito
- Sua mãe, chamada Miriyam (ou Stada), era uma cabelereira
- Seu pai se chamava Stada ou Pappos.
- Executado na Babilônia, em Lud, e não em Israel
 
Vemos que é IMPOSSíVEL que qualquer dois dois se refira a Yeshua. As descrições simplesmente não batem com qualquer referência neo-testamentária ou histórica de Yeshua Ben Yossef.
  
XII – Conclusão
 
A alegação de que o Talmud conteria ofensas a Yeshua tem origem no anti-semitismo católico e foi freqüentemente utilizada para perseguição aos judeus. Lamentavelmente, tal alegação tem sido, por pura ignorância, repetida por muitos no meio cristão, messiânico, nazareno e, pasmem, até mesmo no meio judaico!
 
Espero que esse artigo possa contribuir para esclarecer, de uma vez por todas, essa questão, de modo a evitar um crescente sentimento de anti-semitismo em nosso meio.

Seu pai se chamava Stada ou Pappos.
- Executado na Babilônia, em Lud, e não em Israel
 
Vemos que é IMPOSSíVEL que qualquer dois dois se refira a Yeshua. As descrições simplesmente não batem com qualquer referência neo-testamentária ou histórica de Yeshua Ben Yossef.
  
XII – Conclusão
 
A alegação de que o Talmud conteria ofensas a Yeshua tem origem no anti-semitismo católico e foi freqüentemente utilizada para perseguição aos judeus. Lamentavelmente, tal alegação tem sido, por pura ignorância, repetida por muitos no meio cristão, messiânico, nazareno e, pasmem, até mesmo no meio judaico!
 
Espero que esse artigo possa contribuir para esclarecer, de uma vez por todas, essa questão, de modo a evitar um crescente sentimento de anti-semitismo em nosso meio.


 
 


Shema Israel Adonai Elohenu Adonai echad!
Ouve, ó Israel, o Senhor nosso D-us é o único Senhor


 
 




 


--- Em qui, 13/3/08, Ferreira <alcysb@...> escreveu:

De: Ferreira <alcysb@...>
Assunto: Yeshúa é MASHIAH e foi nascido de uma virgem, como Rashi havia dito:
Para: cleberdeandrade@...
Data: Quinta-feira, 13 de Março de 2008, 10:54



Ferreira <alcysb@...> escreveu:
Para: mjbi-brasil@...
De: Ferreira <alcysb@...>
Data: Thu, 13 Mar 2008 10:02:53 -0300 (ART)
Assunto: Re: [mjbi-brasil] Yeshúa é MASHIAH e foi
nascido de uma virgem, como Rashi havia dit
o:

Shalom Tony
 
Por gentileza  poderia lê esses  dois  texto do Joseph Shula e  depois ler   um que foi postado pelo HaTalmid?

Parece que os textos não concordam...
 
 
Talmud  1 e 2
Rav Rabino Joseph Shulam
  
 
 
O Talmud x Yeshua?
Por Sha'ul Bentsion
 
 
 
 
Tony <tony_clecio@ yahoo.com. br> escreveu:
Shalom Ferreira.
 
David Flüsser, em seu livro Jesus, cita que a palavra Yeshu, poderia ser também um sotaque da região da galiléia.
Assim como o mineiro "come" algumas letras em sua linguagem coloquial, assim também ocorreu com a região da Galiléia.
Um fato interessante e registrado no Brit Chadashah é quando Kefa é denunicado como discípulo de Yeshua. "O teu jeito de falar te denuncia".
É só um comentário sobre a questão do nome Yeshu.
 
Um abraço.
 
Tony
----- Original Message -----
From: Ferreira
Sent: Wednesday, March 12, 2008 5:00 PM
Subject: [mjbi-brasil] Yeshúa é MASHIAH e foi nascido de uma virgem, como Rashi havia dito:

Shalom a todos
 
Achei esse texto que salvei em meu pc há muito tempo atrás.
 
 
O Tamud diz:


Este homem é o Rei Messias de e de quem é dito no Salmo 2:7.



Tu és meu Filho, hoje te gerei...

12 Beijai o Filho, para que não se ire, e pereçais no caminho; porque em breve se inflamará a sua ira. Bem-aventurados todos aqueles que nele confiam.




Paulo quando pregava ao Mashiach nas sinagogas, declarando que “Ele é o Filho de Deus†(Atos 9:10, 13:33, Heb 5:5).

Os judeus não acharam estranho no termo “Filho de Deusâ€. Apenas mais tarde, para impedir a influência cristã, alguns rabinos disseram que o Salmo 2 não se aplica ao Mashiach e que as palavras hebraicas “nasku bar†não significa “beija o filhoâ€, mas qualquer outra coisa.

Entretanto os antigos exegetas judeus (os Targuns, o Talmude etc.) entendiam que este capitulo referia-se ao Mashiach.

O “Santo Zohar†diz:


“Este é o pastor fiel; de ti é dito ‘Beija o Filho’; tu és o Príncipe dos Israelitas, o Senhor da terra...o Filho do Altíssimo, o Filho de Deus Santo...e gracioso Shekinah."


Então outra pedra nos sapatos dos rabinos mais tarde colocaram no caminho da evangelização dos judeus, foi o Nascimento Virginal


Isaías


7:14. Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel.


De acordo com alguns rabinos este fato é impossível de ter se cumprido em Yeshúa porque esta uma profecia obedece a um momento histórico e que foi cumprida em Acaz.

Uma outra objeção que alguns rabinos que a este uso da profecia que o verso de Isaias diz ALMAH que no hebraico significa mulher jovem.


Diz o rabino:

Aqui diz ALMAH (uma mulher jovem) que conceberá e dará a luz a um filho. Não diz: BETULAH que significa a virgem.


Rashi (França, século XI) um dos comentaristas mais proeminentes do Torah, também se chama Shlomo ben Yitzjaki disse deste versículo:

“uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel..â€

Diz Rashi desta passagem de salmos 2:


Tu és meu Filho, hoje te gerei...

12 Beijai o Filho, para que não se ire, e pereçais no caminho; porque em breve se inflamará a sua ira. Bem-aventurados todos aqueles que nele confiam.


“Isto significa que nosso criador estará entre nós. E isto é o sinal: A pessoa que concebera será uma menina que nunca em sua vida teve relações sexuais...E sobre esta concepção o Ruah Akodesh (Espírito Santo) tem poder...â€


------------ --------- --------- --------- ------


Isaías 9:6 prediz claramente a vinda do Redentor, o “Deus Poderoso†.

Todavia os rabinos, que discordam, mais tarde insistem que um Messias – Deus (divino) não está em conformidade com a Tora Judaica.

Mas o Targum de Jerusalém e o Midrash (sobre Deiteronômio 2:4) relacionam este verso ao Messias. Filho de Deus:


“Recitarei o decreto: O Senhor me disse:

Tu és Meu Filho; Eu hoje Te gereiâ€
(Salmo 2:7)


Em Atos 4:23-31 acha-se registrado o Salmo 2:1,2, e aplicando-o especificamente ao Senhor Yeshua Hamashiach.



A palavra de AlmaH cumpre também duas características.


1) É uma mulher nova, mais do que doze anos e menor de dezoito anos.

2) É uma virgem que nunca teve relações sexuais.


Esta palavra de Almah aparece no Torah em quatro oportunidades:

1) Bereshit. (genesis) 24:43.


Falando sobre a pessoa de Rivka, que foi mais tarde a esposa de Itzjak.


2) Mishley (Proverbios) 30:19.

19 o caminho da águia no ar, o caminho da cobra na penha, o caminho do navio no meio do mar, e o caminho do homem com uma virgem.


3)Shemot (Exodo 2:8.)


Faz uma referência a Mirian, uma irmã mais velha de Mosés.


4) Yeshayahu. (Isaiah) 7:14.

14 Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem (ha-Almah) conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel.


Plural desta uma palavra é Alamoth.

Na Torah somente este plural é encontrado cinco vezes. Destes, três fala sobre donzelas. Ex:

Tehilim (Salmos) 68:26; Cantares 1:3; Cantares 6:8;


A outra se refere a instrumentos musicais.


Tehilim Crônicas15:20 (do Salmos) 46:1 e 1.



Que diziam alguns judeus do nascimento do Mashiach no século três?


O livro blásfemo Toledôt Yeshu, é tão velho quanto o Brit Chadasha, foi elaborado 300 anos de D.C. Este livro diz que Mirian(María) teve amores com Yojanan (João), também ele diz que Mirian foi violentada por um soldado romano chamado pandera e que teve Yeshu.

A palavra de Yeshu (é uma maldição rabinica) é acróstico que significa:

E - Yimach.

SH - Shemo.

U – Uzzicono


Para que seu nome possa ser apagado e esquecido para sempre (Talmud B. Sanedrin 106 ) este livro também diz:

Yeshu e Judas Iscariote roubaram o santo nome de Hashen entrando no templo, e com isto fizeram milagres e voaram em um tapete e colocou o seu semen sobre as nações.


Aquila (D.C. 80-135) converteu ao Judaísmo, depois para Cristianismo, e então de volta para o Judaísmo. Enquanto um "Cristão," ele foi excomungado da comunidade por insistentemente se recusar a deixar da astrologia, magia, e necromância. Ele afirmou que Jesus era o "filho bastardo de Maria e um soldado romano loiro de descendência germânica".

Igualmente Symmachus e Theodotion (Teodócio) tiveram um pouco de visões menos-que-ortodoxas e, junto com Aquila, mexeram com profecia messiânica. Eles substituíram parthenos (“virgem") por neanis (“mulher jovemâ€) e buscaram distorcer as Escrituras de forma que isto seria mais compatível com a visão Ebionita deles.

O Talmude (Sabbat 104 C , Sanedrin 67a) um de os livros religiosos mais importantes do judaísmo menciona o seu nome como bem pandera que esta obedece a uma história que passou de boca na boca, e um pagão chamado de Celso, em torno do ano 178, e que este tinha ouvido de um judeu a seguinte coisa:

Mirian (Maria) foi repudiada por seu marido um carpinteiro, em seguida teria sido convencido da infidelidade da união. Então ela foi para um local e deu a luz a Jesus, cujo pai era um soldado guerreiro chamado Pandera.

Isto foi na época do Simón Ben Sheta. No ano 200 D.C. E Simón Ben Sheta foi quem inventou tudo isto para ridicularizar o que ensina o Brit Chadasha e para afirmar que Yeshua não é o Mashiach e nem de perto pode ter sido nascido de uma virgem.



Como puderam fazer tais afirmações?

Os cristãos falavam de Jesus como sendo “O Filho de Deus†e filho de uma virgem e os judeus se apoiaram nestas afirmações para difama-la. Transformaram- se eco desse mistério e mais tarde usaram-no para os seus fins.

Mas a palavra Parthenos, no gregos significa realmente virgem. E esta palavra foi distorcida pelos judeus modernos. Com a ridicularizaçã o daqueles judeus chamado o filho da virgem de ben pandera e que em sua língua poderia ser traduzido como filho de pandera e etc...



Porem a Torá repudia isto porque diz em:


Bereshit(Genesis) 24/16.

16 A donzela era muito formosa à vista, virgem, a quem varão não havia conhecido; ela desceu à fonte, encheu o seu cântaro e subiu.


E a Torah diz:

betula,quer dizer uma virgem que nenhum varão não havia ainda conhecido.


Mais outros rabinos dizem. BETULAH SHLEMA, quer dizer Virgem perfeita.


Por outro lado neste mesmo capítulo de Gênesis 24 que no verso 16 fala de Rivkaé como Betula, no versículo 43 mais abaixo ela é descrita também como Ha Almah:

HA ALMAH HA YOTZET LISHOV

Bereshit(Genesis) 24/43...


pois, que a donzela que sair para tirar água, a quem eu disser: Dá-me, peço-te, de beber um pouco de água do teu cântaro,


O que quer dizer que Neste exemplo na Torah, nós podemos compreender que a palavra ALMAH e o BETULA têm o mesmo significado.


No versículo 16 do gênesis 24, é dito que Rivka é Betulah e no versículo 43 ela é chamada de Almah e isto bem significa que ambas as palavras são sinônimos! Ou (Virgem).

De acordo com a regra da interpretação bíblica hebraica chamada de GEZEIRA SHAVA, que está ali para resolver passagens difíceis de entender que diz:

“Uma palavra explica a outra que não está muito clara de compreender e embora não seja necessariamente a mesma, como as duas palavras são explicativas para descrever a um mesmo caso ou uma circunstância, e estas palavras chegam a ser compreendida como similar (sinônima) uma da outra, porque este é o significado de BETULAH e de ALMAH nesta passagem da Torah específica. “


Se o Tanack (Biblia) tem razão em dizer que se Betulah e Almah são sinônimos , então a objeção que dão os rabinos não crentes a profecia de Yeshayahu (Isaiah) 7:14 não tem nenhum fundamento bíblico!.


Yeshúa é MASHIAH e foi nascido de uma virgem, como Rashi havia dito:

“Isto significa que nosso criador estará entre nós. Amém ...

E isto é o sinal: A pessoa que concebera será uma menina que nunca em sua vida teve relações sexuais...E sobre esta concepção o Ruah Akodesh (Espírito Santo) tem poder...â€


------------ --------- --------- --------- --------- --------

Traduzido do Espanhol para o Português por Goldtrade (Elysilva) e Compilado através desta página na internet:


Edrey Brito: rabino auxiliar Congregación Bet El Shadai, Caracas


http://www.mesianic os.com/estudios/ alma.htm

Shalom


 
 


Shema Israel Adonai Elohenu Adonai echad!

 
 
Baruch Atá Adonay Eloheynu Melech haolam ve baruch Yeshua HaMashiyach Melech hayehudiym!! !!!!!




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#11222 From: "Prata" <juarezpal@...>
Date: Mon Dec 28, 2009 3:18 pm
Subject: Considerações
juarezpal
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Considerações.
Hoje cada vez mais pessoas estão convencidas de que a Doutrina de Cristo, como é
conhecida, pouco tem a ver com os ensinamentos originais de Jesus.
As pesquisas dos historiadores nestes últimos dois séculos deixaram poucos
espaços para os "mistérios" Cristãos, sendo comprovado que o Cristo da Igreja
estabelecida não tem quase nada com o Jesus Histórico.
Adolf Hanack  aponta um dilema fundamental para os Cristãos atuais: "O Evangelho
existente já tinha sido mascarado pela filosofia grega no século IV, pelo que
coube aos historiadores  a missão de lhe  arrancarem a mascara, revelando assim
como os contornos iniciais da Doutrina subjacente tinham sido diferente".
Hanack  diz ainda: " A mascara  adquire vida  -- a Trindade, as duas naturezas
de Cristo, a infalibilidade a todas as proposições que circundam estes dogmas, 
foram produtos de decisões e de situações históricas e podem se revelar bastante
diferentes ... no entanto ... mas tarde ou mais cedo, produto ou força
remodelada, o dogma persiste o que tinha sido desde o principio, um mau hábito 
de intelectuação que ou Cristãos adquiriram com os Gregos".
O Cristianismo se sustentava numa revelação especial feita a Igreja, a "Noiva de
Jesus", sendo que o Frei Fulgentio foi duramente repreendido pelo Papa em uma
carta: "Pregar as Escrituras é uma coisa suspeita; aquele que seguir de perto as
Escrituras arruinara a fé Católica". Em outra carta subseqüente, o Papa é mais
explicito, advertindo contra uma insistência exagerada nas Escrituras: " as
quais são livros que destruirão a Igreja Católica se alguém os tomar por guia".
O abandono efetivo dos ensinamentos de Jesus deveu-se em grande parte à completa
obscuridade que rodeia a sua realidade histórica. A fé em Jesus - homem,
transformado em Cristo místico, não se identifica necessariamente com a fé na
ressurreição de Cristo.  Em quanto seus seguidores baseavam suas vidas nos
exemplos de Jesus, Paulo, Cristianismo Paulino, baseou-se na crença de um Cristo
supostamente crucificado que desvalorizou a vida e o ensino de Jesus enquanto
vivo.
Os autores dos quatro Evangelhos aceitos descrevem um Jesus diferente daquele
que pode ser identificado na realidade histórica.
Heinz diz: "Se a investigação histórica fosse capaz  de provar que existe uma
antítese irreconciliável  entre o Jesus histórico e o Cristo tal como é pregado
e, portanto, que a crença em Jesus não se fundamenta no próprio Jesus, isso
seria não só absolutamente fatal em termos teológicos, como diz  N.A. Dhal  ,
mas significaria o fim de toda a Doutrina de Cristo. No entanto, eu estou
convencido de que, mesmo assim, nós, teólogos, seriamos capazes de encontrar uma
saída – houve alguma ocasião em que não o tivéssemos conseguido? Mas, ou estamos
a mentir agora, ou estivemos  a mentir outrora".
Seguem outras considerações oportunamente.
SHALOM
Texto baseado no livro de Muhammad À ta  Ur-Rahim "Jesus Profeta do Islão" 
Editora Al  Furqán

#11221 From: Juarez Prata <juarezpal@...>
Date: Sun Dec 27, 2009 12:50 am
Subject: O embuste
juarezpal
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Muito boa explanação Giliardi, muito boa. Falta o restante da "turma" partir da para desenvolver-mos o tema já que os outro proposto pela Ayla e eu naufragou.
SHALOM   
 
Juarez Prata de Almeida
Belém; Pará



De: Giliardi Rodrigues <giliardi.rodrigues@...>
Para: JesusHistorico@yahoogroups.com
Enviadas: Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009 20:38:14
Assunto: Re: [JesusHistorico] O embuste

 

Shalom,



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#11220 From: Giliardi Rodrigues <giliardi.rodrigues@...>
Date: Wed Dec 23, 2009 11:38 pm
Subject: Re: O embuste
giliardi.rod...
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Shalom,

Como meu tempo está corrido, quase não tenho tempo para aprofudar nos temas do forum, mas estou lendo os postes colocados.

com relacao a questao de Isaias 7:14 - vou deixar um trecho que escrevi a muito tempo no meu blog -  segue o texto abaixo:

Muitos judeus vão dizer que este texto não tem nada haver a respeito do Messias, pois no original hebraico não fala que é uma virgem que dará luz ao um filho e sim um moça, pois a palavra para virgem é betulah e este texto no original está escrito almah. Esse debate é levantado por grupos de judeus que não crêem em Jesus (Yeshua) como messias. Vamos analisar o Texto?

Isaias 7:14
-
לכן יתן ×דני ×”×•× ×œ×›× ×ות ×”× ×” העלמה הרה וילדת בן וקר×ת שׂמו עמנו ×ל  <  hebraico

lâkhên yittên 'adhonâyhu' lâkhem 'oth hinnêh hâ`almâh hârâh veyoledheth bên veqârâ'th shemo`immânu'êl – transliterado do hebraico para o português

De fato a palavra que aparece no original hebraico é almah, que quer dizer moça e não virgem, a palavra para virgem em hebraico seria betulah. Mas o mais intrigante é que os grandes sábios judeus dizem que almah e betulah têm o mesmo significado, essa diferenciação é apenas levantada por judeus que dizem que Jesus não nasceu de uma virgem. Porém temos diversas passagens ao longo da bíblia que as duas palavras são sinônimas. Ex 2:8 – Pv 30:19 – Gn 24:43.

Outra prova para comprovar que de fato esse texto se refere a uma virgem é a LXX, a septuaginta é uma tradução da bíblia hebraica para o grego e foi escrita por 70 grande sábios judeus no período do exílio, ou seja, muito antes de Jesus nascer. Vamos saber o que esses 70 sábios judeus pensavam a respeito deste texto?

δια τουτο δωσει κυÏιος αυτος υμιν σημειον ιδου η παÏθενος εν γαστÏι εξει και τεξεται υιον και καλεσεις το ονομα αυτου εμμανουηλ – Isaias 7:14

παÏθενος = partenós = virgem

Está mais que esclarecido que os judeus que sabiam a língua grega associavam a palavra almah e betulah a palavra partenós que significa virgem, portando fica descartado a possibilidade do texto de Isaias 7:14 está tratando de outro assunto que não fosse o nascimento do messias através de uma virgem.

Nessa primeira parte ficou esclarecido que o messias teria que nascer de uma mulher para cumprir a palavra de D'us em Gn 3:15 e a profecia de Isaias 7:14.


2009/12/23 Juarez Prata <juarezpal@...>
 

Como a lista está parada mesmo, estou enviando capítulos que a Igreja de Roma adulterou para que os profetas judaicos predissessem a vinda de Jesus.
 Profeta Isaías - Capítulo 7 versículo 14
Navi Yeshayáhu - Prophet Isaias


Profeta Isaías 7:14 - Eis pois que o Eterno, Ele mesmo, vos dará um sinal: eis que a moça grávida dará à luz um filho e o chamará Imanuel ('D'us está conosco')


 

Alegação missionária:

Que o verso 14 justifica o nascimento de Jesus, de Nazaré  através de uma virgem de acordo com a descrição de texto não judaico.

Contexto da Passagem:

O versículo relata um sinal que o Eterno dará ao Rei Achaz (Acaz). O nascimento de uma criança, que aconteceu no mínimo 700 anos antes de Jesus.

Resumo para entendimento:

1 - O Reino de Efraim (norte) se aliou ao rei de Aram (Retsin) na tentativa de se livrar do perigo assírio (Is-7:2). O Reino de Judá (sul) não participou da aliança com o Reino de Efraim e Aram. Estes dois reinos temendo que o reino do sul (Judá) se tornasse aliado da Assíria, resolveram atacar (Judá) para remover do trono o Rei Achaz (Acaz) e colocar em seu lugar o filho de Tav'al, rei de Tiro. Achaz, presumindo e temendo um ataque da aliança do norte (Efraim e Aram) efetua uma verificação da reserva de água de Jerusalém (Is-7:3). No entanto o profeta Isaías vai ao encontro do Rei e o tranqüiliza que não haverá perigo pois, continua válida a promessa (do Eterno) que a dinastia do rei Davi será mantida, desde que confie nas providências divinas.(Is-7:4)

O Rei Achaz não deu crédito as promessas do Eterno feitas pelo profeta Isaías e pediu auxílio a Assíria. O profeta condenou este modo de agir do rei e proclamou que o Eterno estaria presente, que Ele (D'us) estaria ao lado do Reino do Sul (Judá), que "D'us Estaria Conosco" - Imanuel.

Assim, de acordo com o contexto do Capítulo 7:1-9 de Isaías conclui-se que, o Eterno promete um sinal ao rei Achaz e este sinal é justamente o filho do próprio rei, que está para nascer.

2 - Os missionários  descontextualizam o texto e não se preocuparam sequer com o tempo histórico do versículo

3 - Traduzem mal:

O correto no versículo é "D'us ESTà conosco" e não "D'us Conosco", que visa assim sustentar credos estranhos ao judaísmo;

Tradução grosseira da palavra almá (almah). A palavra hebraica "almah"  significa uma "jovem mulher" e não uma virgem, fato reconhecido por  estudiosos sério da bíblia. A palavra hebraica para virgem é "bâtul" e virgindade "batulim".

O versículo no original hebraico diz "ha'almah" , ou seja "a jovem mulher" - ou "a moça" como preferem alguns exegetas.

O texto diz "a jovem mulher" ou "a moça" e não diz "uma jovem mulher". Este "a" especifica que havia uma mulher em particular que era conhecida por Isaías como mostra o contexto do versículo:...eis que a moça grávida dará à luz um filho, bem diferente de, eis que uma moça grávida dará à luz a um filho.

4 - Os missionários  lêem assim o versículo para o judeu:

"Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel."

A palavra "virgem" não cabe neste contexto, tradução mal feita.

5 - Alguns missionários  argumentarão que numa tradução muito antiga da bíblia chamada de Septuaginta (versão dos 70), ¹72 grandes rabinos traduziram a palavra "almah", em Isaías 7:14 para "parthenos", palavra grega para "virgem". O problema desta afirmação é que  os 72 rabinos não traduziram o livro de Isaías, que hoje está incorporado a  edição ampliada da chamada Septuaginta, somente traduziram o 'Pentateuco', os cinco livros de Moisés. Outro inconveniente nesta afirmação é que  na própria Septuaginta, na tradução dos cinco livros de Moises, realizada pelos rabinos, exatamente em Gênesis 34:2-3 a palavra "parthenos" foi traduzida pelos sábios como uma referência a não virgens, a uma "jovem mulher" que tenha sido estuprada. Interessante acrescentar que na introdução da tradução da Septuaginta para o inglês assim consta: "O Pentateuco (traduzido pelos 70 rabinos) parece ser o texto melhor executado enquanto que Isaías é o pior traduzido"

Para o judeu pensar:

Nascimento de seres através de mulheres impregnadas por anjos e deuses não encontra respaldo na cultura judaica. A Torá ensina, "macho e fêmea Ele os criou".

Nas culturas egípcias, persas e greco-romanas e tantas outras temos diversos exemplos de semi-deuses que nasceram da impregnação de uma virgem. Tamuz, deus da Suméria e Fenícia, foi gerado por uma virgem, morreu com uma chaga no flanco e, três dias depois, levantou-se do túmulo e o deixou vazio com a pedra que o fechava a um lado. Belém era o centro do culto a Tamuz; Hórus, lutou durante 40 dias no deserto contra as tentações de Sata, a luz do mundo, o caminho, a verdade e a vida, batizado com água por Anup, representado por uma cruz, tinha 12 discípulos e fazia parte de uma trindade: Atom (o pai), Hórus (o filho) e Ra (o espírito santo); Mitra, gerado de uma virgem, em uma caverna, foi visitado por pastores que levaram-lhe presentes, era acompanhado por 12 discípulos, realizou a última ceia, enterrado em uma tumba ressuscitou três dias depois. Tarso (cidade de Paulo) era um dos focos de adoração a Mitra.

 

Nota

1 - Conta a “lenda†que o rei Ptolomeu II resolveu patrocinar a tradução da Torá ao grego. Contatou com o Sumo Sacerdote (Cohen Hagadol) que administrava o autogoverno judaico em Jerusalém, lhe solicitando que enviasse um grupo de sábios versados na Lei de Moisés (Torá) e que soubessem hebraico e grego, com condições de traduzir o texto da Torá. A tradução foi feita por setenta e dois sábios, colocados em quartos separados e sem poder se comunicar de nenhuma maneira durante o tempo que durou seu trabalho. Assim cada um realizou sua versão da tradução, absolutamente sem saber o que o outro fizera. Ao final as setenta e duas traduções eram absolutamente iguais. Não havia sequer um detalhe que as distinguisse. Esta versão da Bíblia hebraica foi denominada “A versão dos Setenta†ou Septuaginta. Origens judaicas do Cristianismo - Reflexões sobre a história das religiões - Parte I - Sérgio

 
Juarez Prata de Almeida
Belém; Pará


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#11219 From: Alexandre Ferreira <xandaoferreira@...>
Date: Fri Dec 25, 2009 1:29 am
Subject: RE: Desculpem-me
xandaoferreira
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Excelente exposição do Tanakh sobre YShaYahu 7:14,fico feliz em aprender nesse grupo.
 


Alexandre Ferreira


 

To: JesusHistorico@yahoogroups.com
From: juarezpal@...
Date: Wed, 23 Dec 2009 15:35:35 -0800
Subject: [JesusHistorico] Desculpem-me

 

Fico até sem vontade de postar e ver depois que as letras ficaram truncadas. O que me causa especie é que em nenhum outro grupo que participo isso acontece. Tenho uma idéia sobre isso: será que o grupo foi formado no Yahoo UUEE e não pelo Yahoo BR? 
 
Juarez Prata de Almeida
Belém; Pará


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#11218 From: "aloiziomonteiro" <aloiziomonteiro@...>
Date: Sat Dec 26, 2009 11:48 am
Subject: A proteção física ao líder cristão
aloiziomonteiro
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Notícias deste final de ano nos dão conta de que o Papa Bento XVI foi vítima de
uma tentativa de agressão física por parte de uma "mulher de vermelho".  O fato
ocorreu no dia 24-12-2009, na Praça da Basílica de São Pedro, em Roma;  a
agressora conseguiu transpor a grade de separação colocada no caminho por onde o
Papa se deslocava para ir rezar a Missa do Galo, e derrubou-o de sua cadeira,
atingindo também um arcebispo de 87 anos de idade, que, na queda, teve um fêmur
fraturado.

O fato nos traz à tona dois importantes papéis que eram desempenhados pelos Doze
seguidores de Jesus, nos seus deslocamentos:  o de proteção física ao Líder do
movimento do Caminho da Salvação (At 2, 47) e o de controle das multidões que O
seguiam (Mc 6, 39).

Embora os Evangelhos não sejam bastante explícitos sobre estas questões, uma
leitura atenta nos conduz à realidade de que Jesus não escolheu os Doze a esmo. 
De fato, após a Sua estréia triunfal na sinagoga de Cafarnaum (Mc 1, 21-22; Lc
4, 31-32), a fama de Jesus como Mestre se espalhou por toda a Galiléia (Mc 1,
28; Lc 4, 37)  --  o que certamente teve boa aceitação entre os pescadores do
lago de Tiberíades (Genezaré), os quais seriam pessoas imprescindíveis para o
Seu périplo seguro na Galiléia, antes de iniciar a jornada de Cesaréia de Filipe
a Jerusalém.  Assim, não foi pelo fato de Jesus ter realizado feitos miraculosos
ou mágicos que os primeiros discípulos aceitaram a convocação de O seguirem, mas
sim, pela admirável e profunda lição que eles tomaram conhecimento que Ele deu
na sinagoga de Cafarnaum, logo após ter saído do casamento em Caná da Galiléia e
se estabelecido com toda a Sua família, naquela cidade (Jo 2, 12).

Dentre os convocados por Jesus estavam alguns homens rudes, que tinham aptidões
apenas para três atividades:  pescar, servir de guarda-costas e organizar a
plebe.  Mas, em curto espaço de tempo, Jesus quis fazer deles "pescadores de
homens" (Mc 1, 17; Mt 4, 19; Lc 5, 10).

A dois deles, Tiago e João, conhecidos como os "filhos de Zebedeu", Jesus
sintomaticamente chamou-os de "filhos do trovão" (Mc 3, 17).  O livro dos Atos
dos Apóstolos (At 4, 13) nos mostra que eles eram "homens sem estudo e sem
instrução"   --  e o Terceiro Evangelho mostra como eles eram deveras
truculentos (Lc 9, 54).  Aos filhos de Zebedeu Jesus deu-lhes o codinome de
"Boanerges" (que, em nenhum outro momento, foi assim chamado pelos
Evangelistas).  Tanto a mãe deles (Mt 20, 20-21) como eles próprios (Mc 10,
35-37) reivindicavam que Jesus os colocassem à Sua direita e à Sua esquerda, num
evidente desejo de se tornarem os principais protetores de Sua integridade
física  --  o que deixou revoltados os outros discípulos (Mc 10, 41;  Mt 20,
24), que certamente viram nessa atitude a ambição de se postarem na linha direta
de sucessão, no comando das doze tribos de Israel que ansiavam ver
restabelecidas com o advento do Reino dos Céus.  (Vê-se, aqui, que o Papa Bento
XVI, nos seus deslocamentos, não deveria ser ladeado por idosos arcebispos,
fisicamente incapazes de segurar uma doentia mulher).

À frente deles, Jesus colocou o destemido pescador Simão, a quem deu o codinome
de "Pedro" (Mc 3, 16; Mt 10, 2; Lc 6, 14).  Admito que, às Suas costas, se
postava o outro Simão, o cananeu (Mt 10, 4), a quem chamavam de Zelota (Mc 3,
18; Lc 6, 15)  --  o que, por si só, já evidencia quem ele era.  Todos eles não
estavam ali para brincadeiras e nem para serem vistos como pessoas de alta
posição hierárquica.

Dos Doze, os outros oito discípulos tinham a missão de controlar a multidão,
como o fizeram no episódio da "multiplicação" dos pães e peixes, ao receberem
ordem de Jesus para dividi-la em grupos de cinqüenta (Lc 9, 14).  Deduzo que
todos eles se vestiam da mesma forma de Jesus, inclusive se valendo de um
costumeiro pano em forma de capuz, que servia para encobrir a cabeça e o rosto,
de forma que era complicado demais para alguém na multidão identificar qual
deles era o verdadeiro Jesus.  Assim, aproximar-se de Jesus (como o fez a
"mulher de vermelho", na tentativa de agressão ao Papa Bento XVI)  --  e,
sobretudo, chegar a tocar nEle ou mesmo em Suas vestes (Mt 9, 20-22)  --  era
tarefa muito difícil de ser realizada.

Por conta disso, os sacerdotes que conspiravam contra a vida de Jesus precisavam
contar com a ajuda de um traidor dentre os Doze, de forma a poderem efetuar com
segurança a Sua prisão e, assim, depois de um processo sumário e espúrio,
fazê-Lo morrer pelas mãos dos romanos, no mesmo dia de Sua prisão.

No caso dos anos 33 ou 36 d. C. (um deles foi o da crucificação de Jesus), a
Páscoa caiu numa Sexta-feira  --  e o Sábado subseqüente era Dia de Descanso. 
Pelo fato de que, nesses dias sagrados, o judeu não podia se deslocar por uma
distância que, em côvados, era equivalente a um quilômetro  --  sob pena de
morte por apedrejamento (Êxodo 31, 15)  --,  suponho que tenha ocorrido outro
fato atroz:  o Seu amigo Lázaro, juntamente com as suas irmãs Marta e Maria, que
moravam em Betânia (distante apenas a cerca de três quilômetros de Jerusalém),
não tomaram conhecimento de Sua morte e, por isso, não se fizeram presentes ao
sepultamento.

+  +  +

Estas últimas questões estão exploradas com mais profundidade nos capítulos IV e
XIV, do livro que pretendo publicar antes da partida.  Espero, por fim,
encontrar alguém disposto a discordar desta manifestação da livre expressão do
pensamento, desde que não o faça pelo ângulo da Fé, mas sim, pelo ângulo da
Razão, pois o que normalmente escrevo sobre o Novo Testamento é alicerçado na
admirável Lógica que nos foi legada pela Filosofia Grega.

Natal, 26-12-2009.
aloiziomonteiro@...

#11217 From: Aloizio Monteiro <aloiziomonteiro@...>
Date: Fri Dec 25, 2009 5:29 pm
Subject: Re: Idéias e Pessoas
aloiziomonteiro
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Olá, Juarez e Mário!
 
Por mais que andemos por este mundo afora, mais nos vem à mente aquilo que de melhor os gregos nos legaram:  a Filosofia.
 
Na matéria em foco estão em discussão o direito à livre expressão do pensamento e o famoso argumento ad hominem, tão comentado nesta Lista, nos últimos anos.  Isto é um sintoma que a filosofia grega (a Razão) prevaleceu sobre o egoísmo (outra palavra de origem grega para designar os que são contra a Humanidade).
 
No espírito do Natal, deixo aqui uma frase para reflexão:  "Todo mundo quer ser cantor, mas quase ninguém quer fazer parte de um coral, sobretudo se for de igreja".
 
Feliz Natal!
 
AloízioMonteiro.




--- Em ter, 22/12/09, Juarez Prata <juarezpal@...> escreveu:

De: Juarez Prata <juarezpal@...>
Assunto: [JesusHistorico] Idéias e Pessoas
Para: JesusHistorico@yahoogroups.com
Data: Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009, 15:16

 
Mário amigo, excelente dissertação. Podemos resumi-la na frase: "Posso não concordar com nada do que dizes. Mas defenderei até a morte teu direito de dizê-la."
Podemos combater, discutir, atacar as ideias deixando de lado os que as pronunciaram.
Feliz natal para todos os que comungam desta crença e que o ano novo seja prospero para todos.  
 
Juarez Prata de Almeida
Belém; Pará



De: Mario Porto <mphp@...>
Para: JesusHistorico@ yahoogroups. com
Enviadas: Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009 13:11:54
Assunto: [JesusHistorico] Idéias e Pessoas

 
Olá

Sempre defendi a prática que devemos discutir sempre as idéias e não as pessoas. No entanto, ao adotar essa prática sempre me lembrava de um exemplo clássico: Hitler. E então. Era só para discutir as idéias. Se o fizéssemos estaríamos perdidos.

Recentemente no Formspring.me, mais uma dessas redes sociais que se derivaram do Twitter, fiz essa pergunta para Paulo Ghirardelli alguém que se intitula como o filósofo de São Paulo (sic).

Vejam a pergunta e resposta, algo que é importante nos nossos debates:

Você não acha que às vezes é agressivo no Twitter deixando as idéias e concentrando- se nas pessoas, não seria sempre melhor discutir as idéias e não as pessoas? by MPHP

Não, não acho. Quem discute idéias sem pessoas é ou tonto ou hipócrita. Não existe um idéia andando sozinha e cada idéia tem implicações que levam as pessoas a lutar por elas, até a se matarem. Portanto ,não existe discussão que não seja pessoal. Os que dizem que existe ou são ingênuos demais ou são hipócritas e matreiros. Não quero ser ingênuo. Hipócrita não sou. Aliás, eu entendo que me pergunte isso, mas não entendo que possa, um dia, voltar a perguntar. Espero que isso se resolva na sua cabeça para sempre agora. Para tal vou dizer uma coisa que sempre digo, e que já disse aqui, em outras questões: a filosofia se articula a procedimentos que vem da parrhesia, ou seja, dos procedimentos de franqueza. Eles são diferentes em Sócrates e nos Cínicos; difentes em Epicuro e nos estócios. Mas, todos eles, procuram regras que os façam jamais fugir do discurso livre, franco, sincero. Guarde isso.

Postado por Mário Porto



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#11216 From: Juarez Prata <juarezpal@...>
Date: Wed Dec 23, 2009 11:35 pm
Subject: Desculpem-me
juarezpal
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Fico até sem vontade de postar e ver depois que as letras ficaram truncadas. O que me causa especie é que em nenhum outro grupo que participo isso acontece. Tenho uma idéia sobre isso: será que o grupo foi formado no Yahoo UUEE e não pelo Yahoo BR? 
 
Juarez Prata de Almeida
Belém; Pará


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#11215 From: Juarez Prata <juarezpal@...>
Date: Wed Dec 23, 2009 11:32 pm
Subject: Embuste III
juarezpal
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7 - ESTUDO DO EVANGELHO DE MATEUS - Isaias (Ieshiáhu) Cap. 9:1

7 - Estudo sobre Mateus Capítulo 4 Versículo 12 a 16

Judaísmo Messiânico Naõ Existe
O autor de Mateus para dar veracidade ao seu texto na Brit Cadashá (Novo Testamento) cita como referência o profeta Isaias (Ieshaiáhu) Capítulo 9 Versículo 1


Mateus 4:12-16:

Quando, pois, Jesus ouviu que João fora, retirou-se para a Galiléia. Deixando a cidade de Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, à margem do lago, nos confins de Zabulon e Neftali, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: A terra de Zabulon e de Neftali, região vizinha ao mar, a terra além do Jordão, a Galiléia dos gentios, este povo, que jazia nas trevas, viu resplandecer uma grande luz; e surgiu uma aurora para os que jaziam na região sombria da morte (Is: 9:1).

Isaías 9:1:

[1]... O povo que estava envolvido pela escuridão percebeu uma luminosidade; sobre os que viviam na terra das sombras da morte acendeu-se uma luz brilhante.

Para termos uma compreensão lúcida de Isaías 9:1 precisamos estudar a passagem a partir de Isaías 8:23 e 9:6

Isaias 8:23
Não se preocuparam da primeira vez, quando a terra foi devastada, quando a Assíria assestou um golpe mais doloroso, no caminho para o mar, além do Jordão, na região das nações....

Isaías 9:1:
... O povo que estava envolvido pela escuridão percebeu uma luminosidade; sobre os que viviam na terra das sombras da morte acendeu-se uma luz brilhante.

Isaías 9:6:
...para consolidar seu governo e para que sobre o trono de David e seu reinado não cesse jamais de haver paz, que será estabelecida e mantida através de justiça e retidão, desde agora e para todo sempre. O zelo do Eterno dos Exércitos há de tornar isto realidade.

Nestas passagens constam que no ano de 732 a.e.c., o rei da Assíria tomou os territórios da Galiléia e adjacências, incluindo Zabulon e Neftali. O povo do Reino do Sul temia o avanço assírio, mas o profeta Isaías mostrou que o Eterno libertaria os oprimidos e traria a paz. O que levou Isaías a esta luminosa esperança foi o nascimento do Emanuel (Isaías 7:14 - passagem estaduda anteriormente e também distorcida pelos missionários), que foi Ezequias, o filho herdeiro do rei Acaz.

O profeta Isaías previu um chefe sábio, fiel ao Eterno, de reinado duradouro e pacífico. Com esta atitude, Isaías ajudou a perpetuar a dinastia do rei Davi, que se estendeu até às regiões dominadas pela Assíria e organizou uma sociedade fundada no direito e na justiça. Assim, como já foi discutido anteriormente, a passagem de Isaías 9:1 trata de Ezequias, filho do rei Acaz, e não de Iehoshua de Nazaré. Ao citar Isaías 9:1, não houve nenhuma preocupação em se analisar o contexto da frase, pois isto é fundamental para o entendimento dela. Vale a pena acrescentar, mais adiante, nos versículos de Isaías 9:1-6, que a expressão [5]â€Pois nasceu entre nós uma criança, um filho nos foi dado†evidencia tudo o que foi explicado anteriormente, pois esta passagem não se refere a Iehoshua, mas a uma outra pessoa, que é a mesma pessoa de nome Emanuel, conforme Isaías 7:14.

 
Juarez Prata de Almeida
Belém; Pará


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#11214 From: Juarez Prata <juarezpal@...>
Date: Wed Dec 23, 2009 11:24 pm
Subject: Embuste II
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Estudo do Profeta Isaías - Capítulo 42 versículo 01
Navi Yeshayáhu - Prophet Isaias
 

Profeta Isaías 42:1 - Eis meu servo a quem Eu hei de apoiar; Meu eleito, em quem se delicia Minha alma; nele inculquei Meu espírito para que possa levar justiça a todas as nações.


Alegação missionária:

Que o servo descrito pelo profeta - baseado em texto não judaico -  é Jesus, de Nazaré.

Contexto da Passagem:

Mensagem de consolação e esperança para Israel (povo judeu).

Resumo para entendimento:

1 - Os missionários  cortaram o versículo, isolaram-no de seu contexto (a mensagem do Eterno para o povo de Israel) e o transladaram  sem cerimônia  para Jeus.  É interessante o judeu saber que o Mashiach ben David  não é tratado diretamente de servo em nenhum momento na Bíblia Hebraica.

2 - Ensinam erradamente  que os versos do capítulo 42 se referem á alguém. No caso dos missionários, o "servo" é Jesus, de Nazaré. O leitor judeu no entanto deve ficar atento, pois muito antes, lá atrás no capítulo 41, Isaías já informa quem é o servo no texto.

Não pergunte a ninguém e nem deixe que digam a você quem é o servo.  Pergunte a quem escreveu, ou seja, ao próprio Isaías. Quem é o servo? "Mas tu, ISRAEL, servo Meu;" (Isaías 41:8).

Considere muito que esta divisão em capítulos - 41 e 42 etc - do texto hebraico não é judaica. Com que objetivos separaram contextos?  Se isto não bastar  várias vezes em Isaías (sem mencionar Torá e outros profetas) Israel é tratado de servo diretamente em muitas ocasiões, como por exemplo em Isaías 41:9; 44:1; 48:20; 49:3; etc e em tantas outras vezes indiretamente.

Para o judeu pensar:

Se o servo mencionado por Isaías fosse mesmo Jesus, como explicar o não cumprimento do verso seguinte, Isaías 42:4, onde consta que: "...Não esmorecerá nem renunciará até conseguir estabelecer justiça na terra, e por sua Torá todos ansiarão...". A não ser que se considere Novo Testamento  como Torá não tem explicação á aplicação do mesmo a Jesus.

 


 
 
Juarez Prata de Almeida
Belém; Pará


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#11213 From: Juarez Prata <juarezpal@...>
Date: Wed Dec 23, 2009 11:23 pm
Subject: O embuste
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Como a lista está parada mesmo, estou enviando capítulos que a Igreja de Roma adulterou para que os profetas judaicos predissessem a vinda de Jesus.
 Profeta Isaías - Capítulo 7 versículo 14
Navi Yeshayáhu - Prophet Isaias


Profeta Isaías 7:14 - Eis pois que o Eterno, Ele mesmo, vos dará um sinal: eis que a moça grávida dará à luz um filho e o chamará Imanuel ('D'us está conosco')


 

Alegação missionária:

Que o verso 14 justifica o nascimento de Jesus, de Nazaré  através de uma virgem de acordo com a descrição de texto não judaico.

Contexto da Passagem:

O versículo relata um sinal que o Eterno dará ao Rei Achaz (Acaz). O nascimento de uma criança, que aconteceu no mínimo 700 anos antes de Jesus.

Resumo para entendimento:

1 - O Reino de Efraim (norte) se aliou ao rei de Aram (Retsin) na tentativa de se livrar do perigo assírio (Is-7:2). O Reino de Judá (sul) não participou da aliança com o Reino de Efraim e Aram. Estes dois reinos temendo que o reino do sul (Judá) se tornasse aliado da Assíria, resolveram atacar (Judá) para remover do trono o Rei Achaz (Acaz) e colocar em seu lugar o filho de Tav'al, rei de Tiro. Achaz, presumindo e temendo um ataque da aliança do norte (Efraim e Aram) efetua uma verificação da reserva de água de Jerusalém (Is-7:3). No entanto o profeta Isaías vai ao encontro do Rei e o tranqüiliza que não haverá perigo pois, continua válida a promessa (do Eterno) que a dinastia do rei Davi será mantida, desde que confie nas providências divinas.(Is-7:4)

O Rei Achaz não deu crédito as promessas do Eterno feitas pelo profeta Isaías e pediu auxílio a Assíria. O profeta condenou este modo de agir do rei e proclamou que o Eterno estaria presente, que Ele (D'us) estaria ao lado do Reino do Sul (Judá), que "D'us Estaria Conosco" - Imanuel.

Assim, de acordo com o contexto do Capítulo 7:1-9 de Isaías conclui-se que, o Eterno promete um sinal ao rei Achaz e este sinal é justamente o filho do próprio rei, que está para nascer.

2 - Os missionários  descontextualizam o texto e não se preocuparam sequer com o tempo histórico do versículo

3 - Traduzem mal:

O correto no versículo é "D'us ESTà conosco" e não "D'us Conosco", que visa assim sustentar credos estranhos ao judaísmo;

Tradução grosseira da palavra almá (almah). A palavra hebraica "almah"  significa uma "jovem mulher" e não uma virgem, fato reconhecido por  estudiosos sério da bíblia. A palavra hebraica para virgem é "bâtul" e virgindade "batulim".

O versículo no original hebraico diz "ha'almah" , ou seja "a jovem mulher" - ou "a moça" como preferem alguns exegetas.

O texto diz "a jovem mulher" ou "a moça" e não diz "uma jovem mulher". Este "a" especifica que havia uma mulher em particular que era conhecida por Isaías como mostra o contexto do versículo:...eis que a moça grávida dará à luz um filho, bem diferente de, eis que uma moça grávida dará à luz a um filho.

4 - Os missionários  lêem assim o versículo para o judeu:

"Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel."

A palavra "virgem" não cabe neste contexto, tradução mal feita.

5 - Alguns missionários  argumentarão que numa tradução muito antiga da bíblia chamada de Septuaginta (versão dos 70), ¹72 grandes rabinos traduziram a palavra "almah", em Isaías 7:14 para "parthenos", palavra grega para "virgem". O problema desta afirmação é que  os 72 rabinos não traduziram o livro de Isaías, que hoje está incorporado a  edição ampliada da chamada Septuaginta, somente traduziram o 'Pentateuco', os cinco livros de Moisés. Outro inconveniente nesta afirmação é que  na própria Septuaginta, na tradução dos cinco livros de Moises, realizada pelos rabinos, exatamente em Gênesis 34:2-3 a palavra "parthenos" foi traduzida pelos sábios como uma referência a não virgens, a uma "jovem mulher" que tenha sido estuprada. Interessante acrescentar que na introdução da tradução da Septuaginta para o inglês assim consta: "O Pentateuco (traduzido pelos 70 rabinos) parece ser o texto melhor executado enquanto que Isaías é o pior traduzido"

Para o judeu pensar:

Nascimento de seres através de mulheres impregnadas por anjos e deuses não encontra respaldo na cultura judaica. A Torá ensina, "macho e fêmea Ele os criou".

Nas culturas egípcias, persas e greco-romanas e tantas outras temos diversos exemplos de semi-deuses que nasceram da impregnação de uma virgem. Tamuz, deus da Suméria e Fenícia, foi gerado por uma virgem, morreu com uma chaga no flanco e, três dias depois, levantou-se do túmulo e o deixou vazio com a pedra que o fechava a um lado. Belém era o centro do culto a Tamuz; Hórus, lutou durante 40 dias no deserto contra as tentações de Sata, a luz do mundo, o caminho, a verdade e a vida, batizado com água por Anup, representado por uma cruz, tinha 12 discípulos e fazia parte de uma trindade: Atom (o pai), Hórus (o filho) e Ra (o espírito santo); Mitra, gerado de uma virgem, em uma caverna, foi visitado por pastores que levaram-lhe presentes, era acompanhado por 12 discípulos, realizou a última ceia, enterrado em uma tumba ressuscitou três dias depois. Tarso (cidade de Paulo) era um dos focos de adoração a Mitra.

 

Nota

1 - Conta a “lenda†que o rei Ptolomeu II resolveu patrocinar a tradução da Torá ao grego. Contatou com o Sumo Sacerdote (Cohen Hagadol) que administrava o autogoverno judaico em Jerusalém, lhe solicitando que enviasse um grupo de sábios versados na Lei de Moisés (Torá) e que soubessem hebraico e grego, com condições de traduzir o texto da Torá. A tradução foi feita por setenta e dois sábios, colocados em quartos separados e sem poder se comunicar de nenhuma maneira durante o tempo que durou seu trabalho. Assim cada um realizou sua versão da tradução, absolutamente sem saber o que o outro fizera. Ao final as setenta e duas traduções eram absolutamente iguais. Não havia sequer um detalhe que as distinguisse. Esta versão da Bíblia hebraica foi denominada “A versão dos Setenta†ou Septuaginta. Origens judaicas do Cristianismo - Reflexões sobre a história das religiões - Parte I - Sérgio

 
Juarez Prata de Almeida
Belém; Pará


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#11212 From: Juarez Prata <juarezpal@...>
Date: Tue Dec 22, 2009 5:16 pm
Subject: Idéias e Pessoas
juarezpal
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Mário amigo, excelente dissertação. Podemos resumi-la na frase: "Posso não concordar com nada do que dizes. Mas defenderei até a morte teu direito de dizê-la."
Podemos combater, discutir, atacar as ideias deixando de lado os que as pronunciaram.
Feliz natal para todos os que comungam desta crença e que o ano novo seja prospero para todos.  
 
Juarez Prata de Almeida
Belém; Pará



De: Mario Porto <mphp@...>
Para: JesusHistorico@yahoogroups.com
Enviadas: Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009 13:11:54
Assunto: [JesusHistorico] Idéias e Pessoas

 

Olá

Sempre defendi a prática que devemos discutir sempre as idéias e não as pessoas. No entanto, ao adotar essa prática sempre me lembrava de um exemplo clássico: Hitler. E então. Era só para discutir as idéias. Se o fizéssemos estaríamos perdidos.

Recentemente no Formspring.me, mais uma dessas redes sociais que se derivaram do Twitter, fiz essa pergunta para Paulo Ghirardelli alguém que se intitula como o filósofo de São Paulo (sic).

Vejam a pergunta e resposta, algo que é importante nos nossos debates:

Você não acha que às vezes é agressivo no Twitter deixando as idéias e concentrando- se nas pessoas, não seria sempre melhor discutir as idéias e não as pessoas? by MPHP

Não, não acho. Quem discute idéias sem pessoas é ou tonto ou hipócrita. Não existe um idéia andando sozinha e cada idéia tem implicações que levam as pessoas a lutar por elas, até a se matarem. Portanto ,não existe discussão que não seja pessoal. Os que dizem que existe ou são ingênuos demais ou são hipócritas e matreiros. Não quero ser ingênuo. Hipócrita não sou. Aliás, eu entendo que me pergunte isso, mas não entendo que possa, um dia, voltar a perguntar. Espero que isso se resolva na sua cabeça para sempre agora. Para tal vou dizer uma coisa que sempre digo, e que já disse aqui, em outras questões: a filosofia se articula a procedimentos que vem da parrhesia, ou seja, dos procedimentos de franqueza. Eles são diferentes em Sócrates e nos Cínicos; difentes em Epicuro e nos estócios. Mas, todos eles, procuram regras que os façam jamais fugir do discurso livre, franco, sincero. Guarde isso.

Postado por Mário Porto



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#11211 From: "Mario Porto" <mphp@...>
Date: Tue Dec 22, 2009 4:11 pm
Subject: Idéias e Pessoas
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Olá

Sempre defendi a prática que devemos discutir sempre as idéias e não as pessoas.
No entanto, ao adotar essa prática sempre me lembrava de um exemplo clássico:
Hitler. E então. Era só para discutir as idéias. Se o fizéssemos estaríamos
perdidos.

Recentemente no Formspring.me, mais uma dessas redes sociais que se derivaram do
Twitter, fiz essa pergunta para Paulo Ghirardelli alguém que se intitula como o
filósofo de São Paulo (sic).

Vejam a pergunta e resposta, algo que é importante nos nossos debates:

Você não acha que às vezes é agressivo no Twitter deixando as idéias e
concentrando-se nas pessoas, não seria sempre melhor discutir as idéias e não as
pessoas? by MPHP

Não, não acho. Quem discute idéias sem pessoas é ou tonto ou hipócrita. Não
existe um idéia andando sozinha e cada idéia tem implicações que levam as
pessoas a lutar por elas, até a se matarem. Portanto ,não existe discussão que
não seja pessoal. Os que dizem que existe ou são ingênuos demais ou são
hipócritas e matreiros. Não quero ser ingênuo. Hipócrita não sou. Aliás, eu
entendo que me pergunte isso, mas não entendo que possa, um dia, voltar a
perguntar. Espero que isso se resolva na sua cabeça para sempre agora. Para tal
vou dizer uma coisa que sempre digo, e que já disse aqui, em outras questões: a
filosofia se articula a procedimentos que vem da parrhesia, ou seja, dos
procedimentos de franqueza. Eles são diferentes em Sócrates e nos Cínicos;
difentes em Epicuro e nos estócios. Mas, todos eles, procuram regras que os
façam jamais fugir do discurso livre, franco, sincero. Guarde isso.


Postado por Mário Porto

#11210 From: "cepak2001br" <cepak2001br@...>
Date: Tue Dec 15, 2009 1:35 pm
Subject: O historico
cepak2001br
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O Cristo Histórico - Norma Tavares / Paulo Dias.

O QUE É A HISTÓRIA?

1. O que é a História?

"A história é o estudo do que os homens do passado fizeram" (Sérgio Buarque de
Holanda).

A História quer saber da virada social; a ciência que busca descrever e
interpretar os factos sociais na perspectiva temporal, cronológica. Serve-se
para isso de outros saberes, p.ex., arqueologia, geografia, crítica textual; usa
método indutivo, estabelece hipóteses. Faz parte das ciências sociais, com a
antropologia, a sociologia, a psicologia social.

2. Qual o objecto da História?

"A história, como forma de conhecimento, estuda a vida das diversas sociedades
através do tempo, do passado até o presente" (Raymundo Campos).

O objecto teórico da História é sociedade humana no seu "devir", i.e., no seu
perene transformar-se. Podemos dizer que, tal como no jornalismo, a notícia, o
facto, o Factum é a matéria-prima da História. O historiador é o reporteiro do
passado, onde o detective é o arqueólogo.

3. Que métodos utiliza?

Sua metodologia indutiva e experimental, parte do conhecido ao desconhecido; do
particular ao geral, mediante colecta de dados, pesquisa documental e de campo,
ou mesmo, entrevistas e pesquisa participante, quando for o caso. Todos os
conhecimentos obtidos e interpretações feitas são provisórios, até que sejam
superados. Entretanto, ao contrário das ciências exactas, a História aprofunda
conhecimentos, e não os substitui. Conforme esta ciência avança, sabemos cada
vez melhor sobre uma determinada época.

4. O que é a epistemologia?

Epistemologias são sistemas de controle de qualidade teórica ou de validação de
hipóteses. Muitas têm sido propostas para a História; as que obtiveram mais
sucesso até hoje foram o criticismo e o materialismo histórico, que desvendam a
História nas suas determinações estruturais. Que forças determinam as
transformações sociais? Eis a questão. Do uso combinado dessas duas
epistemologias, a crítica e a materialista, surge o conceito de "contexto
histórico", ou, esclarecimento das circunstâncias do "facto".

5. Por que estudar Jesus?

Jesus na História, como personagem -seja do imaginado ou seja da realidade- e
personagem histórica, interessa-nos pela crença geral de que lhe devemos a base
do magma de significações simbólicas [conceito formulado por Castoriadis,
importante filósofo da história e da cultura contemporâneo] da nossa sociedade.
Muito se tem dito sobre esta singular personalidade do passado. O estudo
crítico-contextual sobre Jesus começou em 1848, com Strauss, e em 1863, com
Renan e prossegue até o presente.

HISTORIOGRAFIA SOBRE JESUS

Até o século XVII os progressos foram incipientes, resumindo-se a tentativas
feitas pelos Pais da Igreja, os discípulos dos primeiros Apóstolos, e pelos
apologistas e historiadores cristãos, por exemplo, Eusébio (séc. II); em sua
maioria estas obras se perderam.

Os estudos críticos sobre Jesus, paralelamente com as pesquisas críticas das
Escrituras, iniciadas por Saint-Simon no século XVII, prosseguem no Iluminismo
alemão, por Lessing-Reimarus, de 1774 a 1778 (Hamburgo).

Em 1828, 1829, 1832 e 1835 publicam-se "Vidas de Jesus" de Eberhard, Hase,
Schleiermacher, Strauss; motivando grande polêmica, pois, até o final do século
XIX não era possível pesquisar este assunto sem recorrer aos Evangelhos os
quais, na forma em que nos chegaram, preservam elementos míticos
não-aproveitáveis à História.

Mesmo assim, devemos assinalar a robusta vertente de Renan (1863), Loisy (1910),
Lagrange (1929), Guignebert (1933). Recentemente, desde 1947 a pesquisa
arqueológica e documental vem, com os manuscritos do mar Morto, tirando a
História da impossibilidade virtual da pesquisa no assunto, já que ainda em 1901
Albert Schweitzer concluía que os evangelhos não eram historicamente confiáveis;
mas, outros pesquisadores desenvolvem desde aquele ano reconstruções críticas
destes textos, de novo, viabilizando outras análises: Schmidt (1919), Dibelius
(1919), Bultmann (1921); isto vinha recolocar o problema do Jesus histórico,
independente do mito-jesus.

Paralelamente, uma escola comparativa moderna vem mostrando as múltiplas
inserções do ambiente cultural contemporâneo ao Cristo, dentro da narrativa dos
Evangelhos. De tudo, podemos dizer que estes antigos e precários documentos,
essenciais para conhecer um homem chamado Jesus, embora não sejam confiáveis em
muita coisa (porque na verdade, expressam o que alguns cristãos pensaram de
Jesus e não quem ele foi), no relato da Paixão são razoavelmente coerentes,
formando uma base histórica para testemunhar que "Jesus morreu, logo, existiu".
Quanto a Jesus em si mesmo, tudo que podemos saber ao certo sem dúvida nenhuma é
que:

"Foi varão em Israel, disse e fez coisas poderosas, por causa do que —
sentenciado e supliciado sob Pôncio Pilatos" (como dizia Paulo, o seu mais
antigo cronista).

A ESCRITA ORIGINAL DOS EVANGELHOS

Para a ciência histórica os evangelhos interessam somente como fontes
documentais, fazendo abstração do conteúdo filosófico. Os evangelhos não são
documentos históricos, por não terem sido feitos com o propósito de descrever e 
interpretar os factos. Mas tornam-se documentos historiais, por se constituírem
em fontes contemporâneas. Segundo o estudo contextual, pelo método
crítico-comparativo, os evangelhos foram escritos em tipos de camadas textuais
sucessivas, das quais, a mais antiga é a porção de Mt 5-7, o Sermão da Montanha,
que apresenta "forte base indicial" sugestiva de provir do Jesus histórico.

NOSSA METODOLOGIA

Entre os pesquisadores modernos, destacam-se Crossan, Meier, Charlesworth, Geza
Vermes, pertencentes a tendências variadas. O nosso estudo iniciou-se
independentemente deles. A nossa metodologia é a mais simples possível: como
"focas" de um jornal interiorano, corremos atrás da notícia onde ela está.

Recolhemos a informação onde quer que ela se encontre, passando os dados obtidos
pelo crivo dos conhecimentos já bem estabelecidos nas bases da antropologia e da
arqueologia, e pelo estudo crítico proposto pelo método histórico. É motivo de
grata satisfação reencontrar a mesma metodologia em Crossan. Paulo Dias. Norma
Tavares.

Bibliografia:

Ciro FLAMMARION CARDOSO, O Que é a História.
CONINGWOOD, As Idéias da História.
Paulo DIAS, Jesus de Nazaré no seu tempo e no seu mundo, de onde se retiraram as
citações. Ao reproduzir, mencione a fonte.

#11209 From: "Prata" <juarezpal@...>
Date: Fri Dec 4, 2009 2:14 pm
Subject: Para meditarem
juarezpal
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Estou escrevendo diretamente no site do grupo para evitar as truncagens. Este
artigo é interessante para nosso estudo pois é a visão de outras pessoas sobre o
tema Jesus biblico. Quero entretanto fazer uma pergunta: O tema "os documentos
do Mar Morto e a influencia sobre o Cristianismo" foi para o brejo? Somente eu e
a Ayla sustentamos o debate.

  Quando fita-se cuidadosamente tudo o que envolve o ícone central da doutrina
cristã,Jesus Cristo,esbarra-se somente em falsificações,disparates e
irrealidades.A existência física de Jesus Cristo nunca conseguiu ser provada
pela História e por quaisquer vias confiáveis calcadas na Razão,porque
simplesmente ele nunca existiu.
As incongruências começam quando analisamos aqueles que escreveram sobre
Cristo:Os Apóstolos.É sabido,por qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento
teológico e histórico,que nenhum apóstolo viveu realmente com a figura física de
Cristo(supondo-se que este existiu um dia).O mais velho evangelho,e escrito
cristão,data de 68 d.C..Este Evangelho é o Evangelho de Marcos.
Lendo-se Apocalipse de João constata-se que tal escrito não fala em nenhum
momento da suposta figura de Cristo como algo fisicamente existente,e sim como
um Logos ou ideal(este Evangelho apresenta-se como o último da Bíblia,graças ao
facto dos escritos não estarem em ordem cronológica de concepção.Chegando-se
mesmo a especular,alguns teólogos,que este foi para Bíblia por engano por ser
visivelmente distinto de toda a linha argumentativa corrente da Bíblia Sagrada).
Tendo conhecimento que nenhum Apóstolo jamais viveu com Cristo,questiona-se
donde estes retiraram informações sobre a vida do mesmo.Dizem os teólogos
cristãos que estes meramente transcreveram os factos ocorridos através de
relatos de pessoas que viveram com o próprio Cristo ou de pessoas que tiveram
contacto com outros seres que o seguiram.Esta afirmação que tenta hipocritamente
provar a existência do Messias é na Realidade a comprovação da surrealidade que
é Cristo.O Povo sempre tende a exagerar,acreditar cegamente e inventar
factos.Acreditar totalmente no que o Povo diz é o mesmo que dar credibilidade a
uma criança imatura e mentirosa.
Além do que,fita-se que Jesus Cristo e a maioria dos Dogmas Cristãos nada mais
são do que reescrições de Deuses Solares e Redentores de diversas religiões 
anteriores ao Cristianismo.
Na mitologia Hindu,muitíssimo antes do surgimento da suposta figura de Jesus
Cristo e do cristianismo,já existia uma estória tremendamente similar,para não
dizer quase idêntica.Uma análise da figura teológica de Krishna e sua estória
comprova o dito.Os antigos escritos sagrados hindus(Atharva,Vedangas e
Vedanta)anteviram a vinda de um Messias Redentor,tal como Isaías supostamente
profetizou a vinda de um Messias(Messias este que os cristãos afirmam ser Jesus
Cristo).
As "similaridades" não acabam nisto.Este Messias(Krishna),que teria
hipoteticamente vivido em 3500 a.C., nasceu também de uma mulher Virgem.E esta
Virgem(Devanaguy) sido fecundada pelo próprio Deus Supremo Hindu(Vishnu),como
Virgem Maria foi fecundada pela própria manifestação do Deus Supremo
Cristão-Judeu:Jeová.No dia do nascimento de Krishna,os pastores da Região
Circunvizinha receberam um Sinal Celeste anunciando o nascimento do "Deus
Encarnado em Filho" da mesma forma como relatado na Bíblia Cristã sobre o
nascimento de Cristo.
Uma figura de poder político da Índia,o Rajá da Época,decidiu perseguir
Krishna.O Rajá calculava que eliminando Krishna manteria seu trono já que este
era considerado o "Messias e Rei" (este temia que seu poder fosse ameaçado por
este "Messias").Para eliminar Krishna,o Rajá decidiu mandar matar todas as
crianças nascidas naquele período.Um tanto quanto similar aos factos ditos na
Bíblia acerca do "pequenino Cristo",não?
Krishna peregrinou pelo Mundo pregando a todos e fazendo toda sorte de
milagres.E o seus inúmeros seguidores diziam que este era o Messias prometido
por seus ancestrais(similar aos que supostamente seguiam Cristo e viam-no como o
Messias das profecias antigas de Isaías).Isto sem mencionar que foi atribuído ao
abstrato Krishna o dom de ensinar por parábolas,como Yeshua o fazia.
É dito que Krishna ao ser morto(este foi assassinado,como Jesus Cristo),teve seu
corpo procurado por seus discípulos.Corpo este não encontrado como o do Nazareno
não foi após o sepultamento do mesmo.Sendo que os fiéis calculam que Krishna
subiu aos Céus para encontrar-se com seu Pai(da mesma forma que Cristo).
Krishna ganhou o epíteto de "Jazeu" ("nascido da fé").A pronúncia de Jazeu
Krishna também remete muitíssimo a pronúncia do nome Jesus Cristo.E no mais,o
nome Jesus Cristo era deveras comum entre as localidades banhadas pelo Mar
Mediterrâneo.Da mesma sorte que existia um furor populacional em todas as
doutrinas(principalmente dentre as seitas judaicas que proliferavam),por um
Messias(messianismo)que viria salvar o Povo da Iniqüidade e do Jugo do
Mal(Humano e Sobrenatural),no mesmo período onde surgiu a crença na figura de
Cristo.Jesus foi somente um fantoche engendrado pelas Elites Dominantes para
saciar a sede populacional de um Messias e renovar o desgastado Judaísmo.
Sendo os arianos(etnia principal formadora do povo indiano)e os hebreus povos
intinerantes(calcula-se até mesmo que os arianos tenham estabelecido-se no Egito
vindos da parte mais oriental da Ásia, fazendo uma das maiores migrações que se
tem notícia),é notório que estas culturas entraram em contacto de alguma forma e
os hebreus(como muitas vezes em sua História)absorveram aspectos de outra
cultura(no caso a dos arianos adeptos do bramanismo)muito mais antiga que a
deles.Estes hebreus absorveram os preceitos religiosos hindus e usaram-nos na
concepção de seu Judaísmo Renovado:O Cristianismo.
Contudo,é no mitraísmo onde certamente encontra-se a maior fonte de plágio e
"inspiração" para o Cristianismo.Mitra é conhecido como "aquele que porta a Luz"
e um "enviado da Luz Divina na Terra"' tal como Jesus o era.O festival de
nascimento de Mitra era comemorado no solstício,isto é,25 de Dezembro(a mesma
data que posteriormente ficaria estipulada como a do nascimento do Cristo).Na
formação do cristianismo existiu uma preocupação de conectar o nascimento de
Cristo com o de Mitra,uma tentativa de absorver os mitraicos sob uma nova égide.
Mateus e Lucas,os apóstolos que mais avidamente relataram sobre a "infância" de
Cristo,eram mitraicos antes de "cristianizarem-se",o que reforça ainda mais a
noção de que o Cristianismo usa como fonte de inspiração a antiga religião
mitraica.
No Império Romano,onde surgiu o cristianismo,uma das religiões mais praticadas
era o mitraísmo.Da mesma sorte,que o povo hebreu ficou cativo durante muito
Tempo entre os Babilônicos(povo que muito influenciou na formação do
mitraísmo),o que levou a inclusão e absorção de muitos dogmas babilônicos-persas
na formação de seu "novo judaísmo" :o Cristianismo.
Mitra era filho de Ormuzd, Deus Supremo do Zoroastrismo(Religião que 
influencidou directamente na formação do mitraísmo),enviado à Terra para pregar
aos Homens e abluir os mesmos das "sombras do mal", tal como Jesus é apresentado
pelo cristianismo.Mitra nasceu de uma Virgem pura e bela.Foi esta Virgem
fecundada através de um fulgurante Raio Solar,facto este de uma similaridade
gritante com a estória da gênese do Nazareno.
Diz-se que Mitra teve seu nascimento no interior de uma simplória gruta e um
enorme fenômeno astronômico anunciou seu nascimento.O bebê Mitra recebeu a
visita de Reis-Sábios que vieram dar-lhe inúmeros presentes.A partir de tais
factos chega-se a clara conclusão de que o nascimento do "Rei dos Judeus"
trata-se de uma cópia de praticamente tudo que cerca a mitologia do nascimento
de Mitra.
Mitra foi morto e ressuscitou logo em seguida.Era muitíssimo comum as crenças de
Deuses que eram mortos e ressuscitavam.Destarte Cristo não adicionou nada de
inovador no tocante a crenças e pode ser considerado um "Mitra judaico".
Escavações recentes em Óstia,Itália, e outros sítios arqueológicos
famosos,demonstram que os cultos mitraicos eram empreendidos em catacumbas.O
cristianismo,limitou-se a clonar esta atitude dos mitraicos,haja vista que seus
cultos eram realizados em catacumbas também.A escusa de que os cristãos eram
perseguidos e por isto ocorria a realização dos cultos em catacumbas é sem
fundamento,levando-se em conta que existiriam outros lugares,quiçá,mais secretos
e aprazíveis para realização de cultos(como nos arredores da cidade por
exemplo).
Hoje,alguns historiadores questionam-se à cerca da pretensa perseguição que os
cristãos sofreram .O Império Romano dava plena liberdade religiosa a todos os 
povos que dominava e que não representassem ameaças ao Imperador.Certamente que
um culto tão pequeno e sem influência,como foi o cristianismo primitivo,não
representava uma sombra de ameaça sequer a figura imperial.Além do que,os
romanos confundiam o cristianismo com o mitraísmo que não tinha seus seguidores
caçados.Assim sendo,os cultos eram feitos em tumbas meramente para copiar ou
fitar os ritos característicos do mitraísmo.
Entre os mitraicos existia uma ritualística praticamente idêntica a comunhão
cristã.Vinho e pão eram consumidos,e tais bens alimentícios eram considerados
também como a Carne e o Sangue do deus Mitra.Os cristãos também copiaram do
culto de Mitra a Cruz(os adeptos do Mitraísmo a utilizavam como um objeto que
luzia com feixes luminosos indo a todas as direções - Cruz do Sol Invictus -);a
pia batismal com água benta;o Domingo como dia santo de descanso e culto
litúrgico;o uso da Águia e do Touro como símbolos da religião(Marcos e Lucas
utilizaram tais simbologias diversas vezes); na representação de figuras
sagradas com um halo luminoso envolvendo a região da cabeça;as orações do "Pai
Nosso" e do "Credo" que já existiam há muito Tempo na Religião Mitraica com
pouquíssima diferença das orações cristãs.Assim,como estes(cristãos)copiaram e a
prática de "Confissão" que era comumente feita pelos Persas séculos antes do
cristianismo sequer dar notas de surgimento.
Chega-se desta maneira a conclusão de que Cristo e grande parte do Dogma Cristão
são reedições de práticas e figuras mitológicas de religiões muitíssimo mais
antigas.A Igreja tentou fazer com que estas antiqüíssimas culturas e religiões
fossem devidamente esquecidas,contudo falharam e as provas irrefutáveis
mostram-se à vista de todos com o mínimo de senso e razão.
O mais próximo que pode-se chegar a um suposto Cristo é o homem de nome
Crestus.Crestus foi o líder de uma seita judaica denominada essênios.Este homem
parece ter servido também de inspiração para a formação do fantoche Jesus
Cristo.Contudo uma análise desta figura histórica mostra que ele distancia-se um
tanto do Cristo demonstrado na Bíblia.
Originalmente os formadores do cristianismo tentaram dar a Crestus a roupagem de
"Messias" como deram a Cristo.Contudo notaram que isto seria um grande erro
graças a imagem e mensagem que Crestus e sua causa passavam.
Crestus era um ativista e um guerreiro da causa de libertação da Judéia do jugo
romano.Este assemelhava-se muito mais a um "Che Guevara Judeu" do que a um
pacifista "Jesus Cristo".Este acreditava que com a libertação da Judéia da égide
opressora romana,deveria-se estabelecer uma sociedade em moldes "comunistas
primitivos".Tal era muitíssimo ruim aos olhos daqueles que tentavam estabelecer
uma religião que forma um "rebanho" resignado e pacifista.Da mesma maneira que
seria extremamente prejudicial aos olhos da "elite formadora do cristianismo"
que se criasse um pensamento comunal e de repartição de bens como era feito
entre os essênios.Destarte a idéia de fazer de Crestus o "verdadeiro Messias
predito por Isaías:" foi abandonada.Contudo alguns elementos da figura e
história de Crestus foram absorvidos pelo cristianismo.
A figura de Crestus era tida como santa,assim como a de Cristo o foi.E Crestus
foi traído por um homem de seu bando,homem este chamado Judas Iscariotes.Judas
de traidor de Crestus passou para traidor de Cristo.
A existência de Crestus é historicamente e racionalmente comprovada,enquanto a
de Jesus Cristo apresenta-se cheia de calúnias e adulterações feita por uma
Igreja que só anseia manter a ilusão e dispersão das massas.
Suetônio,um famoso historiador e que escreveu sobre praticamente toda sorte de
grandes movimentos políticos e religiosos da Roma Antiga,autor do livro
"História dos Doze Césares",nada falou de Jesus e sim de Crestus.Falando acerca
de distúrbios envolvendo Crestus,este disse somente:"Roma expulsou os judeus
instigados por Crestus,porque promoviam tumultos".
Aqueles expulsos de Roma,não eram os cristãos que muitos historiadores se
referem,e sim judeus instigados à revolta por Crestus.Segundo Suetônio,estes
judeus foram expulsos por Nero.
Contudo foi o filósofo,historiador e pensador Filon de Alexandria que mais
serviu de fonte para criar-se o cristianismo e serve como prova cabal da
inexistência de Jesus Cristo.Filon foi um pensador e minuncioso estudioso de
todos os acontecimentos históricos de seu Tempo,principalmente no estudo das
seitas judias,movimentos politico-religiosos e de figuras importantes da
História de seu Tempo.O pai de Filon seria contemporâneo a Jesus Cristo caso
este tivesse realmente existido.
Filon escreveu um tratado,depois destruído pelas maledicentes mãos
papais,chamado o "Bom Jesus - Serapis".Este tratado,cria uma espécie de enviado
de Deus(um redentor),além de utilizar-se do pensamento egípcio de Verbo Divino
Encarnado.Neste tratado é deixado bem claro que o protagonista(o "enviado de
Deus")é uma figura mitológica e imaginária.Seu tratado é,de facto,uma
helenização e platonização do judaísmo.
Segundo Voltaire e outros Enciclopedistas,os Evangelhos muito se assemelham aos
escritos de Filon,principalmente o Apocalipse de João.A noção cristã do Logos é
retirada de Filon,que por sua vez retirou da teologia egípcia.Sendo que muito do
pensamento voltairiano é calcado na filosofia de Filon.
Fócio demonstrou através da sublime lei das analogias que as Escrituras
apresentam muitíssimos elementos do ideário de Filon.Chegando mesmo a afirmar,em
certos momentos,que algumas Escrituras são cópias descaradas do que vê-se na
obra de Filon.
O pensamento de fraternidade e igualdade entre os Humanos,que o Cristianismo diz
ser da autoria de Jesus Cristo,é em Realidade da autoria de Filon de
Alexandria.Como os seguintes encertos da perdida obra de Filon demonstram:
  "Os que exaltam as grandezas do mundo como sendo um bem, devem ser
reprimidos.."
"A distinção humana está na inteligência e na justiça, embora partam do nosso
escravo, comprado com o nosso dinheiro."
"Porque hás de ser sempre orgulhoso e te achares superior aos outros?"
"Quem te trouxe ao mundo? Nu vieste nu morrerás, não recebendo de Deus senão o
tempo entre o nascimento e a morte, para que o apliques na concórdia e na
justiça repudiando todos os vícios e todas as qualidades que tornam o homem um
animal."
"A boa vontade e o amor entre os homens são a fonte de todos os bens que podem
existir."
Chega-se por fim a conclusão de que o cristianismo muito se apoderou das idéias
de Filon para formar sua Doutrina.Os primeiros papas diziam que o indivíduo
narrado nas obras de Filon tratava-se do Messias Jesus Cristo,chegando mesmo a
cogitar a inclusão de seu tratado na Bíblia.Porém em análises posteriores da
obra de Filon estes constataram que suas idéias apresentavam certos aspectos que
feriam seus interesses obscuros e perniciosos no tocante ao Capital,e sendo a
obra de Filon um trabalho muito difícil de se adulterar e moldar estes mutaram
sua idéia e destruíram o seu tratado.
Até mesmo pessoas do seio eclesiástico mostraram-se mais propensas a ideologia
de Filon do que a papal.São Clemente e Orígenes,apesar de serem indivíduos
ligadas a Igreja,guiavam-se pelos escritos de Filon muito mais do que pelas
Escrituras e os Decretos Papais.
Filon em nenhum momento de sua vida faz referências a Cristo.Este cita e faz
comentários acerca de todos os movimentos vislumbrados no meio judaico(onde
certamente teria,em teoria,surgido o cristianismo)de sua época e do passado,mas
nada fala de um movimento liderado por um homem chamado Jesus Cristo.Este cita
ainda a seita dos Essênios e fala sobre Crestus,dizendo até mesmo onde ficava
localizada sua base de operações(no leito do Rio Jordão,próxima a Jerusalém),mas
nada comenta sobre Jesus Cristo.Seu revelador silêncio também se estende a
figura de Maria e José(os fantasiosos pais terrenos do "Filho de Jeová").Este
também nada diz quanto aos Apóstolos,simplesmente por estes terem surgido depois
da morte dele.Fílon,que teria vivido basicamente na mesma época de Cristo,nada
fala dele e do cristianismo,pois seriam estes inventados muito após sua morte.
Um judeu ilustre e sempre a par do que ocorria à sua volta,chegando a ser
caracterizado como um "metódico doentio",jamais deixaria de falar de um homem
que teria abalado o seu Tempo se tivesse existido:Jesus Cristo.No reinado de
Calígula,Filon esteve na Palestina defendendo muitos Judeus.Neste período,ele
relatou todos os factos ocorridos no Passado e que ocorriam na Palestina,e nada
fala sobre Jesus Cristo ou seus supostos feitos miraculosos.
Filon fala longamente acerca de Pôncio Pilatos e sua atuação como Procurador da
Judéia,contudo nada fala deste ter julgado um homem que era conhecido como "Rei
dos Judeus"(um julgamento que seria de extrema importância para ser ignorado por
um homem de olhar atencioso como Filon).
Filon e outros pensadores-historiadores da época descrevem Pilatos como um homem
severo,duro,crudelíssimo no exercer de sua profissão,além de extremamente amigo
do Imperador Tibério(vigente Imperador na época em que Cristo teria
existido).Chega-se por sua vez a conclusão de que jamais Pilatos temeria punir
um agitador de multidões como teria sido Jesus Cristo,seja por medo dos
Judeus(afinal este tinha toda guarda imperial ao seu lado) ou por temer fazer
algo que desagradasse seu íntimo amigo Imperador(e no mais tanto Pôncio Pilatos
como o Imperador Tibério davam pouco valor à Vida Humana,ainda mais de um
judeu).Jamais Pilatos teria medo de ser denunciado ao Imperador como
parcial,como o Apóstolo João faz supor,pois este tinha carta branca para actuar
na Judéia.Pilatos era um homem de decisão,segundo historiadores judeus e
não-judeus,portanto jamais atuaria como um ser neutro e esmaecido perante algo
tão importante como teria sido o julgamento do "Rei dos Judeus".
A partir de uma análise da "Acta Pilati"(escritos e diário pessoal de Pôncio
Pilatos)nada vê-se que atine para a figura de Jesus Cristo.Pilatos certamente
jamais deixaria de mencionar figura tão controversa,como teria sido Jesus
Cristo,em seus escritos pessoais.A atitude taciturna de Pilatos é a prova da
inexistência do suposto Messias.
A Igreja afirma ter o documento no qual Pilatos admite a existência de
Jesus,contudo recusa-se a fornecer estes documentos para exames grafotécnicos e
de autenticidade,o que prova claramente que estes são falsificados ou
inexistem(tanto que à Igreja teme colocá-los diante dos olhos da Ciência). Assim
como o Imperador Tibério não faz nenhuma alusão,nem uma nota de rodapé sequer,a
figura de Jesus Cristo.O silêncio mordaz de Tibério é extremamente esclarecedor
e prova de que Jesus Cristo não existiu.Uma figura que causasse tanta comoção
popular jamais seria ignorada nos registros do Imperador Tibério(tampouco este
deixaria de saber de sua existência).
Da mesma sorte que seria impossível Herodes Antipas ter feito parte do "drama de
Cristo",se realmente Cristo tivesse existido.Pelo simples facto de que a
perseguição aos "recém-nascidos"(que segundo os cristãos visava eliminar o
Messias Jesus)jamais ocorreu.Não existem registros disto nos escritos pessoais
de Herodes e tampouco em documentos da época.Como um evento tão importante
passaria em "branco" perante os minunciosos historiadores da época,não constaria
sequer nos escritos pessoais de Herodes ou não deixaria um "rastro" sequer?
Segundo a Igreja Plínio,o Jovem;Suetônio;Tácito e Flávio Josefo teriam escrito
sobre Jesus Cristo,e assim provado a existência física dele.Quanto a Suetônio,já
foi esclarecido que este somente falou de Crestus,e não de Cristo.A obra de
Suetônio em nenhum momento faz alusões ao Jesus Cristo da Bíblia ou dos cristãos
modernos.
Quanto aos escritos de Plínio,o Jovem;Flávio Josefo e Tácito,após exames
grafotécnicos e de autenticidade realizados pelos excelsos mestres da
Universidade de Tubingen(localizada na Alemanha)provaram-se como adulterados no
todo ou ou em parte(sem falar de que tiveram documentos totalmente destruídos
pelas garras de rapina da Igreja).
Flávio Josefo,que nasceu em 37 d.C. e viveu até 93 d.C,foi um escritor cuidadoso
sobre judaísmo,messianismo e movimentos religiosos na pretensa época em que
Jesus Cristo teria existido.Os falsificadores da Igreja(como por exemplo
Eusébio,Bispo de Cesaréia,que adulterou inúmeros textos bíblicos e não-bíblicos
a mando do Bispo de Roma para assim garantir os interesses materiais da
Instituição)aproveitaram-se disto e fizeram um acréscimo fraudulento na obra
dele como segue:
"Naquele tempo, nasceu Jesus, homem sábio, se é que se pode chamar homem,
realizando coisas admiráveis e ensinando a todos os que quisessem inspirar-se na
verdade. Não foi só seguido por muitos hebreus, como por alguns gregos, Era o
Cristo. Sendo acusado por nossos chefes, do nosso país ante Pilatos, este o fez
sacrificar. Seus seguidores não o abandonaram nem mesmo após sua morte. Vivo e
ressuscitado, reapareceu ao terceiro dia após sua morte, como o haviam predito
os santos profetas, quando realiza outras mil coisas milagrosas. A sociedade
cristã que ainda hoje subsiste, tomou dele o nome que usa."
Contudo este trecho,após passar por exames grafotécnicos e de autenticidade
rigorosos,mostrou-se uma farsa incluída no texto pelas mãos imundas da
Igreja.Depois desta passagem,ele passa a expor um assunto bem diferente no qual
refere-se a castigos militares infligidos ao populacho de Jerusalém.Flávio
sequer retoma uma palavra sobre o Cristo,ao longo de seus escritos. Enfim,é
extremamente estranha esta mudança de assunto repentina da narrativa de um homem
tão conciso quanto Flávio.Flávio jamais teria este escrever vacilante e de um
cristão apaixonado(afinal este era um judeu convicto)como apresentado no trecho
supracitado..
Seria extremamente estranho que Flávio,um homem tão cuidadoso e
descritivo,falasse somente um parágrafo daquele que teria causado tanta comoção
como Jesus.Flávio fez longas descrições e relatos de pessoas de até menos
importância que Cristo,porque justamente com este ícone falaria tão pouco?
Até mesmo um homem ligado a Igreja,Pe.Gillet,admite em seus escritos ter
existido falsificações nos documentos de Flávio Josefo.Este diz ser
inacreditável Flávio Josefo ter feito as citações que lhe são atribuídas no
tocante ao escopo "Jesus Cristo".
Chega-se a conclusão que Flávio Josefo jamais escreveu sobre Jesus
Cristo,simplesmente por ele não ter existido.O que se atribui a ele é fruto de
palustre falsificação da Igreja.
Nos escritos de Tácito,escritor famoso do século II,as falsificações também se
fazem presentes quando este supostamente fala sobre Jesus Cristo.Exames
grafotécnicos provaram indelevelmente que a seguinte passagem trata-se de uma
adulteração de seus escritos:
  "Nero, sem armar grande ruído, submeteu a processos e a penas extraordinárias
aos que o vulgo chamava de cristãos, por causa do ódio que sentiam por suas
atrapalhadas. O autor fora Cristo, a quem no reinado de Tibério, Pôncio Pilatos
supliciara. Apenas reprimida essa perniciosa superstição, fez novamente das
suas, não só na Judéia, de onde proviera todo o mal, senão na própria Roma, para
onde de confluíram de todos os pontos os sectários, fazendo coisas as mais
audazes e vergonhosas. Pela confissão dos presos e pelo juízo popular, viu-se
tratar-se de incendiários professando um ódio mortal ao Gênero humano."
Na realidade Tácito não se refere ao Jesus Cristo que os cristãos insistem em
acreditar,mas sim ao Crestus dos Essênios(uma figura com existência
historicamente comprovada).Sabendo-se que Tácito era um homem sapientíssimo e de
um vernáculo esmerado,este jamais cometeria um erro de escrita(trocando o
substantivo "Crestus" por "Cristo")ou referências feitas aos seguidores de Jesus
Cristo e não de Crestus.
Além do que é extremamente barroco e vai contra toda a imagem passada do Cristo
bíblico,este estimular a arruaça e a iconoclastia agressiva entre seus
seguidores como o texto faz parecer.Cristo seria uma figura passiva e pacifista
segundo a Bíblia demonstra em suas descrições do mesmo.
Afirmar que os cristãos foram martirizados por Nero,nos anos de 54 e 68,baseado
nos escritos de Tácito é uma parvice absurda haja vista que tais escritos foram
visivelmente adulterados pela Igreja.
Graças aos escritos de Ganeval,que fugiram da rapace desmedida da
Igreja,descobriu-se sobre que indivíduos referia-se Tácito:Os essênios
seguidores de Crestus.
Plínio,o Jovem viveu entre 62 d.C. e 113 d.C.,e foi sub-pretor da região da
Bitínia.Em uma carta enviada ao Imperador Trajano,este pergunta o que fazer com
os cristãos revoltosos da região.Entretanto, não ficou evidenciado a quais
cristãos, exatamente, eram feitas as referências: se aos crestãos ou aos
cristãos. De qualquer forma, a carta em questão, após ser submetida a exames
grafotécnicos e métodos rádio-carbônicos, revelou-se haver sido falsificada.
Até mesmo os Evangelhos são contraditórios,por si mesmos,quando falam da figura
de Jesus Cristo.
O Jesus Cristo retratado por Mateus teria onze anos quando nasceu o de
Lucas.Assim como Mateus diz que José,Maria e o pequenino Jesus seguiram directo
para o Egito de Belém,jamais passando em Jersusalém,à guisa de fugir da
perseguição instituída por Herodes Antipas.No entanto,Lucas afirma que estes
passaram em Jerusalém após a louvação dos Três Reis Magos,e acrescenta a
narração da cena de que participaram Ana e Semeão.Lucas não fala de matança
iniciada por Herodes e tampouco de fuga para o Egito.Assim sendo fita-se que um
Evangelista desmente o outro e neste proceder não é possível saber em qual
acreditar,ou saber qual calunia menos.
Lucas afirma que os samaritanos jamais deram boa acolhida a Jesus.Todavia João,o
Evangelista,fala justamente o contrário:que os Samaritanos deram boa acolhida a
Jesus Cristo.
Marcos,Mateus e Lucas afirmam que Jesus apenas pregara na Galiléia, tendo ido
raramente a Jerusalém, onde era praticamente desconhecido.Mas,João diz que ele
ia constantemente a Jerusalém, onde realizara os principais atos de sua
vida.Fica impossível precisar quem realmente fala a Verdade,a partir de tais
contradições absurdas.
É dito que até a hora em que Jesus expiou,à terra ficou coberta por inefáveis
trevas.Contudo relatos e escritos de pessoas judias e não-judias que se
localizavam na mesma suposta região em que Jesus morreu nada afirmam sobre tal
"obscurecimento".Caso tal fenômeno estranhíssimo tivesse realmente acontecido
certamente causaria algum relato(por ser algo digníssimo de nota)nos escritos
pessoais de alguém que soubesse escrever e estivesse na Região.
Se Jesus fosse tão amado pelo seu Povo(os Judeus),e todos de Jerusalém como
muito afirmam alguns Apóstolos,este jamais seria supliciado aos brados daqueles
que deveriam amá-lo!Segundo João, quando Jesus falou ao povo, foi por este
acatado e proclamado rei de Israel, aos gritos de "Hosanna". Mas, um pouco
adiante, ele se contradiz, afirmando que o povo não acreditou em Jesus, e
imprecando contra ele, ameaçava-o a ponto de ele haver procurado esconder-se.
Mateus diz que Jesus entrara em Jerusalém, vitoriosamente, quando a multidão
tê-lo-ia recebido de modo festivo, e marchando com ele, juncava o chão com
folhas, flores e com os próprios mantos, gritando: "Hosanna ao Filho de David!
Bendito seja o que vem em nome do Senhor!" Aos que perguntavam quem era,
respondiam:"Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia". No entanto, outros
evangelistas afirmam que ele era um total desconhecido em Jerusalém.Sendo um
desconhecido,jamais seria saudado e louvado.
Comumente os crucificados pelos romanos tinham seus corpos atirados aos cães e
aos chacais depois de mortos,como estudos históricos e arqueológicos recentes
comprovaram.Contudo afirma-se na Bíblia que Jesus foi sepultado.Assim,a Bíblia
mente indelevelmente.Afinal,porque os romanos iriam se preocupar em proceder
diferente com um homem que viam com desdém e seria um gentio para  estes?Nunca
estes moveriam esforços para sepultar,e fugir do procedimento normal,um ser
considerado "escória"  por estes.
Chega-se por fim,a racional conclusão que Jesus Cristo é um blefe,uma enorme
farsa,inventada e manipulada por humanos que ansiavam somente fiéis que
enchessem seus cofres.Jesus foi uma mercadoria fantasiosa vendida ao
tolo,cego,inculto e aos que precisam ater-se a ilusões.

#11208 From: Cleber Cavacanti <cleberov@...>
Date: Fri Dec 4, 2009 6:55 am
Subject: Res: Carta a um Maçon...
cleberov
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Juarez,

Obrigado pela carta. Faz mais de 10 anos que a li pela primeira vez. Naquela oportunidade eu a recebi cifrada. Li pouco e entendi menos ainda, devido ao pouco conhecimento histórico e esotérico. Nessa segunda leitura entendi bem mais.

Infelizmente não sei até que ponto poderíamos continuar essa discussão mantendo-nos no foco da lista.

Qualquer coisa, fique a vontade em me contatar em PVT (o convite se estende aos demais).

Grande abraço,

Cleber.





Este texto não está totalmente fora do contesto da lista. Enviei para que tenhamos conhecimento de o que outros dizem do Jesus Histórico.
 




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#11207 From: "cepak2001br" <cepak2001br@...>
Date: Thu Nov 26, 2009 3:15 pm
Subject: Re: Qumran e o NT
cepak2001br
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Oi.

Aqui tem 2 coisas impoirtantes: caminho e batismo.


> > 3) Caminho do Senhor no deserto
> > 1QS VIII, 13 -> Mc 1,2
> >
> > 4) Batismo com predisposição para a conversão
> > 1QS III, 6-8 -> Mc 1,4


Os qumranitas parece que eram chamados de Caminho, como os chrestiani, ver os
Actos.

O Caminho era a estrada Jerusalém-Jericó, a famosa Estrada de Jericó na Anedota
do Herege. Na Porta do Caminho na Cidade Velha ficava o bairro esseu, ver
Charlesworth, e justamente ali se acha o Cenáculo, uma antiga fortaleza que foi
a primeira sede da Igreja. A casa do aguadeiro do evangelho, que se chamava
Hilel (ver os Pais).

Abaixo dele e no seu subsolo fica o túmulo dos Reis; era chamada (talvez) Casa
do Caminho, parece que sim.

E sobre o baptismo, parece que em Qumran havia sim o baptismo conversivo.

paulo dias=

--- In JesusHistorico@yahoogroups.com, "Aila" <ailapinheiro@> wrote:

#11206 From: Juarez Prata <juarezpal@...>
Date: Mon Nov 23, 2009 12:08 pm
Subject: Carta a um Maçon...
juarezpal
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Este texto não está totalmente fora do contesto da lista. Enviei para que tenhamos conhecimento de o que outros dizem do Jesus Histórico.

 



Carta a um Maçon
Marcelo Ramos Motta

Texto Integral 

Rio de Janeiro, 9 de julho de 1963.



Caro Dr. G.:
 

Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei.


    Li, com maior prazer, a entrevista concedida ao Diário de
Notícias, através da qual o Grande Oriente do Brasil manifesta à
nação a sua intenção de, finalmente, fazer com que a Maçonaria venha
a ocupar na vida brasileira o papel que lhe cabe e sempre lhe coube
desde a Independência -- que, como todos sabemos, foi feita por
maçons.
   Relembrei nessa ocasião minha conversa com o senhor, e as nossas
palavras de despedida, nas quais buscou o senhor gentilmente trazer à
minha atenção o fato de que (na sua opinião) a Igreja Católica Romana
é uma boa introdução à vida adulta para crianças. Eu lhe disse
então: "Mas a Maçonaria é infinitamente melhor", e aproveito esta
oportunidade para repetir e ampliar estas palavras.
   Eu não quis discutir a validade ou falta de validade da Igreja
Romana como campo de treino para crianças, porque não é assunto que
se possa, propriamente, discutir. É assunto que deve -- repito, deve -
- ser pesquisado por todo homem consciencioso e responsável,
principalmente por maçon de alto grau e no Brasil, onde essa Igreja
teve tanta influência na formação psíquica do povo -- com os
resultados que estamos vendo no presente.
   Para esta pesquisa, vitalmente necessária a todos os maçons neste
momento de transição, é necessário uma análise cuidadosa da evidência
espalhada pelas obras de muitos pesquisadores imparciais e
fidedignos; e isto não pode ser resumido numa breve discussão. Eu
estou a par dos fatos; o senhor não estava, na ocasião; e afirmativas
de minha parte teriam forçosamente de parecer ao senhor opiniões
arbitrárias e caprichosas, principalmente por o senhor, com certeza,
suspeitar de mim e de minhas intenções. Thelemitas não são mais
benquistos no momento do que o foram os gnósticos e os essênios em
seu tempo!
   A finalidade desta carta é expor, de maneira mais ordeira e clara,
minhas conclusões, e citar as obras nas quais me baseio; de forma que
o senhor possa, se quiser, consulta-las e tirar suas próprias
conclusões, que podem ou não virem a coincidir com as minhas. Peço-
lhe apenas que, tendo lido a minha carta; examinado, se lhe aprouver,
as fontes nela citadas; e chegado, porventura, à conclusão de que são
ambas de valor a seus irmãos maçons, transmita-lhes a carta assim
como as fontes, para que, por sua vez, tenham a oportunidade de
examinar, ponderar, e julgar.
   Devo começar por repetir-lhe o que lhe disse por ocasião de nossa
conversa, e que tanto chocou seus bons sentimentos e sua honesta
devoção: que o homem chamado "Jesus Cristo" nos Evangelhos nunca
existiu. Suas peripécias são fictícias; não padeceu sob nenhum Pôncio
Pilatos; não foi nem poderia jamais ser a única Encarnação do Verbo;
e qualquer Igreja, seita ou pessoa que diga o contrário ou está
enganada ou enganando.
   Não quero dizer com isto que um homem assim não pudesse ter
nascido, pregado, e padecido. Pelo contrário: tais homens nascem
continuamente, e continuarão a nascer por todos os tempos:
Encarnações do Logos, Templos do Espírito Santo, Cruzes de Matéria
coroadas pela chama do Espírito.
   Direi mais: houve, em certa ocasião, um homem que alcançou no mais
alto grau a consciência de sua própria Divindade; e este homem morreu
em circunstâncias análogas (porém não idênticas!) àquelas narradas
nos Evangelhos. Seu nascimento perdeu-se na noite dos tempos: ele foi
o original do "Enforcado" ou "sacrificado" no Taro, e os egípcios o
conheciam pelo nome de Osiris. Foi esse Iniciado quem formulou na
carne a fórmula do Deus Sacrificado. Esta é a fórmula da Cerimônia da
Morte de Asar na Pirâmide, que foi reproduzida nos mistérios de
fraternidades maçônicas da tradição de Hiram, das quais o exemplo
mais perfeito foi o Antigo e Aceito Rito Escocês. O Graus 33º desse
rito indicava uma Encarnação do Logos; a descida do espírito Santo; a
manifestação, na carne, de um Cristo; a presença do Deus Vivo.
   Para os fatos que servem de base às asserções acima, indico ao
senhor as seguintes obras, de maçons ilustres e merecedores:

LA MISA Y SUS MISTERIOS, de J.M. Ragón.
THE ARCANE SCHOOLS, de John Yarker.
DO SEXO À DIVINDADE, do Dr. Jorge Adoum.
CURSO FILOSÓFICO DE LAS INICIACIONES
ANTIGUAS Y MODERNAS, de J.M.Ragón.
ISIS DESVELADA, de Helena Blavatsky, seção sobre o Cristianismo. Mme
Blavatsky não era dos vossos, mas era dos Nossos...

   Na minha opinião, Dr. G., um maçon de alto grau, com tempo a seu
dispor, faria um grande benefício a seus irmãos ao traduzir para o
português as obras acima citadas, principalmente as duas primeiras.
   Os documentos incluídos no assim-chamado "Novo Testamento" (a
saber, os Quatro Evangelhos, os Atos, as Cartas e o Apocalipse) são
falsificações perpetradas pelos patriarcas da Igreja Romana na época
de Constantino, por eles chamado "o Grande" porque permitiu esta
contrafação, colaborando com ela. Constantino não teve sonho algum
de "In Hoc Signo Vinces". Tais lendas são mentiras desavergonhadas
inventadas pelos patriarcas romanos dos três séculos que se seguiram,
durante os quais todos os documentos dos primórdios da assim-
chamada "Era Cristã" existentes nos arquivos do Império Romano foram
completamente alterados.
   O que realmente aconteceu na época de Constantino foi que,
aliados, os presbíteros de Roma e Alexandria, com a cumplicidade dos
patriarcas das igrejas locais, dirigiram-se ao Imperador, fizeram-lhe
ver que a religião oficial era seguida apenas por uma minoria de
patrícios, que a quase totalidade da população do Império era cristão
( pertencendo às várias seitas e congregações das províncias ); que o
Império se estava desintegrando devido à discrepância entre a fé do
povo e a dos patrícios; que as investidas constantes das seitas
guerreiras essênias da Palestina incitavam as províncias contra a
autoridade de Roma; e que, resumindo, a única forma de Constantino
conservar o Império seria aceitar a versão Romano-Alexandrina do
Cristianismo. Então os bispos aconselhariam o povo a cooperar com
ele; em troca, Constantino ajudaria os bispos a destruírem a
influência de todas as outras seitas cristãs!
   Constantino aceitou este pacto político, tornando a versão romano-
alexandrina de Cristianismo na religião oficial do Império.
Conseqüentemente, a liderança religiosa passou às mãos dos patriarcas
romano-alexandrinos , que, auxiliados pelo exército do Imperador,
começaram uma "purgação" bem nos moldes daquelas da Rússia moderna.
Os cabeças das seitas cristãs independentes foram aprisionados; seus
templos, interditados; e congregações inteiras foram sacrificadas nas
arenas das províncias de Roma e Alexandria. Os gnósticos gregos,
herdeiros dos Mistérios de Eleusis, foram acusados de práticas
infames por padres castrados como Orígenes e Irineu (a castração era
um método singular de preservar a castidade, derivado do culto de
Atis, do qual se originou a psicologia romano-alexandrina) . Os
essênios foram condenados através do hábil truque de fazer dos judeus
os vilões do Mistério da Paixão; e com a derrota e dispersão finais
dos judeus pelos quatro cantos do Império, a Igreja Romano-
Alexandrina respirou desafogada e pode dedicar-se completamente ao
que tem sido sua especialidade desde então: ajudar os tiranos do
mundo a escravizarem os homens livres.
    Para o escrito acima, indico ao senhor os seguintes livros:

ISIS DESVELADA, de Blavatsky, seção sobre o Cristianismo
OUTLINES ON THE ORIGIN OF DOGMA, de Adolf von Harnack.
DECLINE AND FALL OF THE ROMAN EMPIRE, de Gibbon.
THE AGE OF CONSTANTINE THE GREAT, de Burckhardt.

   Quanto às falsificações da Igreja Romano-Alexandrina, indico ao
senhor as palavras do grande erudito americano Moses Hadas, em suas
notas à tradução do livro de Burckhardt, à página 367, que passo a
traduzir:

   "A História Augusta apresenta biografias de imperadores, cézares e
usurpadores, de Afriano a Numério (117-284), com uma lacuna no
período de 244 a 253. Pretende ser o trabalho de seis autores (Aelius
Spartianus, Vulcacius Gallicanus, Aelius Lampridius, Julius
Capitolinus, trebellius Pollius e Flavius Vopiscus), e ter sido
escrita entre os reinados de Diocleciano e Constantino, ou cerca de
330. Alguns estudiosos creêm tais asserções verdadeiras, mas outros
mantêm que a obra foi escrita um século mais tarde, e por uma só
pessoa. Em tal caso o nome dos seis autores terá sido adicionado para
tornar mais convincente o que foi escrito.
   Trocando em miúdos, o que ele quer dizer é o seguinte: os
patriarcas romanos, ansiosos por esconder seus crimes (especialmente
a perseguição a cristãos de outras seitas ou igrejas) e por se
declararem os únicos cristãos verdadeiros, destruíram todos os
documentos autênticos nos quais conseguiram por as mãos. (Isto lhes
era particularmente fácil já que, desde a era de Constantino, eles
foram os guardiães de tais manuscritos. ) Feito isto, substituíram os
destruídos por outros, forjados, que descreviam a sua clique como
oprimida pelos imperadores e outras seitas cristãs como inexistentes
ou obscenas. (Na realidade, ela bajulara os imperadores desde o
começo: o culto de Átis era o único em Roma ao qual os patrícios
podiam ir legalmente.)
   Um pouco mais tarde, Romanos e Alexandrinos brigaram. Isto porque
cada facção queria fazer de sua cidade o centro político e religioso
do Império. Foi então que um dos poucos historiadores pagãos que
escaparam à atenção dos Patriarcas escreveu: "As atrocidades dos
cristãos uns contra o outros ultrapassa a fúria das bestas selvagens
contra o homem."(Ammianus Marcellinus)
   O capítulo final da disputa foi a divisão do Império em Romano e
Bizantino. Desde então, a Igreja Romana tem se chamado "Católica", e
a Bizantina, "Ortodoxa".
   Ambas, é claro, um amontoado de mentiras.
   Qual o motivo, o senhor perguntará, para essa perseguição
impiedosa às seitas gnósticas e essênias?
   No caso dos essênios, as razões foram políticas e dogmáticas.
Aproximadamente um século antes do assim-chamado "Ano Um" nascera na
Palestina um rabi, cujo nome é desconhecido (embora alguns estudiosos
presumam ter sido Ionas, ou Jonas). Ele criou um novo sistema de
Essenismo, fundando muitos ramos dessa fraternidade judeo-cóptica, e
adquirindo um grande número de seguidores na Ásia Menor. Muitos
documentos foram escritos acerca dos incidentes de sua vida e
doutrina. Foi um Adepto Cristão, ou seja, defendeu a tese de que todo
homem é um Templo do Deus Vivo; deu testemunho do Logos e do Espírito
Santo, e tal foi seu impacto no pensamento religioso de sua época que
os patriarcas romano-alexandrinos , ao escreverem a "história de Jesús
Cristo", foram forçados a incluí-lo, para evitar suspeitas. Chamaram-
no de "João Batista"...

   Acerca deste:
THE DEAD SEA SCROLLS, AN INTRODUCTION, de R.K.Harrison.

   Também este livro deveria ser traduzido para o português por um
maçon!
   Abaixo, cito uma passagem atribuída a esse iniciado, extraída de
um manuscrito cóptico intitulado "Evangelho de Maria", apócrifo,
desde 1896 no Museu de Berlim. Depois de haver explicado vários
pontos de sua doutrina, ele se despede de seus discípulos:
"... Quando o Abençoado havia dito isto, ele saudou a todos,
dizendo: 'Paz seja convosco. Recebei minha paz para vós mesmos.
Cuidai-vos de que nenhum vos desvie com as palavras "olha alí"
ou "olha lá", pois o Filho do Homem está dentro de vós. Seguí-o:
aqueles que o buscam o encontrarão. Ide, pois, e pregai a Boa Nova do
Reino. Eu não vos deixo nenhuma regra, salvo o que vos recomendei
(Amai-vos uns aos outros), e eu não vos dei nenhuma lei, qual fez o
legislador (Moisés), para evitar que vos sentísseis obrigados por
ela.' E quando acabou de dizer isto, ele foi embora."
(Gnosticism, An Anthology, ed. Robert M. Grant, Collins, London, pp.
65-66, "The Gospel of Mary")
   Esta passagem pode ser comparada a muitas outras nos Evangelhos
nas quais, quando interrogado, "Jesús" diz explicitamente: "O Reino
de Deus está dentro de vós."
   E que razão tinham os Romanos e Alexandrinos para perseguir e
exterminar os gnósticos gregos?
   Desta feita o motivo era puramente dogmático. Na época
posteriormente atribuída pelos patriarcas ao "nascimento de Jesús
Cristo", um iniciado grego deu vida nova aos mistérios de Apolo e
Diôniso, restabeleceu o culto ao Sol Espiritual e ao Logos, praticou
maravilhas taumatúrgicas e, em suma, causou tal impressão que os
Romano-Alexandrinos foram forçados a incorporar diversos "milagres"
em sua miscelânia evangélica, de forma que o seu "Jesus" pudesse
igualar os prodígios atribuídos a Apolônio de Tyana. Ao mesmo tempo,
afirmaram que Apolônio de Tyana havia sido enviado por "Satã" para
reproduzir os milagres de "Jesús" e assim desviar as pessoas
do "verdadeiro Cristo". destruíram também, sistematicamente, todos os
documentos autênticos da vida de Apolônio, salvo um, a fantástica e
inacreditável Vita, atribuída a um pretenso "discípulo" desse grande
Adepto.
   Novamente lhe indico ISIS DESVELADA, e o artigo "Apollonius" na
Enciclopédia Britânica.
   Devo aqui, Dr. Gastão, apender um parêntese um pouco prolongado,
de forma a estabelecer a maneira pela qual o Catoliscismo Romano
difere do verdadeiro Cristianismo. Para este fim, começarei por
apresentar um dos poucos textos que nos chegaram quase sem alterações
cometidas pelos patriarcas de Roma e Alexandria. As modificações
relevantes vão comentadas entre parênteses, e o texto, apresento o
original, intacto. É o Intróito do Evangelho de "São João":

"No princípio era o Verbo. E o verbo estava com Deus, e o Verbo
era Deus.
   "Ele estava no princípio com Deus.
   "Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada
do que foi feito se fez.
   "A vida estava nele, e a vida era a luz dos homens.
   "A luz resplandece nas trevas, e as trevas não o escondem ( isto
é, não escondem o fato que a luz brilha nelas!).
   "Houve um homem enviado por Deus, cujo nome foi Jonas (Johannes no
original em grego).
   "Ele veio como testemunha da luz, a fim de todos virem a crer por
intermédio dele.
   "Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: a saber,
a verdadeira luz que, vinda ao mundo, ilumina todo homem.
   "Estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dela, mas o
mundo não a conheceu ( no masculino na Vulgata, para sugerir "Jesús").
   "Veio para o que era seu, e os seus não a receberam ( idem).
   "Mas, a todos quanto a (idem) receberam, deu-lhes o poder de serem
feitos filhos de Deus ( e aqui os Romanos-Alexandrino s acrescentaram:
a saber, os que crêem no seu nome, isto é, no "Jesús" que eles
inventaram para servir aos seus propósitos), os quais não nasceram do
sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.
   "E o Verbo se fez carne, e habitou em nós ( a Vulgata aqui
põe "entre", o que muda totalmente o sentido da passagem) cheio de
graça e verdade, e vimos a sua glória, glória como a do primogênito
do Pai ( o primogênito do Pai é, claro, Chokmah, o Verbo Espiritual,
a Primeira Emanação do Ancião dos Dias, Kether. "Primogênito" também
traz à lembrança o "mais velho dos filhos de Deus", Lúcifer ou Satã."
   Na versão acima, original, desse documento cristão, e nas
interpolações introduzidas pelos romanos-alexandrino s, Dr. G., tem o
senhor o sumário e a base do dógma católico romano.
   Jonas, Apolônio, Simão ( Simão Pedro e Simão o Mago; a isto
aludiremos depois), Adeptos cristãos, ensinaram todos os três: "Vós
sois o Templo do Deus Vivo. Contemplai a Luz dentro de vós, e sabei
que sois Filhos da Luz!"
   Repetidamente esta mensagem é encontrada nos Evangelhos; mas
sempre deformada, condicionada ou "explicada" pelas interpolações e
teologismos romano- alexandrinos. O resultado é que, algumas
vezes, "Jesús" fala como um santo, como uma verdadeira Encarnação do
Verbo; o mais das vezes, porém, como fanático e sectarista.
Contradições deste tipo abundam.
   Este é o resultado das alterações a interpolações dos romanos e
alexandrinos. Copiaram, adaptando-os às suas necessidades político-
financeiras, os documentos essênios que descreviam as pregações de
Jonas ( entre outros, o "Sermão da Montanha"). Inseriram "milagres"
do tipo atribuído a Apolônio de Tyana. Arranjaram um Mistério da
Paixão em drama nos moldes dos cultos de Mitras, de Adonis, de Átis,
de Diôniso e de Oannes -- o que era necessário para tornar o
seu "Jesús" numa Encarnação do Logos do Aeon de Osiris, o Deus
Sacrificado. Tão cuidadosamente misturaram a verdade e mentira que
durante quase mil e seiscentos anos todo cristão que procurou
encontrar o Verbo em si mesmo -- o único lugar onde pode ser
encontrado -- deparou, nos portais de sua alma, com este fantasma
insidioso, esta blásfema quimera, este pesadelo teológico: "Nosso
Senhor Jesus Cristo".
   "Adora-me!" -- diz o Egrégora -- "Eu sou o filho de Deus. Tu não
és nada mais que uma criatura sem valor e pecadora, condenada desde o
nascimento e destinada ao inferno não fosse por meu sacrifício; e sem
mim nunca alcançarás o céu."
   Talvez o senhor comece a compreender agora, Dr. G., a natureza
daquilo a que nós chamamos a Grande feitiçaria?
   Após mil e seiscentos anos de vitalização por multidões de
adorantes, e a absorção das cascas vazias de padres, freiras e
fanáticos que se deixaram vampirizar por ele, o Egrégora existe no
assim-chamado plano astral; e é um demônio, quer dizer, uma entidade
ilusória. Não é um verdadeiro Microcosmo, mas uma gestalt de cascões
vitalizados, um foco para tudo que há de negativo, derrotista,
piegas, preconceituoso e introvertido na natureza dos cristãos: um
lodaçal completamente hostíl ao progresso e á evolução espiritual
deles.
   E, no entanto, nada há mais sagrado ou puro do que está oculto
neste nome, "Jesus Cristo"... É um híbrido dos títulos pelos quais os
cabalistas essênios e os gnósticos gregos, respectivamente, chamavam
o Iniciado que alcançasse a esfera de Tiphareth, o Filho -- ou seja,
a "sephira", ou "plano" de consciência que em Nosso sistema
corresponde ao grau de Adeptus Minor, e, no Rito Escocês, ao 33º grau.
   Cristo, Chrestos, significa "Bom" e "ungido". Este era um título
nobre nos Mistérios de Eleusis. O Iniciado tem sempre sido um
sacerdote-rei desde a antiguidade; a superstição absurda do "direito
divino hereditário" dos reis foi outra adulteração dos romanos-
alexandrinos para ajudar aos tiranos que os apoiavam. Seria realmente
fácil se a verdadeira realeza, dura recompensa da Iniciação, pudesse
ser transmitida por métodos dinásticos, ou conferida por um papa!
Para fazer justiça a este tema um volume inteiro seria necessário;
diremos apenas que os símbolos tradicionais da realeza são os
símbolos da completa iniciação. O Cetro representa o Falo, a imagem
material do Verbo; o Globo e a Cruz são formas da Cruz Ansata, o
símbolo da imortalidade conferida pela Iniciação ( mostra a
mulher "dominada" pelo homem, ou seja, satisfeita pelo homem....); a
Coroa é Kether, o Sahashara Cakkram em completo funcionamento, a
Primeira Sephira, o Ancião dos Dias, o Pai; o Manto Púrpura ornado de
estrelas ou flores representa o Céu Noturno, a Aura do Sacerdote de
Nuit; e finalmente, as roupagens rubro-douradas são o símbolo do
Corpo Solar, o Corpo de Glória do Iniciado -- vermelho e ouro sendo
as cores heraldicas do sol.
   Quanto ao nome "Jesús", é escrito em hebraico IHShVH ( pronuncia-
se Jehêshua). Note que isto é IHVH ( Tetragrammaton ) com Shin (Sh)
intercalada. Shin é a letra que representa a um só tempo os elementos
Fogo e Espírito, e, estando no centro de IHVH, equilibra as Quatro
Forças Elementais Cegas do Demiurgo. Jeová -- a Palavra de Moisés --
torna-se Jeheshua -- a Palavra de Jonas. Nesta Palavra o senhor tem o
Deus Crucificado, Dr. G.: nela o Pentagrama, o Sinal do Homem, a
Estrela Flamejante do Santuário; nela a chave cabalistica do
Tetragrammaton Cristão, INRI, que significa, entre outras coisas,
Igne Natura Renovatur Integra, ou seja: Pelo Fogo (do Espírito Santo)
a natureza se Renova Inteiramente. ..
   A diferença básica entre o Cristianismo e as religiões que o
precederam é que o Mistério de Osíris, até então revelado apenas a
aspirantes cuidadosamente selecionados nos mais profundos recônditos
dos mais remotos santuários, foi abertamente oferecido ao mundo.
Antes do Aeon de Osíris, no Aeon de Isis, os homens adoravam a Deus
em uma de Suas múltiplas imagens (adaptadas à visão espiritual de
indivíduos diversos em nações diversas) da mesma forma que uma
criança ama e adora sua mãe: como Alguém que protege, alimenta,
conforta e ocasionalmente corrige e castiga, mas sempre como alguém
exterior a si mesmos.
   Foi a revelação do Mistério da Morte de Osíris que acordou os
homens para a consciência de que eles, em si mesmos, são a divindade
encarnada. Tampouco podemos ir muito longe neste assunto, pois é
matéria para outro volume. O Aeon de Virgo-Pisces, com suas
vibrações, adaptava-se às idéias de devoção e auto-sacrifício,
tornando a Iniciação Racial possível em larga escala; mas é
necessário que o senhor compreenda, Dr.G., que o Mistério de Osíris
data da mais remota antiguidade. O Deus Sacrificado é fórmula
anterior à destruição da Atlântida, quando o verdadeiro significado
dos símbolos, até então geralmente conhecido, tornou-se o privilégio
de alguns poucos iniciados. Um sacrifício humano anual, para ajudar a
colheita, era um rito genérico entre todas as tribos agricultoras da
Europa e da Ásia Menor há cinco mil anos atrás; e mesmo nos
primórdios do Romanismo ainda era praticado por tribos indo-
européias. O sacrificado era, originalmente, o rei da tribo; reinava
durante o ano, e era executado nos Ritos da Primavera, ou Páscoa (em
ingles Easter, corruptela de Ishtar). Era tratado como encarnação do
deus tribal, e adorado até o momento de sua morte. Com seu sangue os
campos de cultivo eram salpicados; sua carne era comida por nobres e
sacerdotes; e o povo tinha de contentar-se em respirar a fumaça de
certas partes queimadas e oferecidas à divindade que ele havia
encarnado (estas partes variavam: algumas tribos queimavam os órgãos
sexuais, outras o coração).
   Eventualmente, com o desenvolvimento da inteligência, a fórmula
tornou-se mais conveniente para os reis: algum gênio tribal concebeu
a idéia de um vicário; e desde então, um rei substituto era
simbolicamente ungido para a ocasião, para ser sacrificado no lugar
do rei verdadeiro. Primeiro usaram voluntários, depois velhos e
doentes ou criancinhas, a seguir inimigos, e por último animais.
   Em muitas tribos os pais, em vez de se sacrificarem, sacrificavam
seus primogênitos (neste caso eram os pais os chefes ou patriarcas
das tribos). Na Bíblia, a história do primogênito de Abraão é uma
hábil fábula que marca a transição, entre os primeiros judeus, do
sacrifício dos primogênitos a Jeová para aquele dos bodes expiatórios.
   Sacrifícios humanos, acompanhados de antropofagia ritual, eram
costume no continente indoeuropeu, na Austrália, no continente
africano e no Novo Mundo. A presença universal de tal rito, numa
época em que a arte da navegação era praticamente nula, indica uma
origem comum na Antiguidade, Esta foi a Atlantida, se bem que o
senhor deva notar que seus habitantes não praticavam sacrifícios
humanos. Foi precisamente a destruição desta civilização (devida não
a "castigo divino", mas a um dos grandes movimentos periódicos da
crosta terrestre a intervalos de vinte mil anos) que, havendo deixado
apenas algumas colônias em outras terras, resultou na volta à
barbárie que ali ocorreu quando o símbolos passaram a ser
interpretados da forma mais grosseira. Alguns mais avançados da
cultura atlante mantiveram o verdadeiro significado. Entre eles, o
Egípto, onde os Mistérios Menores ( de Isis e Osíris ) eram
celebrados com pleno conhecimento de seu significado verdadeiro (é
suficiente que o senhor recorde que no Livro dos Mortos a alma do
morto ou da morta é sempre chamada Osíris), e os Mistérios Maiores (
de Nuit-Hadit-Hoor ) preservados com o máximo segredo.
   Foi do Egito que veio a Corrente de Osíris, a qual, devido à
diversidade de povos e línguas, e às dificuldades de comunicação no
plano material, manifestou-se em pontos diferentes do continente
indoeuropeu sob formas diversas, embora seguindo sempre a fórmula do
Deus sacrificado. A corrente começou aproximadamente no ano 500 A.C.
Um estático da Ásia Menor, cujas aventuras tornaram-se lendárias, e
que eventualmente ficou conhecido pelo nome de Diôniso, viajou pela
Grécia, Ásia Menor e India, ensinando a nova fórmula de Iniciação
Racial. Este iniciado, o original verdadeiro do "Jesús Cristo"
evangélico, foi um filho espiritual de Krishna, ou antes, de Vishnu,
de quem foi Krishna o principal avatar; e sua Palavra era INRI, que é
uma modificação da Palavra de Krishna, AUM. Citamos aqui o Capítulo
71 de LIBER ALEPH, um dos mais profundos trabalhos do Mestre Therion:
"Krishna tem inumeráveis nomes e formas, e não conheço seu verdadeiro
Nascimento humano. Pois sua Fórmula é de alta Antiguidade. Mas Sua
Palavra espalhou- se por muitas terras, e hoje a conhecemos como INRI
com o IAO secreto aí oculto. E o significado desta Palavra é a
Maneira de Trabalho da Natureza em Suas Mutações: isto é, é a Fórmula
de Magia pela qual todas as Coisas se reproduzem e recriam a si
mesmas. Porém, esta Extensão e Especialização foi antes a Palavra de
Diôniso; pois a verdadeira Palavra de Krishna era AUM(OM), implicando
antes numa asserção da Verdade da Natureza do que numa Instrução
prática sobre Operações Detalhadas de Magia. Mas Diôniso, pela
palavra INRI, estabeleceu a fundação de toda Ciência, da forma como
hoje entendemos a palavra Ciência em seu senso particular, ou seja, o
de causar a Natureza externa a mudar em Harmonia com nossas Vontades."
   Este Iniciado, cujo nome carnal é hoje desconhecido, mas que
conhecemos por Diôniso (o qual pode ter sido seu nome, pois se tornou
bastante comum na Ásia e na Grécia depois de sua morte), viveu e
trabalhou aproximadamente quinhentos anos antes da assim-chamada "era
cristã". Foi mencionado por um dos profetas judeus -- Isaias -- em
várias passagens do Livro de Isaías. Estas eram estudadas com
veneração profunda pelos velhos Essênios, que sabiam do seu sentido
oculto. A passagem principal é citada aqui (parênteses meus):

   "Quem acreditou em nossa pregação? A quem foi mostrado o braço de
Adonai? (braço é um eufemismo para o falo, o órgão material do Verbo.
Coxa, braço, quafril, chifre, etc., são eufemismos para penis, usados
tanto no Novo quanto no Velho Testamento para apaziguar as mentes
prurientes dos tradutores que, projetando seus próprios traumas
psíquicos, acharam que o povo ficaria chocado ao ouvir uma pica
chamada de pica. Este tipo de "censura bem intencionada" ainda hoje é
praticado: os cristãos todos parecem achar-se capazes de "proteger a
virtude" de seus semelhantes! ) . Porque foi subindo como um rebento
novo ( ou seja, como uma Palavra nova, necessariamente mal-entendida
e temida a princípio) perante Ele, e sua raiz em uma terra seca; não
tinha presença nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza tinha ele
que nos agradasse.
   "Foi desprezado, o mais rejeitado entre os homens; homem que
sofrera, e sabia o que é padecer; como um de quem os homens se
desviam, foi desprezado, e dele não fizemos caso.
   "Em verdade ele tomou sobre si nossas mazelas; as nossas dores
carregou sobre si; e por isto o considerávamos, aflito, ferido de
Deus, e opresso;
   "Ele foi golpeado, mas por nossas transgressões; moído, mas por
nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe a paz caíu sobre ele, e
pelas suas pisaduras nós fomos sarados.
   "Andávamos todos desgarrados, como ovelhas; cada um se desviava do
caminho, mas Adonai fez caír sobre ele a iniquidade de nós todos".
   "Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro
foi levado ao matadouro; e como ovelha, muda perante seus
tosquiadores, manteve silêncio.
   "Por decreto tirânico nos foi arrebatado, e sua linhagem, quem
dela cogitou? Pois ele foi cortado da terra dos vivos; por causa da
transgressão do meu povo foi ele ferido.
   "Deram-lhe sepultura com os perversos, mas com o rico habitou em
sua morte; pois nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua
boca.
   "Todavia, a Adonai agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando ele
deu a sua alma (a Vulgata tem der , para sugerir que isto é uma
profecia sobre -- claro -- "Jesús Cristo") como oferta pelo pecado,
viu a sua posteridade ( isto é, seus filhos mágicos ) e prolongará
seus dias; a vontade de Adonai prosperará em sua mãos.
   "Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma, e ficará
satisfeito; o meu Servo, o Justo, com a sua compreensão ( isto é,
Binah; a "entrega da alma" corresponde à Passagem do Abismo )
justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si.
   "Por isso eu lhe darei muitos como a sua parte ( isto é, como seus
discípulos ), e com os poderosos (isto é, os Reis ou Potestades --
uma das hierarquias celestiais ) repartirá ele os despojos; porquanto
derramou a sua alma ( isto é, o seu sangue -- vinho de IAO -- na Taça
de BABALON, que contém o sangue dos santos ) na morte; foi contado
com os transgressores ( isto é, considerado malígno ); contudo levou
sobre si os pecados de muitos, e pelos transgressores ( isto é, os
malígnos entre os quais foi contado, os quais eram na realidade os
que o condenavam ) intercedeu."

LIVRO DE ISAÍAS, III, vv. 1 - 12.

   Talvez o senhor compreenda melhor o acima se eu citar aqui alguns
raros versos de um dos Livros Santos de Télema:

   "46. Ó meu Deus, mas o amor em Me rebenta sobre os laços de Espaço
e Tempo; meu amor é derramado entre aqueles que não amam o amor.
   "47. Meu vinho é servido àqueles que nunca provaram vinho.
   "48. Os fumos dele os intoxicarão, e o vigor do meu amor
engendrará bebês pujantes em suas virgens."

LIBER VII, vii, vv. 46 - 48.

   Há certos segredos iniciáticos, Dr. G., que não podem ser
revelados pela simples razão que apenas aqueles que os experimentaram
em si mesmos são capazes de compreender referências a eles feitas.
Portanto limitar-me-ei a dizer que a história simples contada nos
versos de Isaías descreve a carreira de todo Adepto Cristão. Isto, em
teoria, seria também a história de todo maçon do grau 33º; mas na
prática, embora não tenham os srs. perdido a Palavra, mantêm a letra
mas não o espírito. Os senhores maçons caíram bem aquém do que era
intencionado por seu sistema -- isto principalmente devido ao
constante ataque da Igreja de Roma.
   Os patriarcas romanos-alexandrino s que escreveram o Novo
Testamento copiaram palavras de verdadeiros Iniciados; resulta que,
encerradas em seus evangelhos adulterados, ainda há várias chaves que
aqueles que "tiverem ouvidos de ouvir" (isto é, percepção espiritual:
o sentido da audição corresponde ao Akasha hindu, o Elemento do
Espírito) podem usar para encontrar a Medicina Universal e o Elixir
da Vida ...
   No entanto, os romanos-alexandrino s erraram tristemente ao tentar
usar de métodos profanos para expandir um cristianismo viciado por
interpretações dogmáticas e ambições temporais de poder político e
financeiro. Falharam por não fazerem o preconizado por Jonas aos
essênios: "Dar a Cesar o que é de César e a Deus o que é de Deus."
Invariavelmente, quando quer que na história da humanidade um sistema
de teurgia é conspurcado e se torna uma religião organizada, sofrem
os elos entre o sistema e sua fonte espiritual. Os planos não podem
ser misturados, e acreditando- se movidos pelas melhores intenções, os
romanos-alexandrino s foram na verdade impelidos por vaidade e
orgulho -- sentimentos enraizados no ego, precisamente a faculdade
que o homem deve destruir na passagem do Abismo.
   O resultado foi que, perdendo contato com o Logos do Aeon de
Osíris, a igreja romano-alexandrina tornou-se instrumento de forças
demoníacas -- isto é, de forças ilusórias, egóicas -- e deu-se desde
então a erros espantosos, a crueldades indizíveis.
   Consequentemente, os verdadeiros cristãos retiraram-se daquela
igreja no momento mesmo em que ela triunfava sobre suas "rivais"
gnósticas e essênias, e aliava-se aos príncipes do mal deste mundo.
Retiraram-se, e silenciosamente continuaram seu trabalho através de
todo o abuso e perseguição que se seguiram; e eventualmente, para
contrafazer mais eficientemente os efeitos da Grande Feitiçaria,
criaram a Maçonaria.
   O senhor sabe, é claro, que o Rito Antigo, ou melhor, a Grande
Loja da Inglaterra, foi organizada ( e o Rito inteiro reformado ) por
um certo Elias Ashmole, judeu, e Irmão da R.C. A R.C. (que só existe
neste mundo com este nome desde que o grande iniciado que se ocultou
sob o nome de "Cristian Rosenkreutz" começou o movimento que resultou
na Renascença, na Reforma e nas revoluções Francesa e Americana ) é
responsável pelo Mistério do Logos -- o Mistério do cristo. É tarefa
dela zelar para que este Mistério jamais seja perdido pela
humanidade. Quando quer que, por erros humanos, por oscilações do
karma terrestre, ou pelas leis do acaso, a transmissão da Palavra e
do Sinal (isto é, a sucessão apostólica) é ameaçada, é a R.C., sob um
de seus muitos véus (ela nunca usa abertamente o nome de R.C.!),
através de um ou mais de seus Irmãos, que lembra a humanidade o
significado espiritual da Encarnação; da promessa da Ressurreição; da
Grande Obra, isto é: o estabelecimento do Reino de Deus sobre a Terra.
   A R.C. nunca interfere de forma alguma com a organização ou
direção de ritos maçônicos; nem seus Adeptos, necessáriamente,
ingressam em tais ritos. Apenas, informação em quantidades
suficientes é outorgada, e fontes de pesquisa são sugeridas ao exame
dos maçons, para que o significado espiritual dos ritos seja
reestabelecido pelos próprios maçons.
   A R.C. está abaixo do Abismo: a Grande Ordem que não tem nome é
simbolizada pelo Olho no Triângulo, e este é o Collegium Summum, ou a
S.S., da A.·.A.·.
   A A.·.A.·. é apenas uma das Fraternidades Iniciáticas, e abaixo do
Abismo é das mais novas. Foi organizada em sua forma presente na
primeira década deste século.
   Quanto à S.S., é a mesma para todas as fraternidades iniciáticas.
Isto é fonte de surpresa, às vezes, para iniciados de graus mais
baixos, pois, chegando a certas consecuções, verificam que Mestres
que pareceram pregar doutrinas completamente opostas ( como, por
exemplo, Maomé e Jonas ) estão sentados lado a lado no Areópago dos
Adeptos.
   Recapitulando:
   Quem é "São João Batista"? É Jonas, Ionas, Jon, Johannes, João, o
Mestre de retidão dos essênios, cujos sermões são postos nos
Evangelhos na boca de "Jesús".
   Quem é "Jesús"? É qualquer indivíduo que tenha atingido o
Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião, o Paracleto.
   Quem é "Jesús Cristo"? É o nome dado pelos Romano-Alexandrinos à
sua versão fictícia do Logos do Aeon de Osíris, cuja Palavra foi
INRI, e a quem Nós conhecemos por Diôniso.
   Quem é o "Pai" a quem "Jesús" sempre se refere nos Evangelhos? É o
Logos, a LVX, o Verbo, cuja Sephira é Chokmah, o Primogênito de
Kether.
   Quem é o Cristo? Tecnicamente é todo e qualquer Adepto, desde que,
no simbolismo grego, o nome corresponde ao essênio Jeheshua; mas na
prática o título é usado para designar o LOGOS AIONOS.
   Do ponto de vista místico, "ninguém atinge o Pai a não ser pelo
Filho"; consequentemente, desde que todo Adepto Cristão é uma
Encarnação do Verbo, a distinção entre o Cristo Solar e o Cristo
Interno é mera ilusão do profano. Ego sum qui sum, diz o Iniciado:
AHIH, EU SOU O QUE SOU.
   Quando Aleister Crowley estava sendo "julgado" (foi nesta ocasião
que o juiz presidindo o chamou de "o pior homem do mundo"), o
promotor lhe perguntou: "Não é verdade que o senhor se chama a si
mesmo de A Besta do Apocalipse?"
   Crowley, que já estava acostumado a esperar o pior de seus
semelhantes, respondeu com a paciência e agudeza de humor que lhe
eram característicos: "Esse nome significa apenas O Sol. O senhor
pode me chamar de Raio-de-Sol, se quizer."
   Isto é: chamá-lo de Adepto, ou seja, Jeheshua, ou seja, Maçon 33º,
Dr. G.: Sol em miniatura, isto é, Tiphareth...
   Esta confusão entre o Adepto e seu Pai aparece até em "João
Batista", quando ele diz: "Eu sou a Voz (ou seja, o Verbo) que clama
no Deserto ( isto é, no Abismo)."
   O mais antigo símbolo conhecido para o Logos é o Olho dos
Egípcios; e o Olho está no Abismo; este é o Olho no triângulo, e este
é o verdadeiro Baphomet, o Chefe Secreto de todos os maçons.

   Abaixo do Abismo, Ele é representado por dois Adeptos, um do Pilar
Branco, o outro do Pilar Negro. O do Pilar Branco é o Adepto Exempto,
e ele promulga a Lei; o do Pilar Negro é o Adepto Maior, e ele faz
com que as promulgações do Adepto Exempto sejam cumpridas.
   Os judeus, depois que pararam de sacrificar primogênitos, tinham
dois bodes sagrados para os festivais, um branco e outro negro. O
branco era sacrificado a IAO ( o nome mais antigo de Jeová); o negro,
carregado com as maldições dos sacerdotes, era impelido para o
deserto...
   Compreende o senhor melhor agora, Dr. G., por que razão a Sala dos
Maçons é chamada a Sala do Bode Preto?
   O Olho no Abismo é o Olho do Sol, o Olho de Hoor, que, por certas
razões ocultas, é identificado com o anus. É por isto que se dizia,
dos iniciados de Satã, que eles "beijavam o anus de um bode
preto".... No Egito antigo, em certo ritual onde cada parte do corpo
do Iniciado era colocada em relação com cada parte correspondente de
algum ser divino, o Iniciado dizia em dado momento: "Minhas nádegas
são as Nádegas do Olho de Hoor."
   Mas quem diabo -- perdoe o trocadilho -- é na verdade este notório
Satã que os padres romanos nos acusam de adorar, e a quem eles culpam
por seus fracassos (ao invés de culparem a sua estupidez
preconceituosa) ?
   Quando a Igreja Romana começou a "catequização" das províncias,
encontrou continuamente deuses locais. Aprendendo as peripécias
lendárias de tais deuses, os engenhosos padres romanos fabricavam
um "santo" com as mesmas proezas, e diziam aos ignorantes
pagãos: "Esse seu deus não é mais que um demônio que tenta lhes
desviar de Nosso Senhor Jesús Cristo, e para este fim imita as
façanhas de nosso amado mártir Fulano. E se vocês não me acreditam,
ouçam a história da vida de nosso santo mártir..."
   Desta forma, a Igreja Romana assimilou em sua liturgia um panteão
inteiro de deuses pagãos que eram transformados em santos e santas e
mártires imaginários -- os únicos mártires cristãos do início do
cristianismo foram os essênios e os gnósticos, a quem os romanos-
alexandrinos acusaram, caluniaram, e denunciaram aos imperadores.
Exemplos: aqueles que adoravam o Cristo sob a forma de um asno (
Príapus ), os que adoravam o Cristo sob a forma de um peixe (
Oannes ); os que adoravam o Cristo sob seu nome de Baco ou Diôniso...
   Mas houve um deus pagão que os romanos não conseguiram absorver,
porque suas peripécias eram por demais virís para serem atribuídas a
um "santo romano", que era necessariamente um castrado, no corpo ou
no espírito. Por outro lado, seus ritos eram tão vitais, tão
universalmente populares nas províncias, que era impossível esperar
que o povo o esquecesse: depois de seis séculos de tirania romano-
alexandrina, ele ainda era conhecido e adorado: o deus PÃ, o deus de
chifres e de cascos de bode...
   Portanto, não podendo fazer dele um santo, Dr.G.'fizeram dele o
diabo.
   Uma profusão de dados sobre tudo o que foi escrito acima pode ser
encontrado nos seguintes livros:

THE GOD OF THE WITCHES, de Margaret Murray
O LIVRO DOS MORTOS, trauzido do egípcio por Sir Wallis Budge.
THE GOLDEN BOUGH, de Sir James Frazer, na edição completa em vários
volumes. Neste trabalho monumental o senhor encontrará um estudo
detalhado dos deuses pagãos tornados em "santos" e "mártires" do
calendário romano...


   Mas voltando ao deus PÃ: a igreja Romana lutou contra os ritos
deste deus durante vários séculos. Os festivais de Pã eram
orgiásticos -- daí sua popularidade -- e celebrados nos Equinócios e
Solstícios. Eventualmente, a Igreja Romana foi forçada a incorporar
estes rituais em sua liturgia, visto ser impossível eliminá-los; e
sabiamente fez deles os festivais mais importantes do culto a "Nosso
Senhor Jesus Cristo": a Páscoa ( com Corpus Christi ), o "Natal", o
dia de "São João Batista" e o dia de "São João Apóstolo".
Eventualmente, a reforma gregoriana mudou o "Natal", que a princípio
era oscilável como a Páscoa e Corpus Christi, e caía no Solstício; e
tendo finalmente absorvido o rito orgiástico que então tinha lugar,
os padres fixaram a data de 25 de dezembro (dava muito na vista, um
aniversário oscilante... ). Então os católicos romanos, seus derivados
posteriores e muitas ordens ocultistas espúreas celebram nessa data
a "ressurreição" ou "nascimento" do Sol: isto porque o solstício de
inverno é o momento em que o Sol, tendo alcançado seu máximo declínio
meridional na eclítica, começa sua volta para o Norte, levando o
calor que renovará a vida da vegetação na Primavera.
   Mas, do ponto de vista iniciático, quem era este Pã?
   Como qualquer deus de toda e qualquer terra em todo e qualquer
período da história do mundo, era uma das formas pelas quais ou o Sol
espiritual, que é o Pai verdadeiro, ou o seu primogênito, que é
a "Bêsta", são adorados. Esta Besta varia segundo a precessão dos
equinócios, pois o Equinócio de Primavera se move ( devido ao
deslocamento de ponto vernal ) de signo para signo no Zodíaco
aproximadamente em cada dois mil e quinhentos anos; e no Zodíaco os
signos são alternadamente representados sob a forma humana e animal.
   No Aeon Passado, os pontos vernais caíam respectivamente em Virgo
e Pisces, a Virgem e o Peixe; no que lhe antecedeu, caíam em Áries e
Libra, o Carneiro e a Justiça (a mulher com a espada e a balança dos
romanos antigos); no presente os pontos vernais caem em Aquarius, ou
seja, a Mulher com a Taça (BABALON) e em Leo, ou seja, a Grande Besta
Selvagem (THERION).
   O deus Pã é simplesmente a fórmula do Logos que data do Aeon de
Câncer- Capricórneo. Aí está o "diabo" dos padres romanos reduzido a
suas verdadeiras proporções. Reduzido?... Bem, é uma questão de ponto
de vista...
   Não podemos nos aprofundar nesta questão do deus Pã, nem no
simbolismo dos chifres, nem mesmo na história completa da luta da
Igreja Romana contra o culto do "Diabo"; um culto que, diga-se de
passagem, Roma jamais conseguiu destruir, a despeito de seus esforços
sinistros. O senhor encontrará os dados fundamentais para tal estudo
num livro precioso, publicado pela primeira vez no Século XVIII, mas
recentemente republicado nos Estados Unidos e Inglaterra:

TWO ESSAYS ON THE WORSHIP OF PRIAPUS, de Payne Knight.

Limitar-nos- emos a dizer aqui que este era o deus adorado
por "bruxos" e "feiticeiros" , que preservaram seus ritos orgiásticos
apesar de toda a perseguição implacável, das calúnias absurdas e do
terrível risco de tortura e morte na fogueira, alem de outras
punições impostas pela Igreja de Roma não só na Idade Média como até
ao Século XVIII -- e que só não são impostas até hoje devido ao
trabalho paciente e silencioso dos maçons, representantes dos
verdadeiros cristãos...
   Depois que Romanos e Alexandrinos estabeleceram seu domínio
teológico no Concílio de Nicéia (disto falaremos depois) e
instituiram o dógma de "Jesus Cristo" como personagem histórico
e "única" encarnação do Verbo, os poucos essênios e gnósticos que
sobreviveram à "purgação" continuaram, sob o maior segredo, a
tradição pura e original dos Mistérios Menores do Egito e da Fórmula
de Diôniso.
   Várias vezes, no curso destes mil e quinhentos anos, os Iniciados
tentaram reconstituir abertamente os ensinamentos essênios e
gnósticos. Em toda ocasião em que isto aconteceu, a Igreja Romana
interveio com fúria demoníaca, assassinando homens, mulheres, velhos
e até criancinhas, sem a mínima compunção; ao ponto mesmo ( como no
caso dos Albigenses ) de capitães medievais, homens supostamente
embrutecidos pela violência das batalhas selvagens da época, terem
ficado tão fartos da chacina que foram perguntar ao papa se, por
ventura, não estariam exterminando inocentes com os culpados (essa
gente morria tão virtuosamente, o senhor compreende!) . E foi em tal
ocasião que o Bispo de Roma honrou a tradição cristã de sua igreja
com as seguintes palavras:
"Matai a todos; Deus distinguirá os seus."

   A matança, Dr. G.. incluía até recém-nascidos.

   E não é que se tratasse de fé cega, por parte do Bispo de Roma, na
crassa teologia do seu credo. Não é que ele acreditasse realmente na
existência de um "salvador" chamado "Jesus", e no fato dos Albigenses
serem "criaturas do Diabo". Não, DR. G., não havia sequer a
justificativa do fanatismo - se de justificativa podemos chamá-la -
pois os papas romanos sabem, e sempre souberam, que nunca houve
nenhum "Jesus Cristo!".
   Talvez lhe seja difícil crer no que digo? Pois lembre-se das
palavras históricas, proferidas num momento de descuido por um dos
mais cínicos e mais prósperos dos papas, Leão X:


"Quantum nobis prodeste haec fabula Christi!".

Ou seja: "Quanto nos ajuda esta fábula de Cristo!".


   O senhor deve se lembrar de que os documentos originais daquilo
que os Romanos chamavam de "Cristianismo" estão preservados na
Biblioteca Secreta, do Vaticano. É bastante simples para os
pouquíssimos prelados a quem a Cúria dá acesso aos documentos mais
antigos, verificarem onde acabam os fatos e começa a ficção.
   Creio que já falamos suficientemente da história passada da Igreja
de Roma. Não deve ser necessário que eu lhe lembre Joana D'Arc, nem
Gilles de Rais (contra o qual foram feitas as acusações mais
horrendas, mas contra o qual jamais apresentaram evidências - nem
sequer um ossinho! - das centenas de crianças que ele havia,
supostamente, sacrificado; e seus acusadores, e juizes, dividiram
entre si, seus consideráveis bens), nem os Templários, nem o
Imperador Frederico Hohenstaufen, nem João Huss, nem Michel Servent,
nem Henrique IV (assassinado por ordem dos Jesuítas), nem os Cátaros,
nem os Albigenses, nem os Huguenotes, nem os Judeus e Árabes de
Portugal e Espanha, nem os Gnósticos franceses, alemães, escoceses,
irlandeses e ingleses que foram chamados de "feiticeiros" e forçados
a confessar obscenidades sob torturas diabólicas, nem Cagliostro, nem
uma quantidade imensa de Maçons cujos ossos branquejam a estrada que
leva à Roma. Creio que, a um Maçon, não deve ser necessário falar
mais do passado dessa igreja infame.
   Falemos então do presente - desta época de "reforma" e do "Papa da
Paz". Mudou a Igreja de Roma?
   Dr. G., o senhor acha, certamente que essa propalada reforma
romana, que esse muito propagandizado concílio ecumênico, que as duas
bulas de João XXIII (na realidade João XXIV: houve uma época, entre
outras da história do papado, em que havia três papas. Um deles
chamou-se João XXIII, foi forçado a renunciar ao papado quando os
dois outros fizeram um pacto contra ele, e pouco após morreu
envenenado - por quem, deixamos ao senhor ponderar) - o senhor acha
que tudo isso fará da Igreja de Roma algo mais humano, mais próximo
de Deus e do Seu Logos?
   Muito bem; tenho diante de mim, neste instante em que lhe escrevo,
um catecismo católico romano chamado "Doutrina Cristã". É publicado
pelas Edições Paulinas e leva o nº. 1; é destinado, portanto, ao
condicionamento das mais tenras criancinhas. O senhor me disse que,
na sua opinião, a Igreja Romana era uma boa introdução à vida adulta
para crianças. Se assim é. Considere as seguintes passagens que
transcreverei desse livreto infame (os parênteses são meus):


   "Eu gosto do meu catecismo." (Auto-sugestã o inconsciente) .
   "O catecismo me ensina o caminho do céu."(Do outro lado, o
inferno).
   "O caminho do céu é: conhecer a Deus"(pela boca dos padres), "amar
a Deus" (de acordo com a definição de "amor" por parte dos homens que
evitam todas as manifestações sadias desse sentimento), "e obedecer a
Deus"(pela boca dos padres, seus únicos representantes legítimos; os
demais são servos do diabo, e se alguém tentar definir por si mesmo a
obediência a Deus, esse alguém na Idade Média era queimado vivo, e
hoje em dia é culpado de orgulho, um dos pecados mortais).
   "Eu irei sempre ao catecismo para conhecer o caminho do céu" (a
ameaça velada é que, se a criança não for ao catecismo para aprender
o caminho do céu, acabará no inferno).
   "Estudarei sempre direitinho o meu catecismo"(e há quem diga que
os comunistas inventaram a lavagem cerebral!).
   Isto, apenas como introdução. Seguem-se as seguintes
notáveis "verdades":
   "Jesus morreu na cruz para nos salvar" (falsidade histórica; mas a
implicação dogmática é que, desde que somos criaturas condenadas ao
inferno desde o nascimento não fosse por "Jesus", precisamos, mesmo
na infância, de salvação. Que distância entre isto e "Deixai virem a
mim as criancinhas, pois delas é o reino dos céus...".
   "As criancinhas gostam muito de Nossa Senhora" (se isto fosse uma
cartilha usa, e em vez de "Nossa Senhora" estivesse Lênin, nós
chamaríamos este tipo de propaganda de atentado contra a mente
humana; no entanto, Lênin, pelo menos, realmente existiu!...)
   "Nossa Senhora é a mãe de Jesus". (De fato, BABALON é a Mãe de
Adepto; mas não é assim que eles interpretam! ...)
   Mais adiante, o "Credo", com a nota: "O Credo é o resumo da
religião que Jesus nos ensinou."
   Isto é uma mentira deslavada, pois nem Jon nem Dioniso, os
originais de "Jesus Cristo" evangélico, ensinaram religiões. Buda não
pregou o Budismo, nem Lao-Tsé o Taoísmo, nem Maomé o Islamismo;
nenhum guia espiritual de vulto estabeleceu qualquer dogma formal,
com exceção de Moisés; e ele, ao menos, tinha a desculpa de precisar
criar uma cultura do nada, de fazer uma nação daquela multidão de ex-
escravos superticiosos e rebeldes que o seguia. São sempre os
sucessores dos Magos (diga-se de passagem, os falsos sucessores) que
organizam religiões e dissociam o Espírito da Letra, mais cedo mais
tarde comportando- se de forma completamente oposta àquela recomendada
pelo Instrutor.
   No entanto, no caso presente, a mentira é dupla; pois além do fato
de que Jon não deixou "religião" a ser seguida, o Credo de Nicéia,
que é o credo a que o catecismo em questão se refere, não era sequer
um sumário da religião que começava a se cristalizar em redor dos
ensinamentos de Jon. Este credo era antes um códice dos dogmas que os
Romano- Alexandrinos consideravam essenciais ao estabelecimento de
sua dominação política, material, temporal, sobre as muitas
congregações - igrejas - fundadas na Ásia Menor e na península romana
por seguidores e discípulos de Jon, cada qual com variações de
doutrina e temperamento determinadas por condições locais e
idiossincrasias do discípulo fundador. Estes discípulos foram os
originais dos "apóstolos" dos "Atos" (os "Atos" são uma antologia
cuidadosamente censurada; e deturpada pela introdução de incidentes e
nomes altamente imaginários, de alguns dos discípulos de Jon. As mais
gritantes falsidades lá se encontram misturadas a fatos históricos. O
propósito de tais falsificações foi a afirmação da autoridade da
Igreja Romana, a qual, longe de ser a mais velha das igrejas Cristãs,
era a mais nova e certamente a menos Cristã, de todas. Um exemplo
interessante é "Simão Pedro", que é o mesmo "Simão o Mago" que a ele
se opõe nos Atos... Era um Gnóstico a quem a Igreja Romana teve que
atribuir a sua fundação, pois ele pregara em Roma e era
universalmente respeitado por todas as congregações; mas ao mesmo
tempo, teve que ser atacado devido as doutrinas que tinha em comum
com os Gnósticos Gregos e os Essênios Hebreus. "Pedro" e "Paulo" são,
possivelmente a mesma pessoa, mas só pesquisas futuras, empreendidas
por investigadores sem preconceitos que tenham acesso a verdadeira
documentação, poderão esclarecer tal ponto). A história da maneira
pela qual os Romano-Alexandrinos forçaram o Concílio de Nicéia a
votar neste Credo é um pântano de horrores. Tal era a situação que os
patriarcas visitantes não ousavam andar pelas ruas de Nicéia, Roma ou
Alexandria, sem terem ao menos uma dúzia de guarda-costas, por medo
de serem assassinados por ordem dos patriarcas Romano-Alexandrinos .
(Vide OUTLINES ON THE ORIGIN OF DOGMA, DECLINE AND FALL OF THE ROMAN
EMPIRE e LA MESSE ET SES MYSTERES para uma discussão detalhada deste
assunto).
   Mas examinemos esse "resumo da religião que Jesus nos ensinou"!
   "Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra..."
(Já começa deturpado, pois o "Pai" a quem Jon se refere em seus
sermões era Dionísio, o Logos do Aeon, o pai espiritual de Jon. O
Criador do Céu e da Terra" era, na verdade, "Criadores", no plural. A
Gênese, um trabalho cabalístico, é sempre mal traduzida. Os "Elohim",
criadores do céu e da terra, eram literalmente "deuses macho-fêmea",
ou seja, uma hoste divina andrógina. Então, o senhor talvez
perguntará, quem era Jeová? Era o Pai de Moisés, da mesma forma que
Dionísio era o Pai de Jon!...) Mas continuemos:
   "...e em Jesus Cristo, um só seu filho, Nosso Senhor..." (Estas
dez palavras causaram mais mortes no Concílio de Nicéia do que
quaisquer outras. Houve ocasiões em que patriarcas Romano-
Alexandrinos provocaram com insultos pessoais outros patriarcas que
se opunham a este "um só seu filho" ou a este "Nosso Senhor" até que
os ofendidos reagissem - e fossem imediatamente apunhalados por
assassinos previamente instruídos. Quanto a parte de "Jesus Cristo"
ninguém a ela se opôs seriamente, visto que os verdadeiros
Iniciadores Cristãos nem sequer se deram ao trabalho de ir ao
Concílio, sabendo tratar-se de caso fraudulento, como quaisquer
outros concílios convocados pelos Romano-Alexandrinos antes ou depois
deste. Os Iniciados Cristãos já começavam a organizar (prevendo a
necessidade premente que para eles haveria) as irmandades secretas
que apareceriam abertamente na Idade Média, como Franco-Maçonaria - o
grêmio maçon que construiu as grandes catedrais Góticas. Esses franco-
maçons formavam uma classe social a parte, pois, não sendo nobres nem
padres, nem militares, não eram camponeses ou vassalos, tampouco. A
Igreja Romana os protegia porque deles precisava para a construção -
sendo ela, até hoje, incapaz de construir coisa alguma... E foi
através dessas associações de pedreiros que o verdadeiro Cristianismo
foi transmitido de reino a reino, de cidade a cidade, e isto,
ironicamente, sob a proteção dos romanos... Veja-se THE ARCANE
SCHOOLS, ou qualquer bom compêndio de história da maçonaria para
maiores detalhes).
   "...o qual foi concebido do Espírito Santo..." (Outra fonte de
muitos assassinatos foi este dogma. Sobre ele não faremos
comentários: padres romanos certamente lerão esta carta, e não temos
qualquer intenção de dar a eles quaisquer dados sobre a natureza do
Espírito Santo. Já que eles o invocam tanto, devem saber o que Ele
é!...)
   "...nasceu da Virgem Maria..." (esta Virgem Maria é também a
Grande Puta do Apocalipse. É a Grande puta porque Ela se dá a tudo o
que vive; e é a Virgem porque permanece intocada por tudo a que se
entrega. Quem é Ela? É a Casa de Deus, a Natureza, a Grande Mãe, e as
leis naturais são as únicas leis realmente divinas... Ísis-Urânia,
NUIT, Nossa Senhora das Estrelas, é a concepção dessa Mãe Grande e
Eterna, copulando desavergonhadamente e avidamente com todas as suas
criaturas, pois em cada uma delas Seu Senhor se manifesta e A ocupa.
É também a mais alta e mais verdadeira forma de PÃ. A Ísis
eternamente inviolada e esta Virgem Imaculada, e as imagens de Virgem
com o Menino Jesus nas Igrejas Romanas são cópias das múltiplas
imagens de Ísis com o Menino Hoor, que podem ser examinadas na seção
de Egiptologia de qualquer museu).
   "...padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos..."( pessoa altamente
questionável esse Pôncio Pilatos, do ponto de vista histórico.
Recentemente foram "descobertas" e "reveladas" nos E.U.A umas "cartas
da mulher de Pilatos a uma amiga". Estas relatam como a vida do casal
tornou-se puro melodrama depois de haverem lavado as mãos no
caso "Cristo Jesus". Mais conversa fiada jesuítica, sem dúvida...)
   "...foi crucificado, morto e sepultado, desceu aos infernos, ao
terceiro dia ressurgiu dos mortos, está sentado a mão de Deus Pai
Todo Poderoso donde há de vir julgar os vivos e os mortos" (Tudo isto
tem um significado esotérico, e é verdade de todo Cristo, de todo
Adepto; mas os padres de Roma profanam estes símbolos quando os
interpretam da forma mais crassa).
   "Creio no Espírito Santo... (eles nem sabem o que Ele é, não tendo
merecido Sua presença sequer uma vez, ao longo de mil e seiscentos
anos!)
   "...na Santa Igreja Católica... " (esta é a única e verdadeira
Igreja acima do Abismo, e inclui todos os cultos dos homens; mas os
padres romanos querem aludir, naturalmente a igreja de Roma).
   "...na remissão dos pecados..."( esta "remissão dos pecados", que
faz da humanidade uma raça suja e maldita é, de todas as blasfêmias
deste credo, a menos perdoável. Esta é precisamente a razão pela qual
a Igreja de Roma nunca mereceu a manifestação do Espírito Santo!)
   "...na ressurreição da carne..." (isto se refere a doutrina da
regeneração, isto é, da Medicina Universal; mas tendo este e outros
segredos do Cristianismo primitivo sido perdido pelos romanos, eles
interpretam esta frase da forma mais grosseira. Veja-se o RITUAL DA
MAÇONARIA EGÍPCIA de Cagliostro para maiores detalhes.)
   "...na vida Eterna..."(isto se refere ao Elixir da Vida, novamente
mal interpretado) .
   "...Amém".
   Agora, por favor, atente bem para esta passagem que se segue:
   "Um dia, alguns anjos fizeram pecado." (Mais adiante explicam o
que é pecado.)
   "Os anjos maus são chamados demônios."
   "Os anjos maus foram para o inferno." (É necessário que haja
inferno. Pondere como essas criancinhas eram felizes, sem saberem que
havia inferno antes de entrarem em contacto com a Igreja de Roma!...)
   "Para que Deus nos criou? Deus nos criou para conhecê-Lo... (na
versão de Roma)
   "...para amá-lo e serví-lo neste mundo... (os pais têm filhos
porque precisam de admiradores e escravos, nenhum ser sobrehumano
poderia ter outra motivação...)
   "... e depois ir com Ele ao Céu." (todo cachorro bem treinado
merece uma recompensa)
   Convenhamos: a versão romana do Criador mostra bem pouca
imaginação criadora!
   Mas a insensatez continua:

   "Adão e Eva eram felizes no Paraíso.
   "Um dia, porém, fizeram pecado.
   "Que é pecado?
   "O pecado é uma desobediência voluntária à lei de Deus ou LEI DA
IGREJA." (a ênfase é nossa. Note, por gentileza, que os astuciosos
roupetas estão duplamente assegurados: primeiro, porque foram eles
que escreveram "a lei de Deus"; segundo, porque são eles que escrevem
a lei da igreja!)
   "Jesus morreu na cruz para nos salvar do pecado." (eles nem sabem
mais o que é "Jesus", e nunca souberam o que é a Cruz)
   "Deus dá o prêmio aos bons e o castigo aos maus.
   "O prêmio para os bons é o céu.
   "O castigo para os maus é o inferno.
   "O céu e o inferno NÃO TERÃO FIM. (a ênfase é nossa. Deus não é
apenas destituído de imaginação, é também destituído de misericórdia,
para não falar em senso de humor. Este "Deus" é um demônio --- feito
à imagem daqueles que o promovem!)
   "Quem vai para o céu?
   "Vai para o céu quem morre sem pecado grave."
   Note que não é necessário ser virtuoso, alegre, corajoso, honrado,
para ir para o céu. As virtudes positivas não têm sentido para as
criancinhas "cristãs" à moda romana: é suficiente "morrer sem pecado
grave". Veja o senhor, no Apocalípse, o que o Amém tem a dizer à
Igreja em Laodicéia, Cap. III, vv. 14-22.
   "Quem vai para o inferno?
   "Vai para o inferno quem morre em pecado grave."
   Desta forma, os cavaleiros de Roma podem manter seu bolo e comê-lo
ao mesmo tempo. Se o senhor não é batizado ( por eles ) ao nascer,
está destinado ao menos ao purgatório (favor lembrar que o purgatório
é uma invenção relativamente recente, promulgada quando o povo
começou a reclamar que Roma mostrava pouca caridade para com os
homens: no começo, o inferno era a única alternativa para o céu). A
vida do senhor, do nascimento à morte, é completamente subordinada a
eles: comunhão, sacramento, confirmação, casamento, confissão....
Lembre-se, dr. G., que toda esta teologia que ameaça de tormento
eterno aos que não a aceitam, toda esta síndrome de repressão, de
escravidão psíquica e social, toda esta maquinação, está baseada nas
mentiras deliberadas e conscientes dos patriarcas de Roma e
Alexandria! Verdadeiramente, eles podem se gabar: "Quantum nobis
prodest haec fabula Christi!"
   Mas, infelizmente para eles, Dr. G., o Cristo não é uma fábula.


E o Verbo se fez carne, e habitou em nós.

Tu que és eu mesmo, além de tudo meu;
Sem natureza, inominado, ateu;
Que quando o mais se esfuma, ficas no crisol;
Tu que és o segredo e o coração do Sol;
Tu que és a escondida fonte do universo;
Tu solitário, real fogo no bastão imerso,
Sempre abrasando; tu que és a só semente;
De liberdade, vida, amor e luz, eternamente;
Tu, além da visão e da palavra;
Tu eu invoco, e assim meu fogo lavra!
Tu eu invoco, minha vida, meu farol,
Tu que és o segredo e o coração do Sol
E aquele arcano dos arcanos santo
Do qual eu sou veículo e sou manto
Demonstra teu terrível, doce brilho:
Aparece, como é lei, neste teu filho!

Os versos acima, Dr. G., foram escritos por Aleister Crowley,
o "pior homem do mundo" de acordo com a opinião dos padres que
organizaram a campanha difamatória que o seguiu por toda a vida.
Estes versos deveriam ser cantados com orgulho por todo Filho da Luz,
ou seja, por cada ser humano, cada Filho de Deus!
   O senhor ainda acha que a Igreja Romana pode ser encarregada, por
homens responsáveis, honrados e ajuizados, da educação de crianças?
   Dr. G., enquanto esta igreja não reconhecer publicamente seus
crimes contra Deus e a humanidade; enquanto não renunciar para sempre
a essa ameaça de inferno e a esse dógma de pecado com os quais forças
negativas, que se opõem à evolução da humanidade, tentam impedir ao
homem e à mulher que se tornem Deus por meio do ato sexual (veja o
Evangelho de "João", Cap. IV, vv. 13-16); enquanto ela for a
causadora de masturbação e autismo entre os seus assim-chamados
monges e freiras, em vez de permitir que se expressem livremente como
homossexuais (qual são frequentemente) ou como heterosexuais (qual
são algumas vezes); enquanto o Bispo de Roma não admitir que ele é um
entre muitos, e herdeiros de uma história acumulada de erros; em
suma, enquanto a Igreja de Romana existir (pois no dia em que
renunciar a todas as suas infâmias não será mais "Romana", mas
finalmente parte da verdadeira Igreja Católica, a Humanidade), a ela
se aplicam as palavras de Jon, o filho da Luz, copiadas por ela em
seus assim-chamados "Evangelhos" :
   "Cuidado com os falsos profetas, que a vós se mostram como
cordeiros, mas que internamente são lobos vorazes.
   "Pelos seus frutos os conhecereis.
   "Nem todo aquele que me diz Senhor! Senhor! entrará no reino dos
céus, mas só aqueles que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus.
   "Muitos, naquele dia, me dirão: Senhor! Senhor! Não temos nós
profetizado em Teu nome, não temos expelido demônios em Teu nome, e
em teu nome não realizamos muitos milagres?
   "Então eu lhes direi claramente: nunca vos conheci. Afastai-vos de
mim, vós que praticais a iniquiade." - Mateus", VIII, vv. 15-23.
   Francamente, Dr.G., não posso entender como um maçon, como um
homem sensato e honrado pode, por um momento, defender uma
instituição que é uma nódoa na história da humanidade. Nós,
verdadeiros herdeiros do Cristo, temos sido acusados de odiar a
Igreja de Roma. Sabe Deus que não a odiamos: nós a abominamos e
desprezamos com a intensidade devida àquilo que não só é vil em si
mesmo, como aviltante para tudo que é sagrado e valoroso no homem.
Dizem que o diabo corre da Igreja de Roma, e é verdade. Mas não é que
nós a temamos: ela nos enoja. É inútil proclamar o efeito maravilhoso
que o Romanismo tem exercido sobre a civilização ocidental. A verdade
é precisamente o oposto. Roma tem combatido toda reforma e todo
progresso a cada passo, aceitando-os apenas no último minuto, e então
fingindo -- aos incautos -- tê-los inventado. A renovação das artes,
das ciências, da liberdade humana, jamais veio de Roma; veio dos
maçons, dos árabes, dos judeus, da herança pagã redescoberta na
Renascença, dos protestantes alemães, franceses e ingleses, das
invasões dos piratas normandos e até das hordas de tártaros e turcos:
nunca de Roma.
   Considere a evidência histórica, Dr. G.! Durante mil anos, o
sistema feudal, tornado odioso justamente pelos abusos decorridos da
aliança da igreja com os senhores feudais, oprimiu a população da
Europa. Veio a reforma -- e em um século o sistema havia praticamente
desaparecido. A Inglaterra católica romana era uma ilhota
insignificante perdida no mapa da Europa: veio Henrique VIII,
expulsou os jesuítas, criou o Anglicanismo -- e em duas gerações a
Inglaterra derrotava a Espanha católica romana, tornava-se o maior
poder naval do mundo e estava prestes a construir um império mais
poderoso do que o dos Césares. A França decaíu com os Valois
católicos romanos: veio Henrique IV, protegeu os huguenotes, foi
assassinado por isto, mas em um século a França de Luis XIV
deslumbraria o mundo. Os protestantes colonizaram a América do Norte;
compare o progresso da civilização da América do Norte com a situação
das Américas Central e do Sul, colonizadas por padres jesuítas!
   Os países onde, no momento, prevalece o dógma romano, estão
atrasados de cinquenta a cem anos em progresso material, e
moralmente, em certa áreas, o atraso é de quinhentos a mil anos. Os
países protestantes têm sina muito melhor. Mas infelizmente, mesmo os
protestantes não estão livres da mancha do "pecado original" e do
complexo de culpa, como tampouco de crença na necessidade
de "salvação", já que usam os textos evangélicos fabricados pelos
romano-alexandrinos ; e não foi à toa que Ambrose Bierce, por muitos
considerado um dos maiores iniciados americanos, escreveu, como parte
da definição da palavra "cristão" em seu impagável e realista "O
Dicionário do Diabo":

"Sonhei-me no alto dum morro, e vejam só:
Em baixo, pias multidões, com ar de dó

Triste e devoto, andavam de cá para lá,
Domingadas em suas roupas de sabá,
Enquanto na igreja os sinos gemiam
Solenes, alertando os que em falta viviam.
Foi então que pessoa alta e magra eu vi
Vestida de branco, a olhar para ali
Com a face tranquila, suave, simbólica,
E os olhos repletos de luz melancólica.
'Deus te abençoe, estranho!' -- exclamei.
'Inda que, por teu diverso traje, bem sei
Que vens sem dúvida de longínquo cantão,
Espero sejas, como essa gente, cristão.'
Ele os olhos ergueu, com tão severo ardor
Que senti meu rosto a queimar de rubor,
E respondeu com desdém: 'Como! O que é isto?!
Eu um cristão? Na verdade não! Eu sou cristo.'"

   Se o senhor quiser ler um magnífico estudo psicológico do
Romanismo, leia "O Anticristo" de Nietzsche, e quando quer que o
senhor encontre escrita a palavra "cristão", substitua-a
por "católico romano". O senhor terá a Igreja de Roma exatamente como
é.
   Resumindo o conteúdo desta carta:
   Todos os homens são filhos de Deus. Todos os homens são capazes de
realizar sobre a terra o Reino dos Céus, que está dentro de nós.
Somos todos membros do Corpo de Deus, todos Templos do Espírito
Santo, e basta limpar o Templo -- o que não significa castrar- se
física ou psicologicamente! -- para que a Presença se manifeste.
   Não há nenhum "Jesús, Filho Único de Deus" para ser adorado; e
quaisquer pessoas que afirmem o contrário ou estão enganadas ou estão
enganando.
   Está escrito nos "Evangelhos" : Vós conhecereis a verdade, e a
verdade vos fará livres.
   E também está escrito, nos originais santos, blasfemados e traídos
pelas perpetrações romano-alexandrinas , que Jon olhou sorridente para
a multidão e, abrindo os braços, lhes bradou:

   "Vós sois o Caminho, a Ressurreição e a Vida!

   Pois é eternamente verdade que o Verbo se faz carne; e neste exato
momento, habita em nós.

Amor é a lei, amor sob vontade.

************ ********* ********* ********* ********* ********* ********* ********* ********* ********* *

 

NOTA BIBLIOGRÁFICA E ADDENDUM

   Esta carta foi originalmente escrita no dia 9 de julho de 1963
e.v., endereçada a um maçom osiriano, médico, o Dr. Luiz Gastão da
Costa e Souza, clinicando em Petrópolis, RJ. Foi-nos posteriormente
dito, por outro maçom osiriano e ex-aspirante, Euclydes Lacerda de
Almeida, que o Dr. Gastão cuidadosamente guardou a carta, mas se
absteve por completo de mostrá-la a outros maçons.
   Após o Primeiro de Abril de 1964 e.v., a carta foi copiada a
carbono pelo autor, e distribuída livremente nas ruas do Rio de
Janeiro a pessoas a quem ele se sentia impulsionado a entregá-la. A
segunda versão foi consideravelmente ampliada na parte bibliográfica
e histórica. O presente documento representa a terceira, e,
esperamos, final versão.
   A carta original terminava com os seguintes dizeres:
   "Doutor Gastão, este momento é dos mais graves da história da
humanidade. Dos quatro cantos do mundo, forças das mais hediondas,
das mais diabólicas, forças desalmadas se concentram em um ataque ao
Homem, a Deus, à Justiça e à Verdade. Os comunistas encarnam um dos
aspectos destas forças; as religiões organizadas do Aeon passado
encarnam outros. No momento presente, são pouquíssimos os homens que
conservam contacto com os planos espirituais; e no entanto eu levanto
a minha voz em profecia e lhe digo:

   Esta é a escuridão da Passagem dos Aeons.
   No Novo Aeon, serão os bodes que organizarão a Igreja.
   A maçonaria é a chave do Templo de Deus.
   Eu avisei o senhor quando nos vimos: se os maçons brasileiros
tentarem honestamente limpar a maçonaria das forças malignas que
tentam infiltrar-se nela; se eles se despertarem novamente para a
luta espiritual e para a luta cívica, eles terão todo o auxílio que
for necessário. O Olho ainda está no Triângulo. MAS SE VÓS FIZERDES
PACTOS COM DEMÔNIOS O OLHO SE FECHARÁ SOBRE VÓS.
   Não é possível ser maçon e ser católico romano.
   Não é possível ser marxista e ser maçon.
   Não é possível ser maçon sem ser cristão.
   Limpai as Lojas! Ou o Olho se fechará sobre vós.
   Calafatai as Lojas! Ou a energia espiritual que nelas se acumula
se escoará (esta é a razão pela qual o vosso segredo é a vossa força).
   Serví o Brasil antes de mais nada; acima de toda outra nação; sois
brasileiros, e o progresso como a caridade começa em casa.
Daí aos pobres do vosso excesso, mas não da vossa substância.
   Sede verdadeiros maçons: maçons dignos dos que vos precederam,
maçons dignos dos que fizeram a Independência, o Segundo Império e a
República.
   Nunca tenhais medo de lutar pela Verdade e pela Justiça, e perdoai
os vossos adversários mas vencei-os, antes! Não agradeçais à Igreja 
de Roma as concessões que ela vos "faz". Ó meus Irmãos pois como
homens, somos todos Irmãos essas "concessões", vós já as
conquistastes: não ouvis os gemidos de dor? Não vedes os oceanos de
sangue, não percebeis a legião de mártires maçônicos, não sentis
ainda o cheiro e o clarão das fogueiras? A Igreja de Roma nunca fez
concessões de ordem teológica a não ser por razões econômicas e
políticas; ela sempre se aliou aos tiranos contra os oprimidos, e
aliar-se-á aos marxistas, se necessário, para combater-vos; mas sede
fiéis ao olho e o olho vos servirá.
   Todo o progresso humano; toda lei humanitária; toda proteção à
ciência pura; toda tolerância religiosa que existe no mundo presente
foi o resultado do trabalho dos maçons! Nunca vos esqueçais disto!
Não deveis agradecer ao inimigo oculto aquilo que ele nunca te
concedeu, mas que vós conquistastes pelo sacrifício de muitos e pelo
paciente trabalho de incontáveis outros.
   Repito-vos: sede dignos do Olho, ou o Olho se fechará sobre vós."
   O Primeiro de Abril de 1964 e.v. não teria ocorrido se os maçons
tivessem cumprido as condições desta profecia. Em vez de fazer isto,
a maçonaria brasileira deu os seguintes passos para trás nos anos que
se seguiram a esta carta:


   1) - Dividiu a sua direção em duas facções antagônicas.
   2) - Permitiu a publicação em jornais de fotografias do interior
das Lojas, inclusive em funcionamento.
   3) - Promoveu declarações públicas de aliança com a Igreja de Roma.
   4) - Espionou-nos e cooperou em armar-nos ciladas e na busca por
desvendar os nossos "segredos". Infelizmente, não temos segredos.
Ponde um tratado sobre o cálculo tensorial nas mãos de um estudante
primário e deixai-o ler o livro a vontade: de nada lhe adiantará.
O "esoterismo" é uma farsa: verdadeiros segredos NÃO PODEM ser
revelados, pela simples razão que sem vivência é impossível
compreende-los, mesmo quando são explicados da forma mais simples e
mais franca.


   Devido ao desleixo ou a inércia dos maçons, a profecia da carta se
cumpriu e continua se cumprindo. Como consequência, a maçonaria
brasileira só está viva agora na O.T.O. e na Ordem de Télema. Nós não
reconhecemos nenhum movimento maçônico do Velho Aeon.
   A bom entendedor, meia palavra basta; aos maus entendedores,
milhares de discursos não surtirão efeito.
  

Não existe Lei além de faze o que tu queres.

 

Fraternalmente 
 
Marcelo Motta 




Prof. Aires Ortiz Carvalho




 
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#11205 From: "aloiziomonteiro" <aloiziomonteiro@...>
Date: Fri Nov 20, 2009 9:20 pm
Subject: Interpretações sem Lógica - II
aloiziomonteiro
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Veja-se o que está escrito no Quarto Evangelho:

Jo (11, 47-50):  "Que faremos?  Esse homem multiplica os milagres.  Se o
deixarmos proceder assim, todos crerão nele, e os romanos virão e arruinarão a
nossa cidade e toda a nação".  Um deles, chamado Caifás, que era o sumo
sacerdote daquele ano, disse-lhes:  "Vós não entendeis nada!  Nem considerais
que vos convém que morra um só homem pelo povo, e que não pereça toda a nação".

O argumento ad populum de que "convém que morra um só homem pelo povo, e que não
pereça toda a nação", é falacioso e foi fundamentado na expressão antecedente
"se deixarmos proceder assim, todos crerão nele, e os romanos virão e arruinarão
a nossa cidade e toda a nação".  De fato, a continuar Jesus fazendo milagres,
"todos crerão nele".  Contudo, a Lógica Aristotélica ensina que, da locução
inicial da expressão, não decorre a conseqüência de que "os romanos virão e
arruinarão a nossa cidade e toda a nação", nem muito menos a necessidade de que
"morra um só homem pelo povo, e que não pereça toda a nação".  Pois,

1. De qual fundamento da Lógica os fariseus tiraram a conclusão que os romanos
viriam e arruinariam a cidade e toda a nação, só porque um homem estava a
realizar milagres?
2. Houve, antes, alguma proibição dos romanos para que os judeus não realizassem
milagres?

Portanto, o maldoso sumo sacerdote Caifás, impondo suas mentiras e aleivosias ao
povo, junto com os seus comparsas, se valeu de um argumento ad populum, que se
tornou falacioso por conta do teste entre antecedente e conseqüente.  Isso só
funciona junto às pessoas ignorantes ou junto aos doentes mentais.

Assim, se os judeus da época não eram ignorantes, tampouco doentes mentais, e
ficavam extasiados com os milagres e curas de Jesus, que tipo de religião era
essa que o sumo sacerdote pregava, por essa época, a qual deixava de reconhecer
que um ser humano poderia ser portador de poderes divinos?  Ou será que toda a
pregação antiga dos feitos portentosos de Moisés não passava de mera ideologia
política?

Então, ficou claro que o sumo sacerdote Caifás e os fariseus promoveram uma
conspiração diabólica e invejosa, que visava a matar Jesus. . . a qualquer
custo!

Por isso, o Papa Bento XVI, na catequese do último dia 31-10-2009, na Praça de
São Pedro, no Vaticano, reproduziu a seguinte frase do Papa João Paulo II:

"A fé encontra-se aberta ao esforço de compreensão da razão".

Estamos vivendo a Era da Lógica nos Evangelhos.

AloízioMonteiro.

#11204 From: "aloiziomonteiro" <aloiziomonteiro@...>
Date: Fri Nov 20, 2009 8:50 pm
Subject: Interpretações sem Lógica - I
aloiziomonteiro
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Endossando Bultmann (in "Teologia do Novo Testamento"), Oscar Culmann (in
"Cristologia do Novo Testamento", Ed. Hagnos, 2008, p. 98) escreveu:

"Pode-se ainda mencionar o relato das bodas de Caná (cap. 2), em que a alusão à
´hora´ que ainda não é chegada, se refere, sem dúvida alguma, à morte de Jesus".

Ledo engano.  Da frase antecedente, proferida por Maria ("Eles não têm mais
vinho"), decorreu a frase conseqüente, proferida por Jesus ("Mulher, isso
compete a nós?  Minha hora ainda não chegou").  Porém, a conclusão chegada pelos
eméritos intérpretes acima citados está inteiramente desprovida de Lógica. 
Pois, se "eles não têm mais vinho", compete somente ao pai da noiva providenciar
novos suprimentos.

Na verdade, a conclusão correta seria a seguinte:  a hora de exercer o papel de
"supridor de vinho" só chegaria para Jesus em duas circunstâncias:  a) no dia do
Seu próprio casamento (no caso, pouco provável);  e b) no dia em que Ele
estivesse casando uma filha (caso mais provável).  Pois, num casamento (tanto
ontem como hoje), o papel de "supridor de vinho" é sempre do pai da noiva, que é
o anfitrião do evento.  Tanto essas duas interpretações são verdades que um
conviva, ao elogiar o vinho novo, dirigiu-se ao "noivo", como se ele tivesse
escondido o melhor do vinho (quem sabe, em comunhão de pensamento com o
anfitrião) para oferecer por último.  Assim, ao dizer "Minha hora ainda não
chegou", Jesus não estava se referindo, em hipótese nenhuma, à hora de Sua
morte.

Se Jesus tivesse exercido o papel de anfitrião do casamento, seja como noivo ou
não, a repentina falta de vinho seria vista como falta de finanças para a
provisão e compra de bebidas, ou falta de planejamento do matrimônio em relação
ao número de convidados  --  o que seria, sem dúvida alguma, um vergonhoso
descuido do pai da noiva.

Portanto, Bultmann e Culmann, na ânsia de quererem dizer que Jesus estava sempre
lembrando pedantemente o dia de Sua morte, cometeram erro de Lógica.

Muitos intérpretes dos Evangelhos tentam passar a idéia de que os discípulos
eram trouxas, que eles só vieram a entender o que Jesus dizia depois que Ele foi
crucificado.  Mas, isso não é verdade.  Eles sabiam discernir bem as coisas,
embora pesarosamente estivessem com o foco no Messias político, aquele anunciado
pelos profetas, que viria restabelecer o Reino de Israel.

AloízioMonteiro.

#11203 From: Aloizio Monteiro <aloiziomonteiro@...>
Date: Fri Nov 20, 2009 8:19 pm
Subject: Re: Qumran - Aloisio
aloiziomonteiro
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Obrigado, Paulo!
 
Fico muito grato pelas suas orações.
 
Devido ao tratamento, estou com pouco tempo de fazer as minhas polêmicas intervenções na net.
 
Um grande abraço!
 
AloízioMonteiro.


--- Em qui, 19/11/09, cepak2001br <cepak2001br@...> escreveu:

De: cepak2001br <cepak2001br@...>
Assunto: [JesusHistorico] Qumran - Aloisio
Para: JesusHistorico@yahoogroups.com
Data: Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009, 20:14

 
Oi.

Desejo-lhe todo o sucesso na sua luta contra o CA e coloco seu nome na nossa lista de preces:

http://br.groups. yahoo.com/ group/grupodepre ce/

paulo dias=



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#11202 From: "cepak2001br" <cepak2001br@...>
Date: Thu Nov 19, 2009 10:14 pm
Subject: Qumran - Aloisio
cepak2001br
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Oi.

Desejo-lhe todo o sucesso na sua luta contra o CA e coloco seu nome na nossa
lista de preces:

http://br.groups.yahoo.com/group/grupodeprece/

paulo dias=

#11201 From: "cepak2001br" <cepak2001br@...>
Date: Thu Nov 12, 2009 12:31 pm
Subject: Re2: Qumran e o NT
cepak2001br
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...Especificando melhor o que eu penso. Eu vou [pretendo] passar algo de Golb,
mas acho que mais ou menos podemos falar em comunidadeS em Qumran, plurais, e
não apenas uma. Será que o milenarismo e o profetismo, e a escatologia, combinam
com um apego estrito aos textos mosaicos? As regras do grupo registrado nos
documentos funcionavam daquele jeito mesmo?

paulo dias=

--- In JesusHistorico@yahoogroups.com, "cepak2001br" <cepak2001br@...> wrote:
>
> ...hmmm nao sou eu quem acha e sim Golb; diz que Qumran nao pode ser vista
como um compartimento fechado.
>
> Bom, a meu ver o ineditismo de Jesus permanece, com ou sem Qumran. Esse
ineditismo consiste no rearranjo do contexto, eu diria. Mesmo porque em Qumran
achamos sinais de todas as correntes judaicas de hoje, e do que não é mais
considerado judaísmo, sendo portanto difícil classificar.
>
> Mas tambem nao acho que isso invalide o estudo, pq agora parece claro q JC
partiu de algum lugar, se fosse completamente novo nao seria escutado.
>
> paulo dias=
>
> --- In JesusHistorico@yahoogroups.com, "Aila" <ailapinheiro@> wrote:

#11200 From: "cepak2001br" <cepak2001br@...>
Date: Wed Nov 11, 2009 11:43 am
Subject: Errata
cepak2001br
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Oi. Esqueci de avisar que faz parte das mags que pretendo mandar sobre 
*Qumran*.

Estes artigos de lei na Bíblia começam logo depois das Dez Palavras (Dez
Mandamentos). São penalidades legais estabelecidas em tribunal e não vingança
nem justiça feita com as próprias mãos.

Conferir Ex cap. 20 (Dez Mandamentos) e a seguir Ex cap. 21.

paulo dias=


--- Em CEPAK@..., "cepak2001br" <cepak2001br@...> escreveu
>
> Oi.
>
> Alguns artigos da chamada "Lei Antiga", supostamente revogada por Jesus.

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